<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-397518384120397677</id><updated>2012-02-16T12:22:23.549-02:00</updated><category term='Atualidade'/><category term='Comemoração'/><category term='Especial'/><category term='Apresentação'/><category term='Organização'/><category term='Curiosidade'/><category term='Respostas a comentários'/><category term='Personagens'/><category term='Técnica de escrita'/><category term='Entrevista'/><category term='História da história'/><category term='Perguntas'/><title type='text'>Escrever para mim</title><subtitle type='html'>a obra literária de Mônica de Almeida Cadorin</subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://monicadorin.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/397518384120397677/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://monicadorin.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><link rel='next' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/397518384120397677/posts/default?start-index=101&amp;max-results=100'/><author><name>Mônica Cadorin</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12021522543152657816</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='28' src='http://3.bp.blogspot.com/_-LINuKBSmIM/Si5EaG8i_KI/AAAAAAAAAAY/5JmZW5M5kI0/S220/foto.jpg'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>115</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-397518384120397677.post-6151444896387046788</id><published>2012-02-11T23:12:00.003-02:00</published><updated>2012-02-12T00:20:18.717-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Entrevista'/><title type='text'>Entrevista a Rainer - parte 3</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: georgia; " &gt;Parte final da entrevista que dei a Rainer Gruggenberger, sobre meu livro &lt;b&gt;&lt;i&gt;&lt;a href="http://romancesmonica.blogspot.com/search/label/Primeiro%20a%20honra"&gt;Primeiro a honra&lt;/a&gt;&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;, lançado em julho de 2011. A primeira parte está &lt;a href="http://monicadorin.blogspot.com/2011/11/entrevista.html"&gt;&lt;i&gt;&lt;b&gt;aqui&lt;/b&gt;&lt;/i&gt;&lt;/a&gt; e a segunda parte está &lt;b&gt;&lt;i&gt;&lt;a href="http://monicadorin.blogspot.com/2011/12/entrevista-rainer-parte-2.html"&gt;aqui&lt;/a&gt;&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;. Esta terceira parte foi mais difícil de organizar, pois tive que retirar as perguntas que citam trechos do livro, e que contam o meio e o fim da história, e detalhes que eu não gostaria de adiantar aos leitores. Então a numeração "saltada" das perguntas não é um erro, mas uma forma de indicar que as perguntas que não estão aqui  são muito "indiscretas" e por isso não puderam ser publicadas.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="text-indent: -18pt; "&gt;&lt;span &gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;text-indent: 0px; "&gt;&lt;span &gt;&lt;b&gt;&lt;i&gt;&lt;span style="text-indent: -18pt; "&gt;9) Foi interessante para mim observar o uso das várias formas gramaticais que exprimem diferentes níveis de cortesia. As amigas Rosala e Constance se endereçam na segunda pessoa do singular, que no Brasil é quase desaparecida até entre os &lt;/span&gt;&lt;span style="text-indent: -18pt; "&gt; &lt;/span&gt;&lt;span style="text-indent: -18pt; "&gt;melhores amigos. A maioria das pessoas usa “você” enquanto, entre os criados e o senhor, bem como entre o filho nobre Thierry e o pai dele&lt;/span&gt;&lt;span style="text-indent: -18pt; "&gt;, se usa a palavra “senhor”. Até quando se usava “senhor” no Brasil? Existem ainda famílias que o usam? Uma vez o pai de Thierry usa a segunda pessoa do singular: “Foste descortês com nosso hóspede, Thierry&lt;/span&gt;&lt;span style="text-indent: -18pt; "&gt;”.&lt;/span&gt;&lt;span style="text-indent: -18pt; "&gt; Você às vezes muda do registo da cortesia entre os mesmos falantes: o Lanrose já na próxima ocasião usa “você” com Thierry&lt;/span&gt;&lt;span style="text-indent: -18pt; "&gt;, e quando Thierry e Rosala falam sobre a paixão e amor deles e quando Thierry está morrendo, ele e Rosala já não se tratam mais por “você” mas, como instintivamente, por “tu”.&lt;/span&gt;&lt;span style="text-indent: -18pt; "&gt; No dia seguinte porém, depois o morte de Thierry, Rosala, fingindo uma conversa com o morto, volta para usar “você”. Toda essa variedade de formas pessoais não são comuns ao português brasileiro, mas sim ao português europeu. Por isso a sua linguagem me parece mais europeia do que brasileira. Você acha o português europeu, tendo uma tradição muito mais antiga do que a brasileira, seria mais apropriado para produzir literatura em português ou pelo menos quando se escreve romances históricos que são situados fora do Brasil ou em geral antes do século vinte? Você acha o português europeu, na maioria dos campos sociais, uma variedade com mais habilidades de diferenciação linguística do que a brasileira?&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;text-indent: 0px; "&gt;&lt;span style="text-indent: -24px; font-family: georgia; " &gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;text-indent: 0px; "&gt;&lt;span style="text-indent: -24px; font-family: georgia; " &gt;Em relação ao uso de "tu" e "você", o que temos no Brasil atualmente é o uso incorreto do "tu", que é colocado com verbos conjugados na terceira pessoa (tu viu o jogo?) ou o pronome oblíquo "te" usado também em conjunto com a terceira pessoa (você sabe que eu te amo). O uso correto da segunda pessoa no Brasil realmente desapareceu há algum tempo. Quando escrevo romances históricos, gosto de usar os registros como deviam ser, se tivessem mantido suas características originais. Por isso, em diálogos de mais intimidade, muitas vezes prefiro usar a segunda pessoa (tu), e deixo a terceira pessoa (você) para os diálogos mais gerais, entre pessoas próximas ou distantes. O uso do "tu" ou do "você" varia conforme o sentimento das personagens. Quando Lanrose usa o "tu", está falando carinhosamente ao filho; quando usa "você", procura deixar de lado o emocional para dar uma opinião isenta. Quando Thierry e Rosala falam de fugir, o "tu" ajuda a mostrar a intimidade entre duas pessoas que se dizem dispostas a morrer em nome de um amor (embora nenhum dos dois na verdade veja a morte como uma possibilidade real). Quando Thierry morre, novamente essa intimidade é desejada e, além disso, "eu te amo" é mais forte do que "eu amo você". Para fazer a frase que eu quero em segunda pessoa, foi preciso fazer todo o diálogo em segunda pessoa (veja &lt;i&gt;&lt;a href="http://monicadorin.blogspot.com/2010/12/linguas-arcaicas-tu-x-voce.html"&gt;meu texto&lt;/a&gt;&lt;/i&gt; sobre esses registros)&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;text-indent: 0px; "&gt;&lt;span style="text-indent: -24px; font-family: georgia; " &gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;text-indent: 0px; "&gt;&lt;span style="text-indent: -24px; font-family: georgia; " &gt;Ainda há, no Brasil, famílias em que os filhos se dirigem aos pais tratando-os por "senhor" e "senhora". Em relação aos avós, é ainda mais comum. Tenho a impressão de que somente as gerações com menos de 10 anos estão chamando os avós de "você" sem encontrar problemas. As pessoas que chamavam seus avós de "senhor" querem que os netos os chamem de "senhor" também, então esse é um costume que só agora começa a ser flexibilizado, quando alguns avós permitem ser chamados pelos netos de "você". Muitos amigos da minha geração chamam os pais de "senhor" e ensinam assim a seus filhos.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;text-indent: 0px; "&gt;&lt;span style="text-indent: -24px; font-family: georgia; " &gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;text-indent: 0px; "&gt;&lt;span style="text-indent: -24px; font-family: georgia; " &gt;Essa variedade de formas pessoais - a mudança de registros de intimidade, de fato não é comum à língua falada no Brasil, mas cabem bem na língua escrita, que é mais resistente a mudanças e segue mais de perto a chamada norma culta. Então, se por um lado eu tenho um vocabulário simples, por outro tenho esse tipo de requinte de linguagem.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;text-indent: 0px; "&gt;&lt;span style="text-indent: -24px; font-family: georgia; " &gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;text-indent: 0px; "&gt;&lt;span style="text-indent: -24px; font-family: georgia; " &gt;Não conheço a fundo o português falado em Portugal, e não me sentiria à vontade em usá-lo. A única vez que procurei uma forma mais lusitana de se falar foi quando escrevi &lt;b&gt;&lt;i&gt;&lt;a href="http://romancesmonica.blogspot.com/search/label/Construir%20a%20terra%20conquistar%20a%20vida"&gt;Construir a terra, conquistar a vida&lt;/a&gt;&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;, história ambientada no Rio de Janeiro no século XVI, quando a maioria das personagens se compõe de portugueses nascidos em Portugal e quase todo o restante é de portugueses nascidos no Brasil - mas não menos portugueses do que os europeus. Ainda assim, para não comprometer a legibilidade, procurei não usar palavras muito desconhecidas dos brasileiros. Os cuidados que tive para dar à fala das personagens o ar português arcaico que eu precisava foram quanto ao uso de gerúndios e diminutivos. Ainda assim, considerando que, desde o século XVI, a língua falada nos dois lados do Atlântico tomou rumos de desenvolvimento diferentes, conclui, pelas pesquisas que fiz, que nossa fala hoje no Brasil é mais próxima do português do século XVI do que a fala dos portugueses atuais. Enfim, não considero que o português de Portugal possa ser mais apropriado para escrever romances históricos aqui no Brasil. Temos aqui também uma norma culta, que rege a linguagem escrita e que, de fato, está distanciada da linguagem falada, que tem um processo de desenvolvimento mais dinâmico e ágil. Então, o português brasileiro oferece as mesmas ferramentas que o português europeu, numa construção que, para nós brasileiros, é mais familiar e que eu domino melhor. Acho que o português europeu pode ser conveniente para escrever diálogos entre personagens portugueses, estejam eles em Portugal ou aqui no Brasil - como na história que citei.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;text-indent: 0px; "&gt;&lt;span style="font-family: georgia; font-size: small; text-indent: -24px; "&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;text-indent: 0px; "&gt;&lt;span style="font-family: georgia; font-size: small; text-indent: -24px; "&gt;&lt;b&gt;&lt;i&gt;10) Além disso, você não usa “o futuro brasileiro” composto da forma declinada de ir mais o infinitivo, mas “o futuro tradicional europeu”, por exemplo: “Ele disse que eu aprenderei a amá-lo, com o tempo.”&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;text-indent: 0px; "&gt;&lt;span style="font-family: georgia; font-size: small; text-indent: -24px; "&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;text-indent: 0px; "&gt;&lt;span style="font-family: georgia; font-size: small; text-indent: -24px; "&gt;Aqui no Brasil esse "futuro tradicional europeu" se chama Futuro do Presente, e é um tempo do Modo Indicativo. O que você chama de "futuro brasileiro" é um anglicismo derivado do uso da internet por pessoas que não aprenderam os tempos verbais corretamente na escola. A norma culta da língua escrita recomenda que se use as formas sintéticas das palavras (tempos verbais e superlativos, por exemplo), justamente para evitar estrangeirismos e para preservar a riqueza da nossa língua. Veja novamente que, a par da simplicidade do vocabulário e da clareza de escrita, que você apontou, há no texto a elegância do bom uso da linguagem escrita.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;text-indent: 0px; "&gt;&lt;span style="font-family: georgia; font-size: small; text-indent: -24px; "&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;text-indent: 0px; "&gt;&lt;span style="font-family: georgia; font-size: small; text-indent: -24px; "&gt;&lt;b&gt;&lt;i&gt;11) Mudamos o assunto e nos concentramos no conteúdo. Você acha que Rosala teria mesmo conseguido amar ou pelo menos respeitar Toulière como marido dela? A recusa dela e a fuga com Thierry provocaram a morte de Thierry e muitas dores para ela mesma. Você acha que seria melhor se ela tivesse aceitado Toulière como marido? Sabendo tudo o que lhe aconteceu, você também teria decidido como ela se estivesse no lugar dela? Você concorda que “o amor” seja “uma loucura”, mas que “a loucura de amor é boa”?&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;text-indent: 0px; "&gt;&lt;span style="font-family: georgia; font-size: small; text-indent: -24px; "&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;text-indent: 0px; "&gt;&lt;span style="font-family: georgia; font-size: small; text-indent: -24px; "&gt;Acho que Rosala poderia ter vivido com Toulière sem maiores problemas. Com o tempo, o amor por Thierry se tornaria lembrança de um tempo passado e ela se conformaria com a vida que teria. Mas, considerando as características de ambos, acho que ela nunca o amaria, e o respeito possível seria apenas o da convivência pacífica, mas não um respeito de admiração pelo outro.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;text-indent: 0px; "&gt;&lt;span style="font-family: georgia; font-size: small; text-indent: -24px; "&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;text-indent: 0px; "&gt;&lt;span style="font-family: georgia; font-size: small; text-indent: -24px; "&gt;Você diz que ela recusou Toulière e quis fugir com Thierry, mas na verdade, ela apenas lamentou os fatos. Ela em nenhum momento recusou seu destino de casar-se com Toulière, nem pediu a Thierry que fizesse nada. A fuga foi ideia de Thierry. Rosala apenas confirmou que o seguiria para livrar-se de Toulière. Ela poderia não ter concordado com a fuga, mas Thierry lhe pediu uma escolha: casar-se com Toulière ou casar-se com Thierry, e ela escolheu com o coração, sem pensar nas possíveis consequências. Lembre-se de que Rosala e Thierry são adolescentes (16 anos) e, mesmo naquela época em que a maturidade precisava ser atingida com menos idade, eles eram inconsequentes como qualquer jovem de qualquer época. Eles pensaram na melhor possibilidade e não levaram em conta que Toulière poderia alcançá-los furioso - que foi o que aconteceu. Sim, Rosala poderia ter simplesmente se casado com Toulière, mas então não haveria uma história de vingança e superação de perdas para eu escrever. Na verdade, não fica evidente como seria o relacionamento entre Toulière e Rosala depois de casados; não se pode prever se ele a respeitará, ou se a tratará com desprezo e superioridade, como nas cenas em que ele aparece. Diante disso, acho que eu também tentaria uma atitude desesperada (fugir), mesmo considerando as piores possibilidades - embora ninguém pense em atitudes desesperadas se já sabe o que vai acontecer. Acho que concordo que amor seja loucura. Mas não vejo nada de bom numa loucura que cega a pessoa e a faz agir sem pensar nas consequências. Dizer que "a loucura de amor é boa" é um romantismo meio piegas, consistente com a imaturidade de Rosala nessa época.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;text-indent: 0px; "&gt;&lt;span style="font-family: georgia; font-size: small; text-indent: -24px; "&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;text-indent: 0px; "&gt;&lt;span style="font-family: georgia; font-size: small; text-indent: -24px; "&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;text-indent: 0px; "&gt;&lt;span style="font-family: georgia; font-size: small; text-indent: -24px; "&gt;&lt;b&gt;&lt;i&gt;14) Rosala buscou sua vingança fingindo ser o homem Ailan. Você acha que até hoje, ainda que não precise ter a aparência de um homem, uma mulher precisa sim agir como um homem para conseguir certos objetivos?&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;text-indent: 0px; "&gt;&lt;span style="font-family: georgia; font-size: small; text-indent: -24px; "&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;text-indent: 0px; "&gt;&lt;span style="font-family: georgia; font-size: small; text-indent: -24px; "&gt;Uma mulher que se dedica à carreira, em detrimento da vida familiar, está agindo como homem. E elas se vestem como homens também, usando ternos e roupas sóbrias, que escondem sua feminilidade, para que possam ter o sucesso profissional que os homens ambicionam. Acredito que a realização mais importante da mulher não está no ambiente de trabalho, mas no ambiente familiar. Não prego, com isso, o retorno da mulher ao lar, à vida de dona-de-casa dependente do dinheiro do marido. Só acho que a vida é curta demais para gastá-la correndo atrás apenas de dinheiro e sucesso profissional. Acho que é preciso haver equilíbrio, para que as conquistas feministas não se tornam uma outra escravidão, semelhante ou pior à que havia.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;text-indent: 0px; "&gt;&lt;span style="font-family: georgia; font-size: small; text-indent: -24px; "&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;text-indent: 0px; "&gt;&lt;span style="font-family: georgia; font-size: small; text-indent: -24px; "&gt;&lt;b&gt;&lt;i&gt;15) Uma coisa que me irritou no início era que os protagonistas do romance jantaram quando hoje em dia almoçamos, porque só depois começou a tarde. Esse fato é devido à época ou tem qualquer outra explicação? Senão, porque você achava melhor escrever “jantar” em vez de “almoçar”?&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;text-indent: 0px; "&gt;&lt;span style="font-family: georgia; font-size: small; text-indent: -24px; "&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;text-indent: 0px; "&gt;&lt;span style="font-family: georgia; font-size: small; text-indent: -24px; "&gt;O hábito de uma refeição leve ao acordar (café-da-manhã ou desjejum ou pequeno almoço em português) começou no século XVIII ou XIX. Antes disso, as pessoas almoçavam ao acordar e jantavam por volta do meio dia, encerrando o dia com uma ceia no final da tarde, quando se recolhiam para os preparativos para a noite de sono. É por isso que, no século V, depois do jantar, vem a tarde.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;text-indent: 0px; "&gt;&lt;span style="font-family: georgia; font-size: small; text-indent: -24px; "&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;text-indent: 0px; "&gt;&lt;span style="font-family: georgia; font-size: small; text-indent: -24px; "&gt;&lt;b&gt;&lt;i&gt;16) O romance é muito crítico em frente do cristianismo. A sabedoria dos pagãos, sobretudo da feiticeira Atilde, quase sempre vence os dogmas cristãos. O cristianismo, e nem só a igreja da qual se fala só uma vez no romance, é apresentado como inimigo duma vida na harmonia com a natureza e com os instintos. O cristianismo, pelo menos como é praticado, prejudicaria e dificultaria a vida mais do que ajudaria. É só a opinião dos pagãos Atilde e Rudbert, que, ao contrário de quase todos os outros protagonistas, vivem a vida deles de acordo com a natureza, com a lei dela e com os próprios sentimentos, ou reflete também a sua? Você foi influenciada por Nietzsche numa época da sua vida? Você acha que os cristãos se concentram demais no futuro ou seja numa vida depois a vida na terra e esquecem por isso de viver numa maneira certa no presente? Você acha que uma vida com ou até na natureza é a única possibilidade para conseguir uma felicidade referente a um contentamento verdadeiro e sustentável? Atilde tem razão quando acusa o cristianismo de fazer cego e conduzir a cometer erros e a comportar-se de modo falso? Existem no cristianismo normas principais que você acha desumanas ou seja não correspondentes à natureza humana? Você quer criticar só o cristianismo em particular ou a cultura pós-pagã em geral? Devemos repreender ao cristianismo a intolerância dele em frente a outros sistemas de viver e de crer? É uma pergunta um pouco inútil, mas você acha melhor que o cristianismo nunca tivesse se imposto no Ocidente? Você preferia que o cristianismo tivesse mais ou menos importância do que tem agora no Brasil?&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;text-indent: 0px; "&gt;&lt;span style="font-family: georgia; font-size: small; text-indent: -24px; "&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;text-indent: 0px; "&gt;&lt;span style="font-family: georgia; font-size: small; text-indent: -24px; "&gt;Conscientemente, não tive influência de Nietzsche, mas não posso rejeitar totalmente a possibilidade, pois li trechos de algumas obras de Nietzsche, e textos sobre ele, quando estudei estética (no curso de história da arte). Dessa forma, posso também ter influências de Schopenhauer, Kant, Platão, Aristóteles, Plotino, que eu me lembro de ter estudado. As ideias passam a fazer parte de mim e eu não saberia dizer se têm origem em algum filósofo, ou se as tirei do senso comum.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;text-indent: 0px; "&gt;&lt;span style="font-family: georgia; font-size: small; text-indent: -24px; "&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;text-indent: 0px; "&gt;&lt;span style="font-family: georgia; font-size: small; text-indent: -24px; "&gt;Se você for analisar a atitude de Rudbert frente à religião celta, verá que, mesmo na própria religião, ele é subversivo, e tem uma visão própria dos valores e das práticas religiosas, adequando-as ao que considera certo e conveniente.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;text-indent: 0px; "&gt;&lt;span style="font-family: georgia; font-size: small; text-indent: -24px; "&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;text-indent: 0px; "&gt;&lt;span style="font-family: georgia; font-size: small; text-indent: -24px; "&gt;Embora a religião cristã pregue uma recompensa futura, ela se baseia na vida presente. Quem não tiver fé (e obras, no caso do catolicismo) hoje, não receberá a recompensa futura.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;text-indent: 0px; "&gt;&lt;span style="font-family: georgia; font-size: small; text-indent: -24px; "&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;text-indent: 0px; "&gt;&lt;span style="font-family: georgia; font-size: small; text-indent: -24px; "&gt;Uma vida com ou na natureza é possibilidade de felicidade para quem faz essa escolha. Como diz Rudbert (e eu concordo com ele), não há um caminho único.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;text-indent: 0px; "&gt;&lt;span style="font-family: georgia; font-size: small; text-indent: -24px; "&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;text-indent: 0px; "&gt;&lt;span style="font-family: georgia; font-size: small; text-indent: -24px; "&gt;Atilde também não é uma pessoa perfeita, embora tenha ajudado muito Rosala a superar suas perdas, assim como Berta, que a acolheu em sua casa, como membro de sua família. Quando Atilde acusa o cristianismo é despeito por ter perdido os amigos para a nova fé. Quando Berta precisou "mudar o sangue" de Adèle, ela chamou por Atilde. Quando eles precisam de ajuda com os "demônios" de Ailan, não chamam mais por ela, mas por um padre cristão. Com o advento do cristianismo, ela perdeu poder, por isso ela critica a nova fé quando pode.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;text-indent: 0px; "&gt;&lt;span style="font-family: georgia; font-size: small; text-indent: -24px; "&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;text-indent: 0px; "&gt;&lt;span style="font-family: georgia; font-size: small; text-indent: -24px; "&gt;O cristianismo tem preceitos esquisitos, como todas as religiões, pois são arbitrariedades de quem detém o poder, e são contra a natureza humana sempre que não permitem que as pessoas pensem com a própria cabeça e façam as próprias escolhas. A crítica ao cristianismo só acontece na história para mostrar que Rudbert e Atilde têm um outro ponto de vista mas a opinião deles nunca prevalece, pois todos os outros permanecem cristãos e, exceto por uma fala de Rosala, mais para o final, todos permanecem firmes em suas convicções cristãs. Veja que, no final, Rosala recusa a bênção de Atilde, que tão bem lhe fez.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;text-indent: 0px; "&gt;&lt;span style="font-family: georgia; font-size: small; text-indent: -24px; "&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;text-indent: 0px; "&gt;&lt;span style="font-family: georgia; font-size: small; text-indent: -24px; "&gt;Era uma época de misturas culturais. O cristianismo era novidade para as pessoas, que ainda misturavam sentimentos pagãos a práticas cristãs. Berta, cristã, respeita Atilde por ser descendente dos druidas (pagãos), e apresenta Ailan à vizinha para que ela faça prognósticos. Também quando Ailan e Rudbert vão partir, Archibald (cristão) aprova que Atilde opine se o tempo é propício. Então são cristãos ainda muito apegados aos costumes que tinham quando eram pagãos, e é isso que eu tentei mostrar dessa forma. Não tenho intenção de criticar nenhuma religião, apenas mostrar que são diferentes, e que cada uma tem suas particularidades, virtudes e incoerências. Fé é uma questão pessoal e não estou aqui para converter ninguém a nenhuma religião. Meu interesse é histórico, e não teológico.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;text-indent: 0px; "&gt;&lt;span style="font-family: georgia; font-size: small; text-indent: -24px; "&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;text-indent: 0px; "&gt;&lt;span style="font-family: georgia; font-size: small; text-indent: -24px; "&gt;Não sei como seria a civilização ocidental sem a interferência milenar do cristianismo, moldando mentes e a cultura como um todo. Também não sei que Brasil seríamos se os Jesuítas (especialmente) não tivessem perdido suas vidas neste fim de mundo, empenhados nos trabalhos da fé, junto aos nativos e aos europeus que aqui viviam.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;text-indent: 0px; "&gt;&lt;span style="font-family: georgia; font-size: small; text-indent: -24px; "&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;text-indent: 0px; "&gt;&lt;span style="font-family: georgia; font-size: small; text-indent: -24px; "&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;text-indent: 0px; "&gt;&lt;span style="font-family: georgia; font-size: small; text-indent: -24px; "&gt;&lt;b&gt;&lt;i&gt;19) No nosso tempo se tornou difícil para um homem escrever coisas sobre uma mulher ou até mulheres em geral que poderiam ter conotações negativas. Você também acha mais facil para uma mulher escrever uma frase como: “mulheres gostam de conforto.” Ou: “as mulheres são muito perigosas. Elas fazem você acreditar que manda nelas quando, na verdade, carregam você pela coleira.” Você, como mulher emancipada sem preconceitos, acha bom e produtivo que um homem não deve criticar nem enxergar coisas que, sem generalizar, poderiam ser corretas, mas que ele, somente porque é homem, não deve exprimir sem ver-se confrontado com a repreensão de ser sexista, &lt;/i&gt;anti-gender &lt;i&gt;ou &lt;/i&gt;political incorrect&lt;i&gt;? Não é uma forma de censura que pode provocar mais mal-entendidos e distância entre os sexos do que contribuir a uma convivência justa?&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;text-indent: 0px; "&gt;&lt;span style="font-family: georgia; font-size: small; text-indent: -24px; "&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;text-indent: 0px; "&gt;&lt;span style="font-family: georgia; font-size: small; text-indent: -24px; "&gt;Homens e mulheres têm diferentes visões de mundo e, portanto, diferentes formas de se expressar. Nunca pensei em minhas histórias como expressão de sexismo. Não tenho hábito de ler textos sexistas, então não estou habituada a pensar nesse tipo de questão nos meus textos.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;text-indent: 0px; "&gt;&lt;span style="font-family: georgia; font-size: small; text-indent: -24px; "&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;text-indent: 0px; "&gt;&lt;span style="font-family: georgia; font-size: small; text-indent: -24px; "&gt;&lt;b&gt;&lt;i&gt;23) A primeira parte do capítulo dez parece fortemente inspirada pelos carmina burana. “O sol a tudo iluminava, puro e sutil. Um novo mundo renascia, com a chegada de abril.” Se comparamos com esta sua frase a primeira metade do primeiro paragrafo de “Omnia Sol temperat”, é até mais uma tradução do que uma paráfrase desse. É no fim desta parte, onde você fala também sobre a “roda do destino”, tema central de “O Fortuna”, de “Fortune plango vulnera” e novamente de “Omnia Sol temperat”, que parece o seu modelo principal. Trata se dum experimento literário? É interessante que você se inspirava num texto que foi escrito, ou pelo menos recolhido, só 800 anos depois da época da história do romance. Qual foi o seu objetivo e o estímulo? Efectuou-se a sua recepção dos carmina burana inicialmente ou somente através a musicalização deles por Carl Orff? Era uma influência sem a qual não se realizaria esta parte do romance?&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;text-indent: 0px; "&gt;&lt;span style="font-family: georgia; font-size: small; text-indent: -24px; "&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;text-indent: 0px; "&gt;&lt;span style="font-family: georgia; font-size: small; text-indent: -24px; "&gt;Sim, completamente &lt;i&gt;Omnia sol temperat&lt;/i&gt;! Foi uma brincadeira que fiz, diluindo a letra da música no meio do texto. A cena é praticamente desnecessária, ela só existe para conter a letra da música. Sim, só conheço Camina Burana pela música de Carl Orff, e gosto especialmente da primeira versão que assisti, com regência de Seiji Osawa. O texto não tem relação com a história, nem foi fonte de inspiração. Foi mesmo uma pequena diversão, construir uma cena minha usando a letra de uma poesia de outro autor, em tradução livre feita por mim mesma. Só mesmo um bom conhecedor de música para perceber este "Easter Egg" :)&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;text-indent: 0px; "&gt;&lt;span style="text-indent: -24px; "&gt;&lt;div style="font-family: georgia; font-size: small; text-indent: -24px; "&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;div id="ftn4"&gt;  &lt;/div&gt;  &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;div id="ftn2"&gt;  &lt;/div&gt;  &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;div&gt;&lt;div id="ftn4"&gt;  &lt;/div&gt;  &lt;/div&gt;&lt;div id="ftn1"&gt;  &lt;/div&gt;  &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;div&gt;&lt;div id="ftn6"&gt;  &lt;/div&gt;  &lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/397518384120397677-6151444896387046788?l=monicadorin.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://monicadorin.blogspot.com/feeds/6151444896387046788/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://monicadorin.blogspot.com/2012/02/entrevista-rainer-parte-3.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/397518384120397677/posts/default/6151444896387046788'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/397518384120397677/posts/default/6151444896387046788'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://monicadorin.blogspot.com/2012/02/entrevista-rainer-parte-3.html' title='Entrevista a Rainer - parte 3'/><author><name>Mônica Cadorin</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12021522543152657816</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='28' src='http://3.bp.blogspot.com/_-LINuKBSmIM/Si5EaG8i_KI/AAAAAAAAAAY/5JmZW5M5kI0/S220/foto.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-397518384120397677.post-1386103495954305486</id><published>2012-02-02T21:06:00.003-02:00</published><updated>2012-02-11T22:56:43.741-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Técnica de escrita'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Atualidade'/><title type='text'>QUANTO DETALHAR</title><content type='html'>&lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;span&gt;Muito importante na hora de construir a verossimilhança de um romance histórico é incluir na ficção fatos históricos reais, de maneira que as personagens fictícias participem e sejam afetadas pelos eventos históricos. Dessa forma, a história da personagem parece possível de ter acontecido de verdade, e o leitor acaba acreditando que a ficção é real. Acho que isso é um ponto positivo num romance histórico.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;span&gt;Quando eu comecei a escrever, lá no final do século XX, eu não tinha essa consciência, e meus primeiros romances, embora tenham as características da ambientação escolhida, não se apegam a esse tipo de pormenor. As personagens moram naquela cidade, ou naquela região, mas não naquela rua específica, naquela casa específica, em que o sol entra pelas janelas de manhã. Eu só comecei a me preocupar com isso quando fui buscar o passado da minha cidade, para escrever &lt;b&gt;&lt;i&gt;&lt;a href="http://romancesmonica.blogspot.com/search/label/Uma%20antiga%20hist%C3%B3ria%20de%20amor%20no%20Largo%20do%20Machado"&gt;Uma antiga história de amor no Largo do Machado&lt;/a&gt;&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;, e tinha que fazer minhas personagens andarem pelas ruas que existiam na época, e verem os prédios que havia na época. Em 146 anos (o lapso de tempo entra a data da história – 1845 – e o ano em que eu estava – 1991), a cidade do Rio de Janeiro mudou muito, com aterros, construções e expansão, e eu tinha uma cidade muito diferente para apresentar. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;span&gt;Mesmo assim, a história real era passiva, era um cenário a ser visitado, e não um redemoinho que carregasse minhas personagens em sua passagem. Foi somente em &lt;b&gt;&lt;i&gt;&lt;a href="http://romancesmonica.blogspot.com/search/label/Construir%20a%20terra%20conquistar%20a%20vida"&gt;Construir a terra, conquistar a vida&lt;/a&gt;&lt;/i&gt;&lt;/b&gt; que as coisas começaram a se entrelaçar, pois Duarte veio para o Rio de Janeiro para lutar contra os franceses, na batalha que ficou conhecida com o nome de Uruçumirim. Duarte viu Estácio de Sá cair atingido pela flecha que o acertou no rosto; Duarte foi ao enterro de Estácio de Sá; Duarte construiu sua casa nova no Morro do Descanso, no terreno que Mem de Sá lhe cedeu. Depois, quando os franceses voltaram, e estavam em Cabo Frio, Duarte foi atrás deles, enquanto seus filhos patrulhavam a praia. Tudo o que aconteceu na cidade teve a participação efetiva de minhas personagens. Tenho muito orgulho do que consegui realizar.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;span&gt;&lt;b&gt;&lt;i&gt;&lt;a href="http://romancesmonica.blogspot.com/search/label/O%20canhoto"&gt;O canhoto&lt;/a&gt;&lt;/i&gt;&lt;/b&gt; também tem esse entrelaçamento, inclusive com a participação de pessoas que existiram de verdade, e o principal evento de que minhas personagens participam é a Terceira Cruzada. Não é toda história que pede esse tipo de trabalho. Alguns romances são mais fechados, e uma ambientação básica já cumpre seu papel. Em outros romances, entretanto, a cidade, com sua história e geografia, também é personagem, e a narrativa fica mais aberta a interferências da realidade. &lt;i&gt;&lt;a href="http://romancesmonica.blogspot.com/search/label/Rosinha"&gt;Minha história atual&lt;/a&gt; &lt;/i&gt;é assim. Já inclui a Greve Geral de 1917, e informações sobre a Grande Guerra, em que o Brasil ingressou em 1918. Faltava contar a Gripe Espanhola, também em 1918, mas achei que a narrativa estava meio arrastada, e eu estava demorando muito para avançar, então resumi o episódio da Gripe em um parágrafo e entrei feliz em 1919, contando sobre o novo emprego de Toni. Mas, cada vez que eu relia, me batia um desconforto de pensar “parece que a Gripe foi só isso, e não a tragédia que foi”. Uma amiga minha resumiu meu sentimento “Você já passou pela Gripe Espanhola e nenhum personagem seu morreu? Não pode”. De fato, não pode. Se as personagens foram para as ruas na Greve Geral de 1917, se estão pagando caro pela comida por causa da Grande Guerra, elas também precisam pegar Gripe Espanhola. Então voltei para contar como minhas personagens enfrentaram uma das maiores epidemias da época, que vitimou mais de 35 mil pessoas em todo o Brasil, incluindo Rodrigues Alves, o presidente eleito, que morreu em janeiro de 1919, antes de ser empossado para seu segundo mandato. Mas quem matar? Quem poupar? Já me apeguei às personagens secundárias que se destacam mais, e não tem graça matar quem não tem importância, pois não fará falta na história. Também é preciso decidir se Toni será infectado ou não, e como a doença progrediria nele, que é a personagem principal. Muitas questões a definir, em nome da verdade do texto.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;span&gt;Então, de posse do conhecimento dos eventos históricos da época escolhida, é preciso detalhar todos os grandes momentos, que marcaram aquela época. Mas detalhar não é escrever uma página contando o que foi o evento e seus desdobramentos – podemos deixar isso para os livros de não-ficção. Detalhar, no romance histórico, significa envolver as personagens no evento, jogá-las no turbilhão, para que elas vivam aquilo e deem à ficção uma aparência de realidade histórica.&lt;/span&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/397518384120397677-1386103495954305486?l=monicadorin.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://monicadorin.blogspot.com/feeds/1386103495954305486/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://monicadorin.blogspot.com/2012/02/quanto-detalhar.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/397518384120397677/posts/default/1386103495954305486'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/397518384120397677/posts/default/1386103495954305486'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://monicadorin.blogspot.com/2012/02/quanto-detalhar.html' title='QUANTO DETALHAR'/><author><name>Mônica Cadorin</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12021522543152657816</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='28' src='http://3.bp.blogspot.com/_-LINuKBSmIM/Si5EaG8i_KI/AAAAAAAAAAY/5JmZW5M5kI0/S220/foto.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-397518384120397677.post-5518655809043613965</id><published>2012-01-21T19:48:00.003-02:00</published><updated>2012-02-02T21:12:24.309-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Técnica de escrita'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Atualidade'/><title type='text'>PESQUISA HISTÓRICA</title><content type='html'>&lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;span&gt;Precisei ir à Biblioteca Nacional no início do mês, então aproveitei que já estava lá para a pesquisa que eu precisava fazer para &lt;i&gt;&lt;a href="http://romancesmonica.blogspot.com/search/label/Rosinha"&gt;minha história atual&lt;/a&gt;&lt;/i&gt;. Ao se escrever romances ambientados no passado, o mais difícil – e também o mais interessante e desafiador – é saber detalhes históricos para usar no romance. Hoje em dia, com a Internet, é fácil descobrir a história da cidade em que o romance está ambientado, a geografia – inclusive com mapas históricos, e alguns aspectos da vida cotidiana, como festas e eventos culturais. Mas há certos pormenores que textos históricos não contam, e que somente uma pesquisa específica em fontes primárias (documentos da época) consegue resolver. Minha dificuldade no momento era quanto ao valor do dinheiro. Que a moeda no Brasil nas décadas de 1910 e 1920 era o Real (que as pessoas chamavam de “réis”) eu já sabia. Mas quanto valia, por exemplo, mil réis (R 1$000)? Quanto se recebia de salário? Quanto custava a cesta básica? Como Toni oscila entre empregado e desempregado, eu precisava ter certeza de quanto ele ganha e quanto gasta – até porque muitas vezes (por exemplo, quando ele é contratado para um novo emprego) preciso citar isso no texto.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;span&gt;Quando estudei sobre e Greve Geral de 1917, encontrei a informação de que um operário ganhava em média cinco mil réis (R 5$000). Achei que esse valor era por mês, o que fazia de R 1:000$000 (um conto de réis) uma fortuna. Mas eu tinha que ter certeza se minhas suposições eram corretas, então precisava de um tipo de documento da época que me situasse de uma forma mais segura.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;span&gt;Cheguei ao setor de periódicos da Biblioteca Nacional e perguntei como procurar o que eu precisava. A moça que me atendeu explicou: pelo título da publicação. Hein? Pelo título? Mas eu não faço idéia de qual é a publicação que me serve. Mas afinal o que eu quero? Jornais publicados em São Paulo em 1918 (arbitrei a data, considerando a Grande Guerra) que tenham classificados. Eu já tinha feito esse tipo de pesquisa para &lt;b&gt;&lt;i&gt;&lt;a href="http://romancesmonica.blogspot.com/search/label/Tudo%20que%20o%20dinheiro%20pode%20comprar"&gt;Tudo o que o dinheiro pode comprar&lt;/a&gt;&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;, e achei uma boa estratégia para repetir. Na época, eu procurava a cotação do café para exportação, e ofertas de escravos à venda, para calcular a receita de Miguel, e quanto ele poderia dar de mesada a mulher, por exemplo. Desta vez também, a funcionária, experiente, logo se lembrou de algo e me trouxe três rolos de microfilme do jornal &lt;b&gt;O Estado de São Paulo&lt;/b&gt; em 1918. Eu pulei todas as notícias e li apenas os classificados de algumas edições de janeiro e algumas edições de abril. É fantástico, pois encontrei anúncios de oferta de casas para vender e para alugar; roupas masculinas e roupas de cama, mesa e banho; vagas em pensões; e também ofertas de emprego, quando descobri que a informação de R 5$000 que eu tinha se referia à diária, e não a um salário mensal. Descobri também quanto custam ingressos para o cinema e para o teatro; livros, revistas, exemplares e assinatura do jornal. Com essas informações, pude calcular os salários de Toni em seus vários empregos, as despesas dele de estadia e alimentação, e também despesas avulsas, como roupas novas e diversão. É claro que arbitrei quanto custam as coisas que ele paga, mas com uma base de realidade sólida. Se a pensão do anúncio cobra entre R 70$000 e R 80$000 por mês, Dona Luizinha pode cobrar R 68$000; se cada refeição da pensão do anúncio custa cerca de R $600 (seiscentos réis), Dona Luizinha pode cobrar R $640 (seiscentos e quarenta réis, ou dois cruzados). Se uma loja chique cobra R 4$600 por uma camisa, Toni pode comprar numa loja popular por R 1$500. Bem, eu precisava também saber se ele teria sempre dinheiro para pagar suas contas, então montei uma tabela de receitas e despesas, e ajustei os salários e o tempo dele em cada emprego para que ele tenha – ou não – como pagar suas despesas entre 1915, ano em que ele chega em São Paulo, e 1921, quando ele receberá uma proposta de emprego imperdível, desde que... Não vou contar, né?&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;span&gt;Faltava só uma informação, que não consegui encontrar nos classificados: o preço da passagem de trem para ele voltar para a casa dos pais em São Carlos. Ajudou-me a Internet, ao me jogar na página do governo do Estado de São Paulo, que já digitalizou documentos governamentais, inclusive do início do século XX, onde encontrei os decretos de aumento de preço. Então agora essa parte financeira está resolvida, e não preciso mais deixar buracos no texto, esperando pela informação. Agora é só organizar meu tempo, para poder escrever mais rápido.&lt;/span&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/397518384120397677-5518655809043613965?l=monicadorin.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://monicadorin.blogspot.com/feeds/5518655809043613965/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://monicadorin.blogspot.com/2012/01/pesquisa-historica.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/397518384120397677/posts/default/5518655809043613965'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/397518384120397677/posts/default/5518655809043613965'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://monicadorin.blogspot.com/2012/01/pesquisa-historica.html' title='PESQUISA HISTÓRICA'/><author><name>Mônica Cadorin</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12021522543152657816</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='28' src='http://3.bp.blogspot.com/_-LINuKBSmIM/Si5EaG8i_KI/AAAAAAAAAAY/5JmZW5M5kI0/S220/foto.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-397518384120397677.post-5154938413915903694</id><published>2012-01-11T11:56:00.002-02:00</published><updated>2012-01-11T12:24:58.067-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Curiosidade'/><title type='text'>PÁGINAS COLORIDAS</title><content type='html'>&lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;span  &gt;Já estou passando da página 80 do &lt;i&gt;&lt;a href="http://romancesmonica.blogspot.com/search/label/Rosinha"&gt;meu novo romance&lt;/a&gt;&lt;/i&gt;. Está na hora de preparar a página 100, que, pelas características de tempo/espaço da história, será cor-de-rosa.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;span  &gt;Essa é uma das minhas manias, e virou uma diversão. Passei os três primeiros anos da minha carreira escrevendo textos curtos. Não que as histórias fossem contos; eu apenas não sabia desenvolver bem os romances, e eles acabavam ficando com 60 ou 80 páginas manuscritas. &lt;b&gt;&lt;i&gt;&lt;a href="http://romancesmonica.blogspot.com/search/label/Mosteiro"&gt;Mosteiro&lt;/a&gt;&lt;/i&gt;&lt;/b&gt; foi a primeira a mudar isso – tanto que ela é um marco de mudança de fase, como contei &lt;i&gt;&lt;a href="http://monicadorin.blogspot.com/2011/04/26-anos.html"&gt;neste texto&lt;/a&gt;&lt;/i&gt;. Em  &lt;b&gt;&lt;i&gt;&lt;a href="http://romancesmonica.blogspot.com/search/label/Mosteiro"&gt;Mosteiro&lt;/a&gt;&lt;/i&gt;&lt;/b&gt; , eu tinha tanta coisa para contar, entre fatos e sentimento das personagens, que a certa altura (lá pela página 93), percebi que ia passar de 100 páginas. Ora, 100 é um número redondo, corresponde a um século, e eu nunca tinha escrito tanto, então achei que o feito merecia uma comemoração, que ficasse para sempre marcada no texto. Na época, eu tinha ganhado uns pacotes de Creative Paper (papel craft) com folhas coloridas e achei que seria uma boa idéia ter uma folha colorida no meio de mais de 100 folhas brancas – isso por certo marcaria a minha primeira centésima página escrita numa mesma história. E foi o que eu fiz. Dessa forma, a página 100 de  &lt;b&gt;&lt;i&gt;&lt;a href="http://romancesmonica.blogspot.com/search/label/Mosteiro"&gt;Mosteiro&lt;/a&gt;&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;  é cor-de-abóbora, e depois dela há mais 89 páginas brancas, completando a história. Era tão grande que fiz para ela uma capa de cartolina. Achei boa a idéia de ter uma lombada para facilitar o manuseio das folhas de papel, então resolvi dar nem que fosse uma mini-capa a todas elas – já que o pequeno número de páginas não justificava uma capa de cartolina para cada uma. Como uma das minhas formas de organização é atribuir cores a conjuntos, aproveitei o Creative Paper para fazer as mini-capas das histórias. As cores disponíveis eram (excluídas preto e branco) vermelho, cor-de-rosa, azul, verde, amarelo, cor-de-abóbora então estabeleci o critério da ambientação para classificar as histórias e fiquei com seis grupos associados às seis cores (já contei isso &lt;i&gt;&lt;a href="http://monicadorin.blogspot.com/2009/09/classificacao-e-tabelas.html"&gt;aqui&lt;/a&gt;&lt;/i&gt;). A partir de então, as páginas múltiplas de 100 têm a cor da classificação da história. A página 100 de &lt;b&gt;&lt;i&gt;&lt;a href="http://romancesmonica.blogspot.com/search/label/Mosteiro"&gt;Mosteiro&lt;/a&gt;&lt;/i&gt;&lt;/b&gt; deveria ter sido vermelha, mas ela pertence à pré-história da classificação.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;span  &gt;Até agora, tenho oito histórias que ultrapassaram a página 100: &lt;b&gt;&lt;i&gt;&lt;a href="http://romancesmonica.blogspot.com/search/label/Mosteiro"&gt;Mosteiro&lt;/a&gt;&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;,&lt;b&gt;&lt;i&gt; &lt;a href="http://romancesmonica.blogspot.com/search/label/Uma%20antiga%20história%20de%20amor%20no%20Largo%20do%20Machado"&gt;Uma antiga história de amor no Largo do Machado&lt;/a&gt;, &lt;a href="http://romancesmonica.blogspot.com/search/label/O%20maior%20de%20todos"&gt;O maior de todos&lt;/a&gt;&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;, &lt;b&gt;&lt;i&gt;&lt;a href="http://romancesmonica.blogspot.com/search/label/Primeiro%20a%20honra"&gt;Primeiro a honra&lt;/a&gt;, &lt;a href="http://romancesmonica.blogspot.com/search/label/Tudo%20que%20o%20dinheiro%20pode%20comprar"&gt;Tudo que o dinheiro pode comprar&lt;/a&gt;, &lt;a href="http://romancesmonica.blogspot.com/search/label/Construir%20a%20terra%20conquistar%20a%20vida"&gt;Construir a terra, conquistar a vida&lt;/a&gt;, &lt;a href="http://romancesmonica.blogspot.com/search/label/Fábrica"&gt;fábrica&lt;/a&gt;, &lt;a href="http://romancesmonica.blogspot.com/search/label/O%20canhoto"&gt;O canhoto&lt;/a&gt;&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;. Achei muito curiosa a coincidência entre a página 100 de &lt;b&gt;&lt;i&gt;&lt;a href="http://romancesmonica.blogspot.com/search/label/Mosteiro"&gt;Mosteiro&lt;/a&gt;&lt;/i&gt;&lt;/b&gt; e de &lt;b&gt;&lt;i&gt;&lt;a href="http://romancesmonica.blogspot.com/search/label/O%20canhoto"&gt;O canhoto&lt;/a&gt;&lt;/i&gt;&lt;/b&gt; (lembrando que &lt;b&gt;&lt;i&gt;&lt;a href="http://romancesmonica.blogspot.com/search/label/O%20canhoto"&gt;O canhoto&lt;/a&gt;&lt;/i&gt;&lt;/b&gt; é re-escrita de &lt;a href="http://romancesmonica.blogspot.com/search/label/Mosteiro" style="font-style: italic; font-weight: bold; "&gt;Mosteiro&lt;/a&gt;), pois as duas foram escritas com um intervalo praticamente exato de nove anos entre elas: 16, 17 e 18 de setembro de 1988 / 17 e 18 de setembro de 2007.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;span  &gt;Minha primeira 200 aconteceu em &lt;b&gt;&lt;i&gt;&lt;a href="http://romancesmonica.blogspot.com/search/label/Tudo%20que%20o%20dinheiro%20pode%20comprar"&gt;Tudo que o dinheiro pode comprar&lt;/a&gt;&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;: eu “estiquei” a história para chegar até ela. As outras 200 são em &lt;b&gt;&lt;i&gt;&lt;a href="http://romancesmonica.blogspot.com/search/label/Construir%20a%20terra%20conquistar%20a%20vida"&gt;Construir a terra, conquistar a vida&lt;/a&gt; &lt;/i&gt;&lt;/b&gt;e &lt;b&gt;&lt;i&gt;&lt;a href="http://romancesmonica.blogspot.com/search/label/O%20canhoto"&gt;O canhoto&lt;/a&gt;&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;span  &gt;Minha primeira 300 foi em &lt;b&gt;&lt;i&gt;&lt;a href="http://romancesmonica.blogspot.com/search/label/Construir%20a%20terra%20conquistar%20a%20vida"&gt;Construir a terra, conquistar a vida&lt;/a&gt;&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;. Além dela, apenas &lt;b&gt;&lt;i&gt;&lt;a href="http://romancesmonica.blogspot.com/search/label/O%20canhoto"&gt;O canhoto&lt;/a&gt;&lt;/i&gt;&lt;/b&gt; tem mais de 300 páginas.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;span  &gt;A partir daí, todas as outras páginas múltiplas de 100 são apenas em &lt;b&gt;&lt;i&gt;&lt;a href="http://romancesmonica.blogspot.com/search/label/Construir%20a%20terra%20conquistar%20a%20vida"&gt;Construir a terra, conquistar a vida&lt;/a&gt;&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;: 400, 500, 600, 700, 800. E, a menos que eu me meta a escrever outra saga, dificilmente chegarei novamente a 500 páginas.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;span  &gt;A história de &lt;i&gt;&lt;a href="http://romancesmonica.blogspot.com/search/label/Rosinha"&gt;Toni&lt;/a&gt;&lt;/i&gt; está chegando a 100 páginas. Ainda estou em no ano de 1919 e tenho muito que contar, até 1928, o fim da história. Se posso arriscar um palpite, acho que, além da página 100, essa história terá também uma página 200 e uma página 300 coloridas.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/397518384120397677-5154938413915903694?l=monicadorin.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://monicadorin.blogspot.com/feeds/5154938413915903694/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://monicadorin.blogspot.com/2012/01/paginas-coloridas.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/397518384120397677/posts/default/5154938413915903694'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/397518384120397677/posts/default/5154938413915903694'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://monicadorin.blogspot.com/2012/01/paginas-coloridas.html' title='PÁGINAS COLORIDAS'/><author><name>Mônica Cadorin</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12021522543152657816</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='28' src='http://3.bp.blogspot.com/_-LINuKBSmIM/Si5EaG8i_KI/AAAAAAAAAAY/5JmZW5M5kI0/S220/foto.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-397518384120397677.post-4498927037741000086</id><published>2012-01-01T10:24:00.003-02:00</published><updated>2012-02-11T22:49:00.698-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Especial'/><title type='text'>ANO NOVO DE NOVO!</title><content type='html'>&lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;E não é que 2011 chegou ao fim? Foi um ano muito proveitoso para mim, pois lancei &lt;b&gt;&lt;i&gt;&lt;a href="http://romancesmonica.blogspot.com/search/label/Primeiro%20a%20honra"&gt;Primeiro a honra&lt;/a&gt;&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;, comecei a escrever &lt;b&gt;&lt;i&gt;&lt;a href="http://romancesmonica.blogspot.com/search/label/Rosinha"&gt;Rosinha&lt;/a&gt;&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;, estou preparando &lt;b&gt;&lt;i&gt;&lt;a href="http://romancesmonica.blogspot.com/search/label/A%20noiva%20trocada"&gt;A noiva trocada&lt;/a&gt;&lt;/i&gt;&lt;/b&gt; para publicação e já fiz revisão de algumas páginas de &lt;b&gt;&lt;i&gt;&lt;a href="http://romancesmonica.blogspot.com/search/label/Construir%20a%20terra%20conquistar%20a%20vida"&gt;Construir a terra, conquistar a vida&lt;/a&gt;&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;, para dar início ao processo de registros para publicação em seguida. Foi um ano de ler muito, estudar muito, escrever muito, não só nesse meu lado literário, mas também como historiadora da arte, meu verdadeiro ganha-pão.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;Cada final de ano é um momento de rever prioridades e objetivos, retraçar metas e elaborar como atingi-las. Como fiz no final de 2010, revi minha participação em comunidades e fori, de forma a passar meu tempo somente com as melhores companhias. Minhas comunidades favoritas atualmente são &lt;i&gt;&lt;a href="http://www.escrevaseulivro.com.br/forum/"&gt;Escreva seu livro&lt;/a&gt; &lt;/i&gt;e, dentro do Orkut, &lt;i&gt;&lt;a href="http://www.orkut.com/Community?cmm=5272967&amp;amp;hl=pt-BR"&gt;Escritores – teoria literária&lt;/a&gt;&lt;/i&gt;. Também não consegui acompanhar todos os blogs que gostaria, mas este ano vou me programar também para seguir mais de perto os amigos, e retirar da minha lista de desejos blogs menos interessantes. Os textos do meu blog continuam na linha prevista em junho de 2011: notícias da história que estou escrevendo, e dicas de técnica de escrita.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;Em 2011 aconteceu algo que eu não esperava e que pretendo dar continuação em 2012: comecei a opinar sobre textos de colegas menos experientes. Não apenas comentando por alto, mas analisando pontos específicos mais detalhadamente. Não sei se isso pode ser chamado de “leitura crítica” ou de “coaching” mas gostei de usar minha experiência para ajudar outros escritores. Eu também aprendi muito com os textos que li. Quem sabe não se inicia assim uma nova possibilidade de trabalho literário? Diante disso, preciso agradecer aos colegas que vêm me confiando seus textos e dialogando com as minhas opiniões. Este ano, pretendo aprender mais sobre leitura crítica para saber orientar melhor os amigos e – quem sabe? – oferecer esse serviço também a pessoas que eu não conheço.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;b&gt;Por enquanto, um Feliz Ano Novo, com muita literatura, para todos!&lt;/b&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/397518384120397677-4498927037741000086?l=monicadorin.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://monicadorin.blogspot.com/feeds/4498927037741000086/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://monicadorin.blogspot.com/2012/01/ano-novo-de-novo.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/397518384120397677/posts/default/4498927037741000086'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/397518384120397677/posts/default/4498927037741000086'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://monicadorin.blogspot.com/2012/01/ano-novo-de-novo.html' title='ANO NOVO DE NOVO!'/><author><name>Mônica Cadorin</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12021522543152657816</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='28' src='http://3.bp.blogspot.com/_-LINuKBSmIM/Si5EaG8i_KI/AAAAAAAAAAY/5JmZW5M5kI0/S220/foto.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-397518384120397677.post-5252485613838694422</id><published>2011-12-21T21:53:00.001-02:00</published><updated>2011-12-21T21:53:43.666-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Entrevista'/><title type='text'>Entrevista a Rainer - parte 2</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify; "&gt;&lt;span  &gt;Publico aqui mais algumas perguntas da entrevista dada a Rainer Gruggenberger, sobre meu livro &lt;i&gt;&lt;b&gt;&lt;a href="http://romancesmonica.blogspot.com/search/label/Primeiro%20a%20honra"&gt;Primeiro a Honra&lt;/a&gt;&lt;/b&gt;&lt;/i&gt;. A primeira parte da entrevista está &lt;a href="http://monicadorin.blogspot.com/2011/11/entrevista.html"&gt;&lt;i&gt;&lt;b&gt;aqui&lt;/b&gt;&lt;/i&gt;&lt;/a&gt;.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify; "&gt;&lt;span  &gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify; "&gt;&lt;b&gt;&lt;i&gt;&lt;span  &gt;6) Você escreve, no Prefácio, que gostou “do contato” que teria feito “com os povos celtas”. Em qual sentido e em qual maneira você fez esse contato? Foi só através dos livros históricos? Você tem raízes italianas e parece que você se identifica muito com os celtas. Claro que também o norte da Itália tivesse as influências celtas, mas ao que precisamente atribui ao fascínio? Eu acho que você desenhou uma imagem, que deixa pensar que você encontrasse nos celtas o povo puro, natural e não corrupto pelos maus hábitos da civilização, um mito que sobretudo muitos Românticos procuravam. Você acha mesmo que os celtas reais pareciam com os celtas do seu romance? Não acha que também os celtas, como todos os povos, tinham as suas regras absurdas e nesse sentido desnaturadas?&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify; "&gt;&lt;span  &gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify; "&gt;&lt;span  &gt;Meu vínculo com os celtas nasceu na faculdade de história da arte, pois os cursos são estruturados de uma forma que eu discordo: 1) Pré-história: pinturas rupestres da região franco-cantábrica e do levante espanhol; 2) Idade antiga: Egito, Mesopotâmia, Grécia, Roma; 3) Idade média: estilo bizantino, renascimento carolíngio, estilo românico, estilo gótico. Eu sempre me perguntava se os homens pré-históricos das cavernas francesas tinham se mudado para o Egito para construirem ali sua civilização, e só tinham voltado para a Europa no século VIII, para prepararem a ascensão de Carlos Magno. Havia uma lacuna na história que nenhum professor se preocupava em preencher (e, na verdade, também não havia tempo hábil para incluir outros assuntos). Então, em pesquisas particulares, um dia descobri que os homens das cavernas francesas tinham criado sua própria cultura, e eram conhecidos pelo nome genérico de celtas, e tinham uma arte riquíssima, digna de ser estudada nos cursos de história da arte. Eu ainda quero escrever uma história que se passe na Primeira Idade do Bronze, em Hallstatt - essa, sim, será a devida homenagem a esse povo que começou a construir o que hoje é a Europa. Meu contato com os celtas acontece através da arte (que nem é marcante durante o livro, exceto pela habilidade manual de Rudbert) e é uma satisfação para mim ter personagens celtas - mesmo que sejam celtas à minha maneira. Procurei dar a minhas personagens características possíveis das pessoas celtas, de forma que não houvesse incorreções históricas, mas meus celtas - como meus francos - são fictícios e, como minha intenção não era uma recriação antropológica, não me preocupei em fazer meus celtas um modelo perfeito de como devem ter sido os celtas, mas apenas um modelo possível.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify; "&gt;&lt;span  &gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify; "&gt;&lt;span  &gt;Não considero que os celtas fossem puros e incorruptos. Ninguém é puro se é humano. Certamente eles tinham costumes que consideramos absurdos e desnaturados, mas quanto de seus costumes eu vou usar é algo que as necessidades da minha trama é que vão decidir.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify; "&gt;&lt;span  &gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify; "&gt;&lt;span  &gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify; "&gt;&lt;b&gt;&lt;i&gt;&lt;span  &gt;7) Os protagonistas francos têm nomes franceses (Rosala, Constance, Thierry, Lanrose, Sigemond Toulière) enquanto os gauleses se chamam Berta, Archibald, Adèle, Atilde, Rudbert e Gregor. Para mim parecem ser nomes típicos germánicos e não gauleses. Você encontrou esses nomes num livro sobre os celtas?&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify; "&gt;&lt;span  &gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify; "&gt;&lt;span  &gt;Todos os nomes na verdade são francos, ou de origem franca. Não consegui encontrar nomes Parisii para meus celtas, então tive que me contentar em usar nomes da época simplesmente, e dei preferência aos francos por estarem em um reino franco, imaginando que a mistura de culturas já vinha acontecendo há algum tempo. Agora me ocorre que eu poderia ter usado nomes de origem romana, mas esses também eram difíceis de encontrar.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify; "&gt;&lt;span  &gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify; "&gt;&lt;span  &gt;Thierry era o nome do filho do rei Clodoveu; Berta era o nome da mãe de Carlos Magno; Atilde é partícula de Clotilde e Batilde, mulheres merovíngias; Archibald contém partículas de nomes merovíngios - archi e bald; Rosala, Constance e Adèle eram nomes que existiam na época - de rainhas ou santas; Rudbert não existia, mas contém bert (que é germânico mesmo, mas usado também pelos francos, como em Berta), então inventei; e Ailan é totalmente invenção minha.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify; "&gt;&lt;span  &gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify; "&gt;&lt;span  &gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify; "&gt;&lt;span  &gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify; "&gt;&lt;b&gt;&lt;i&gt;&lt;span  &gt;8) Eu, sobretudo como iniciante do português, gostei muito da simplicidade e da clareza da sua expressão literária. Em particular a escolha de um vocabulário simples e quotidiano, e o fato de que o romance consta principalmente dos diálogos facilita muito a leitura e aumenta o prazer dela. É um seu dogma que a linguagem deve ser tão simples e clara quanto possível? Você sabe que o seu romance, por isso, se prestaria bem ao acompanhamento da instrução do português para estrangeiros num nível intermediário? O romance linguisticamente serviria também como leitura para crianças lusitanas, se não tivesse um conteúdo que sobretudo no segundo capítulo se torna muito violento e que, em geral, trata a sexualdidade no modo mais ou menos explícito. Qual é o seu público principal? Haveria muita gente interessada em romances sobre um amor difícil, num país com as telenovelas que tratam uma temática parecida, ainda que o tempo e o espaço sejam diferentes?&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify; "&gt;&lt;span  &gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify; "&gt;&lt;span  &gt;Eu escrevo do jeito que eu gosto de ler. Minhas personagens são pessoas do povo, não há porque terem linguagem rebuscada ou erudita. E o narrador sou eu mesma, então prefiro usar uma linguagem que eu domino. Gosto de abordar as relações entre as pessoas e acho que elas ficam mais evidentes quando as pessoas se encontram e trocam ideias - daí os diálogos. Aos poucos, fui aprendendo a marcar a ação com a fala das personagens, e usar os diálogos para fazer descrições das personagens e para dar informações da situação social e cultural daquele grupo. Acho mesmo que é uma forma mais leve de apresentar informações complexas e menos didática do que se fosse feito com descrições. Assim, não sou eu-autora dando uma informação ao leitor, mas uma personagem dando informação a outra personagem, e o leitor pega a informação para ele também. Ocorre-me agora que talvez esse artifício faça o leitor se achar esperto e inteligente, pois não precisa que o narrador lhe conte nada, porque ele é capaz de pescar as informações de que precisa nas conversas entre as personagens. Nunca pensei em recomendar meus livros para estrangeiros aprendendo português, nem para outros falantes da minha língua, porque nunca tive leitores com esse perfil, mas é uma boa ideia. Não recomendo a leitura desse livro em particular para crianças e adolescentes, porque o considero violento. Tenho outros livros que poderiam ser lidos por adolescentes, por tratarem de temas menos traumáticos. Na verdade, quando estou escrevendo, não tenho um determinado grupo como público alvo. Costumo dizer que meu público-alvo sou eu mesma, pois escrevo para minha satisfação própria. A leitura dos outros é uma consequência da existência do texto, e não um objetivo. Diante disso, o livro é recomendado para pessoas que estejam na faixa etária que eu estava quando o escrevi. Então livros que eu escrevi com 19 anos podem ser lidos por adolescentes; livros que eu escrevi com 30 anos nem sempre podem ser lidos por adolescentes.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/397518384120397677-5252485613838694422?l=monicadorin.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://monicadorin.blogspot.com/feeds/5252485613838694422/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://monicadorin.blogspot.com/2011/12/entrevista-rainer-parte-2.html#comment-form' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/397518384120397677/posts/default/5252485613838694422'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/397518384120397677/posts/default/5252485613838694422'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://monicadorin.blogspot.com/2011/12/entrevista-rainer-parte-2.html' title='Entrevista a Rainer - parte 2'/><author><name>Mônica Cadorin</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12021522543152657816</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='28' src='http://3.bp.blogspot.com/_-LINuKBSmIM/Si5EaG8i_KI/AAAAAAAAAAY/5JmZW5M5kI0/S220/foto.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-397518384120397677.post-4209144923499681293</id><published>2011-12-11T10:17:00.002-02:00</published><updated>2012-02-02T21:14:15.395-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Atualidade'/><title type='text'>SURPRESAS E IMPREVISTOS</title><content type='html'>&lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;Cheguei ao ano de 1918 e &lt;i&gt;&lt;a href="http://romancesmonica.blogspot.com/search/label/Rosinha"&gt;Toni&lt;/a&gt;&lt;/i&gt; está desempregado. Há uma guerra, e o Brasil se viu impelido a participar. Então imaginei que, no desespero, Toni gostaria de ir para a guerra, mesmo que fosse para morrer e... e por que ele não procuraria seguir a carreira militar, já que ele está procurando emprego em todo lugar? Só então me dei conta de que ele faz 18 anos justamente em 1918 e precisa se apresentar para o serviço militar obrigatório. Ele serve por um ano, depois não sai, e seus problemas de dinheiro e emprego estão resolvidos. Sim, é ótimo e perfeito... para ele! Para mim é péssimo, porque preciso dele desempregado em 1922 para o ponto de virada mais importante da história. Minha esperança era de que a obrigatoriedade do serviço militar fosse alto recente. Dessa forma, ele não teria que se apresentar e não correria o risco de resolver seus problemas assim. Pesquisei na Internet e o que foi que eu descobri? Que o serviço militar para todos os rapazes aos 18 anos existe no Brasil desde 1906 mas só se tornou obrigatório em 1918, justamente por causa da Grande Guerra. Eu não contava com esse tipo de imprevisto. Passo tanto tempo escrevendo sobre o passado remoto que esqueço das questões do passado mais recente, que ainda influenciam a vida atual. Então agora tenho que inventar um jeito dele ficar quite com suas obrigações junto ao Exército Brasileiro sem ir para a guerra, e sem se tornar militar de carreira. A questão da guerra até é mais fácil, porque o Brasil enviou poucos contingentes. Mas uma carreira militar para Toni está difícil evitar. Tenho que estudar mais sobre como era o serviço militar nessa época – e eu tenho parentes e amigos no Exército Brasileiro que talvez saibam do assunto para me ajudar – para salvar minha história do colapso. Se o ano de 1922 não for exatamente do jeito que eu planejei, a história perde o sentido e terá que ser descartada.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;Mas por outro lado, é uma boa oportunidade de usar um &lt;i&gt;&lt;a href="http://monicadorin.blogspot.com/2011/06/deus-ex-machina.html"&gt;deus-ex-machina&lt;/a&gt;&lt;/i&gt;. Vou estudar primeiro e depois decido o que fazer.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/397518384120397677-4209144923499681293?l=monicadorin.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://monicadorin.blogspot.com/feeds/4209144923499681293/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://monicadorin.blogspot.com/2011/12/surpresas-e-imprevistos.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/397518384120397677/posts/default/4209144923499681293'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/397518384120397677/posts/default/4209144923499681293'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://monicadorin.blogspot.com/2011/12/surpresas-e-imprevistos.html' title='SURPRESAS E IMPREVISTOS'/><author><name>Mônica Cadorin</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12021522543152657816</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='28' src='http://3.bp.blogspot.com/_-LINuKBSmIM/Si5EaG8i_KI/AAAAAAAAAAY/5JmZW5M5kI0/S220/foto.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-397518384120397677.post-7059453083166073575</id><published>2011-12-01T12:28:00.000-02:00</published><updated>2011-12-01T12:29:30.277-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Atualidade'/><title type='text'>RELATÓRIO DE PROGRESSO – 6 MESES</title><content type='html'>&lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  &gt;Ontem precisei procurar o nome de uma empresa específica, onde &lt;a href="http://www.romancesmonica.blogspot.com/search/label/Rosinha"&gt;&lt;i&gt;Toni&lt;/i&gt;&lt;/a&gt; está trabalhando, e me deparei com as expressões “triângulo central”, “antigo triângulo”, referentes à organização urbana de São Paulo. Fui pesquisar e acabei fazendo um estudo sobre geografia histórica de São Paulo – a fundação, urbanismo na época colonial, expansão urbana, os rios (hoje canalizados e alguns subterrâneos) Tamanduateí, Itororó, Saracura, Anhangabaú, além dos famosos Tietê e Pinheiros. Li também sobre os marcos urbanos centrais mais importantes desde a fundação e até o início do século XX: o Pátio do Colégio, o São Bento, a Sé, a Faculdade de Direito no Largo de São Francisco, os cafés, as tabernas, a Avenida Paulista com o Parque Villon, os bairros operários, e fui desenhando os contornos da cidade em 1917. Estou encantada com tudo o que estou descobrindo (e aprendendo) sobre a história e a geografia de São Paulo.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  &gt;Na minha história, o ano de 1917 está chegando ao fim, e o Brasil acaba de entrar na Primeira Grande Guerra, enquanto Toni prossegue em sua luta pessoal por uma vida melhor. Na semana passada, organizei todos os fatos fictícios em ordem, e anotei tudo na minha tabela temporal. Ou seja, peguei aquela estrutura da história, da fase de elaboração, e inclui na tabela com os eventos da história de São Paulo e do Brasil. Então agora eu já sei quando cada coisa vai acontecer, quantos meses ele vai ficar em cada emprego, que emprego será. Está tudo organizado de forma que eu rapidamente consigo acessar as informações. Às vezes tenho vontade (mais do que necessidade) de imprimir os calendários desses anos, só para saber que dia da semana caiu cada evento, mas logo tento me convencer de que saber o dia da semana não é importante nesse caso. Mas, para um dos eventos, o dia da semana é importante, então provavelmente terei que consultar o calendário na hora de marcar o casamento.&lt;/span&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/397518384120397677-7059453083166073575?l=monicadorin.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://monicadorin.blogspot.com/feeds/7059453083166073575/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://monicadorin.blogspot.com/2011/12/relatorio-de-progresso-6-meses.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/397518384120397677/posts/default/7059453083166073575'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/397518384120397677/posts/default/7059453083166073575'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://monicadorin.blogspot.com/2011/12/relatorio-de-progresso-6-meses.html' title='RELATÓRIO DE PROGRESSO – 6 MESES'/><author><name>Mônica Cadorin</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12021522543152657816</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='28' src='http://3.bp.blogspot.com/_-LINuKBSmIM/Si5EaG8i_KI/AAAAAAAAAAY/5JmZW5M5kI0/S220/foto.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-397518384120397677.post-7637886122422929337</id><published>2011-11-21T15:34:00.004-02:00</published><updated>2012-02-12T00:24:37.041-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Entrevista'/><title type='text'>Entrevista a Rainer - parte 1</title><content type='html'>&lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;Após o lançamento de &lt;b&gt;&lt;i&gt;&lt;a href="http://romancesmonica.blogspot.com/search/label/Primeiro%20a%20honra"&gt;Primeiro a honra&lt;/a&gt;&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;, em julho último, fui entrevistada por &lt;b&gt;Rainer Guggenberger&lt;/b&gt;, estudante de filosofia austríaco (xii, não sei de que universidade ele é...) Foi uma experiência nova e intrigante, pois ele buscou relacionar meu texto a textos de autores da literatura e da filosofia internacional – algo que eu não faço conscientemente. Para responder às questões dele, tive que refletir e buscar explicações para coisas que eu simplesmente fiz sem pensar. Foi um desafio e tanto, que agora começo a dividir com vocês. Não poderei publicar a entrevista inteira, porque, em algumas respostas, eu falo de aspectos importantes do meio e da conclusão do livro, e estragaria o prazer do leitor descobrir tudo por si mesmo, ou de me esperar contar. São ao todo 23 perguntas, mais considerações finais, então vou publicando um pouquinho de cada vez, e somente as perguntas mais gerais, que não contam o fim do livro.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;b&gt;&lt;i&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;1)&lt;span style="text-indent: -24px; font: normal normal normal 7pt/normal 'Times New Roman'; "&gt;     &lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="text-indent: -24px; "&gt;Você tem a sua própria editora chamada MôniCadorin que oficialmente se chama “Edição do Autor”? Como é publicar no Brasil um romance por conta própria? Qual é o seu motivo e qual é o seu objetivo ao publicar os seus romances?&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;  &lt;/p&gt;&lt;p class="PargrafodaListaCxSpMiddle" style="text-align: justify;margin-left: 0cm; text-indent: 63pt; "&gt;&lt;span style="line-height: 115%; "&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;Sim, eu faço publicação independente, por minha conta, sem editora (empresa). Sou cadastrada na Agência Brasileira do ISBN como editora-pessoa-física, o que me permite ser editora de meus próprios livros. Como já tive uma editora (empresa familiar) e eu era a responsável por toda a produção editorial e gráfica - ou seja, pela produção do livro propriamente dita, depois que minha editora fechou, escolhi continuar eu mesma cuidando da publicação dos meus livros. Para mim, a parte mais difícil de todo o processo é a divulgação e a distribuição, uma vez que não sou empresa e, portanto, os meios utilizados pelas editoras não se abrem para mim.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="PargrafodaListaCxSpMiddle" style="text-align: justify;margin-left: 0cm; text-indent: 63pt; "&gt;&lt;span style="line-height: 115%; "&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;Percebo que o mercado editorial no Brasil, atualmente, é composto por 1) editoras chamadas "grandes", que escolhem que livros vão publicar e arcam com todos os custos. Em geral, elas publicam autores consagrados, sejam nacionais ou estrangeiros, pois dependem do sucesso de vendas para conseguirem recuperar seu investimento, uma vez que trabalham com grandes tiragens (acima de 2000 exemplares) para reduzirem o custo unitário do exemplar impresso. 2) editoras chamadas "pequenas", que podem ser contratadas pelos autores para terem seus livros publicados. Nesse caso, o autor paga pela publicação de seu livro, e a editora entra com todos os serviços, desde a revisão do texto até a distribuição e venda nas livrarias. Essas editoras trabalham com tiragens pequenas (abaixo de 500 exemplares), conforme os pedidos do autor e das livrarias. 3) editoras chamadas "on-demand", que fornecem espaço para o autor divulgar seu livro na internet. O próprio autor faz a diagramação e a capa, e utiliza ferramentas no site da editora para preparar seu livro. Nesse caso, os livros são impressos um a um, conforme as vendas do site, e somente nesse caso autor e editora recebem. Como a tiragem é unitária, o preço do exemplar fica bastante caro. 4) a outra alternativa que o autor tem, portanto, é ser seu próprio editor, e foi o caminho que eu escolhi. Nesse caso, é importante que o autor tenha uma rede de leitores formada, e eu considero prudente trabalhar com tiragens pequenas, conforme a expectativa de venda.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="PargrafodaListaCxSpMiddle" style="text-align: justify;margin-left: 0cm; text-indent: 63pt; "&gt;&lt;span style="line-height: 115%; "&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;A expressão "Edição do autor" é exigência da Agência do ISBN, pois, uma vez que eu não me constitui em empresa, não me cabe usar oficialmente um nome-fantasia. É por isso que, na folha de rosto e na ficha catalográfica constam essa expressão, enquanto que, na capa, onde eu posso "inventar", me dei ao direito de usar minha assinatura (MôniCAdorin - que é uma contração de Mônica de Almeida Cadorin) e a logomarca que tinha sido feito para minha editora (que fechou antes de usar a marca).&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="PargrafodaListaCxSpMiddle" style="text-align: justify;margin-left: 0cm; text-indent: 63pt; "&gt;&lt;span style="line-height: 115%; "&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;Publicar meus romances para mim é consequência de escrevê-los. Não posso negar que é realização de um sonho ver a ideia que eu tive e escrevi sendo lida e comentada pelas pessoas. É gratificante ver amigos, colegas e até pessoas que não conheço pessoalmente envolvidas com uma história que eu escrevi, e isso só é possível com a publicação. Eu acho cansativa a leitura na internet, e acho que o livro de papel ainda tem lugar no imaginário das pessoas; por isso gosto de publicar em papel. Com o desenvolvimento da tecnologia do e-book, penso em estudar o assunto e talvez lançar meus livros também nesse formato, sem abrir mão do papel, pelo menos por enquanto.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="PargrafodaListaCxSpMiddle" style="text-align: justify;margin-left: 0cm; text-indent: 63pt; "&gt;&lt;span style="line-height: 115%; "&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="PargrafodaListaCxSpMiddle" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;b&gt;&lt;o:p style="font-style: italic; "&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;i&gt;2)&lt;/i&gt;&lt;span style="font-style: italic; text-indent: -24px; font: normal normal normal 7pt/normal 'Times New Roman'; "&gt;     &lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-style: italic; text-indent: -24px; "&gt;Não entendo por que o romance tem o &lt;/span&gt;&lt;span style="text-indent: -24px; "&gt;copyright&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-style: italic; text-indent: -24px; "&gt; do ano 1996. Tem a ver com o fato &lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-style: italic; text-indent: -24px; "&gt; &lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-style: italic; text-indent: -24px; "&gt;de que no fim do livro você datou 9/8/95? Foi quando você começou a escrever o romance ou quando terminou de escrever? O livro foi impresso no ano de 2010, mas foi lançado na metade de 2011. Qual foi a razão?&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="PargrafodaListaCxSpMiddle" style="text-align: justify;margin-left: 0cm; text-indent: 63pt; "&gt;&lt;span style="line-height: 115%; "&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;Essa questão das datas realmente parece confusa, não? Essa história foi criada em 2 de junho de 1995; eu comecei a escrever em 4 de junho de 1995 e terminei de escrever em 9 de agosto de 1995 (data no final do livro). Seguindo as minhas próprias regras (&lt;a href="http://monicadorin.blogspot.com/2009/06/meu-metodo.html"&gt;veja o texto do meu blog&lt;/a&gt;), a história ficou guardada por um ano, depois do qual, eu reli, considerei boa e digitei. Quando estava pronta, levei para o Escritório de Direitos Autorais da Biblioteca Nacional e a registrei (data do &lt;i&gt;copyright&lt;/i&gt; - 1996). Em 2010, comecei o processo de publicação com o registro do livro na Agência Brasileira do ISBN, mas a publicação só ficou pronta no início de 2011, pois, depois do registro, é necessário ainda pedir a ficha catalográfica, revisar a diagramação, conferir as medidas da capa, mandar os arquivos para a gráfica e receber o livro impresso, e tudo isso levou tempo. Ainda tive alguma dificuldade em escolher o local para o lançamento, e precisei de tempo para planejar e organizar todo o evento, por isso o lançamento só aconteceu em julho de 2011. O intervalo de tempo entre o registro e a publicação se deveu ao fato de que, em 1996, eu não tinha uma editora que fizesse a publicação para mim, e ainda não tinha tido a experiência de ter uma editora própria. Com a minha extinta editora, publiquei meus seis primeiros livros, entre 2002 e 2008 (todos escritos antes de "Primeiro a honra") e foi preciso primeiro definir se a editora ia mesmo fechar para que eu pudesse decidir se faria a publicação por minha conta ou se procuraria uma outra editora que fizesse o trabalho.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="PargrafodaListaCxSpMiddle" style="text-align: justify;margin-left: 0cm; text-indent: 63pt; "&gt;&lt;span style="line-height: 115%; "&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="PargrafodaListaCxSpMiddle" style="text-align: justify;margin-left: 0cm; "&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;span style="line-height: 115%; "&gt;&lt;o:p&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;b&gt;&lt;i&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: georgia; "&gt;3)&lt;/span&gt;&lt;span style="text-indent: -24px; font: normal normal normal 7pt/normal 'Times New Roman'; "&gt;     &lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: georgia; text-indent: -24px; "&gt;Você escreve no prefácio que a sua história tem relação com você mesma, porque foi motivada por um sonho seu, de que, entretanto, não se lembra mais. Você sonha todas as suas histórias dos romances? Você acha um romance mais autêntico sendo em parte um fruto de um sonho?&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="PargrafodaListaCxSpMiddle" style="text-align: justify;margin-left: 0cm; text-indent: 63pt; "&gt;&lt;span style="line-height: 115%; "&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;Todas as minhas histórias têm muito de mim. Todas são símbolos do meu inconsciente, que consegue assim se expressar e sublimar suas angústias. Tenho muitas histórias que me vêm em sonhos, mas não todas. O sonho é apenas uma ferramenta, mas não a única, nem a melhor. Uma história baseada num sonho não é mais autêntica do que uma ideia que me venha acordada, inclusive porque todas as ideias são elaboradas e trabalhadas até virarem uma história coerente, com estrutura completa, personagens interessantes, ambientação detalhada, e tudo o que é necessário para se contar bem uma história.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="PargrafodaListaCxSpMiddle" style="text-align: justify;margin-left: 0cm; text-indent: 63pt; "&gt;&lt;span style="line-height: 115%; "&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="PargrafodaListaCxSpMiddle" style="text-align: justify;margin-left: 0cm; "&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;b&gt;&lt;i&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: georgia; "&gt;4)&lt;/span&gt;&lt;span style="text-indent: -24px; font: normal normal normal 7pt/normal 'Times New Roman'; "&gt;     &lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: georgia; text-indent: -24px; "&gt;Você confessou que em parte o seu romance nasceu como releitura de uma outra história mais antiga. Como se chama?  foi publicada?&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="PargrafodaListaCxSpMiddle" style="text-align: justify;margin-left: 0cm; text-indent: 63pt; "&gt;&lt;span style="line-height: 115%; "&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;A história mais antiga se chamava simplesmente "Idade Média". Foi criada em fevereiro de 1986 e chegou a ser escrita. Nela, a personagem feminina se casava com seu prometido (já que o amado morria), mas só conseguia se sentir feliz quando arranjava outro para ocupar o lugar de seu amado, configurando portanto adultério. Tinha algumas falas interessantes, mas era muito inconsistente e tinha problemas graves de caracterização e, por isso, encontra-se hoje descartada (ou seja, guardada numa caixa marcada para não ser publicada). A releitura do tema não foi intencional. Às vezes acontece no meu processo de criação: uma história que não deu certo retorna com uma roupagem diferente para trabalhar o mesmo tema que, nesse caso, é a perda do amado e a superação dessa perda. Os problemas vividos por Isabelle (de Idade Média) e por Rosala (de Primeiro a honra) são muito diferentes, e também as soluções que elas encontram, mas as duas conseguem encontrar um novo amor que, se não ocupa completamente o lugar deixado pelo amor que se foi, pelo menos as faz acreditar que ainda é possível amar.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="PargrafodaListaCxSpMiddle" style="text-align: justify;margin-left: 0cm; text-indent: 63pt; "&gt;&lt;span style="line-height: 115%; "&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="PargrafodaListaCxSpMiddle" style="text-align: justify;margin-left: 0cm; "&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;span style="line-height: 115%; "&gt;&lt;o:p&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;b&gt;&lt;i&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: georgia; "&gt;5)&lt;/span&gt;&lt;span style="text-indent: -24px; font: normal normal normal 7pt/normal 'Times New Roman'; "&gt;     &lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: georgia; text-indent: -24px; "&gt;Você situa a “história na época dos reis merovíngos, quando, após a queda do Império Romano, o Ocidente se reorganizava em civilização.”&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: georgia; text-indent: -24px; "&gt; Há varias épocas na história quando uma parte do mundo “se reorganizava em civilização”. Porque você escolheu ambientar a história no quinto século depois de Cristo na região de Paris, de Órleans e de Soissons? Fez também parte do seu sonho? Você fez a sua pesquisa só no Brasil considerando somente fontes escritas ou traduzidas em português?&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="PargrafodaListaCxSpLast" style="text-align: justify;margin-left: 0cm; text-indent: 63pt; "&gt;&lt;span style="line-height: 115%; "&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;Quando inventei, essa história acontecia lá pelo século XIII, ou XIV, em Orléans, Reims e Paris. Mas, no meu processo de escrita, depois que a estrutura e a caracterização estão prontas, eu cuido de estudar o ambiente escolhido, e foi quando achei que já tinha inventado e escrito (embora quase tudo já estivesse descartado) muita coisa nessa época pós-carolíngia e eu sempre tive vontade de ambientar uma história na época pré-carolíngia, então achei que era minha chance de realizar esse desejo. Tenho um vínculo afetivo forte com a França e com a Idade Média, talvez pela forma como o assunto me foi apresentado na escola, ou pelos contos de fadas lidos na infância, ou pelos livros e filmes de fantasia, cujo imaginário sempre é a Europa medieval, ou por tudo isso junto. Então, quando tenho uma ideia que precisa ser ambientada no passado, meu primeiro destino é a França Medieval. Se a história ficar boa, então procuro outro lugar e outra época possíveis, para não ficar sempre falando das mesmas coisas, mas às vezes o vínculo entre caracterização e ambientação é tão forte que não consigo quebrar, especialmente num caso como esse, que eu descobri que era releitura de uma história mais antiga, que se passava na França durante a Idade Média. Achei que seria interessante escolher um momento em que a estrutura da legislação não fosse tão forte, e que assassinatos pudessem ficar socialmente impunes, restando ao ofendido apenas a alternativa da vingança, e me pareceu que um reino em construção me ofereceria essa possibilidade - por isso os primeiros anos do reinado de Clodoveu. Paris era necessária por ser a capital do reino, onde estaria Toulière, cavaleiro do rei. Estudando, descobri que a capital de Clodoveu era Soissons, então movi o alvo para essa cidade. Diante disso, não podia mais usar Reims, pois fica muito perto de Soissons, e eu queria que Rosala fizesse uma pequena jornada entre a casa de Rudbert e o objetivo de sua vida. Como Paris já vinha sendo usada, a família de Rudbert deixou de ser Rèmi para ser Parisii. Orléans me servia por ser uma cidade que existia na época, fica a sul tanto de Paris como de Reims e Soissons, e perto da fronteira do reino. Nenhuma das cidades estava no meu sonho, e nem mesmo a época: são escolhas conscientes que eu faço depois, quando estou transformando o sonho em história. A pesquisa é feita mesmo toda no Brasil, com o auxílio da maravilhosa internet, que me fornece textos em português, inglês e francês (nesse caso específico, eram as línguas que me interessavam), além de imagens das cidades e da paisagem, e mapas atuais e da época que estou estudando. Também pesquisei em livros sobre história da moda, para saber o que as pessoas estariam usando - isso era muito importante para ajudar na caracterização contrastante de Rosala e Ailan. Conto também com minha formação em história da arte, que me permite conhecer a arquitetura e os objetos decorativos da época, além de noções de história, sociologia, filosofia e religião, que eu complemento com leituras específicas sobre as datas e cidades escolhidas.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div&gt;&lt;div id="ftn1"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;p&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/397518384120397677-7637886122422929337?l=monicadorin.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://monicadorin.blogspot.com/feeds/7637886122422929337/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://monicadorin.blogspot.com/2011/11/entrevista.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/397518384120397677/posts/default/7637886122422929337'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/397518384120397677/posts/default/7637886122422929337'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://monicadorin.blogspot.com/2011/11/entrevista.html' title='Entrevista a Rainer - parte 1'/><author><name>Mônica Cadorin</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12021522543152657816</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='28' src='http://3.bp.blogspot.com/_-LINuKBSmIM/Si5EaG8i_KI/AAAAAAAAAAY/5JmZW5M5kI0/S220/foto.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-397518384120397677.post-6713561382391115576</id><published>2011-11-11T22:20:00.002-02:00</published><updated>2011-11-11T22:24:00.015-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Técnica de escrita'/><title type='text'>DIÁLOGOS</title><content type='html'>&lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;text-justify:inter-ideograph"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  &gt;Meu fascínio pelos diálogos nos textos dos outros (para aprender a fazer nos meus) é intuitivo e emocional, e não tem um motivo racional que eu possa usar como argumento. Acho que o texto fui com mais facilidade e leveza quando os assuntos são tratados em forma de diálogo&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;text-justify:inter-ideograph"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  &gt;Essa é minha opinião e meu gosto pessoal, mas eu não estou sozinha. A uns bons anos atrás, meu pai, jornalista e repórter, me contou como os noticiários da televisão vinham mudando, dando-se cada vez mais espaço a matérias externas, em vez nas notícias de estúdio. E ele me explicou: as pessoas querem ver a sua cidade, querem saber quem foi que disse o que o jornalista está contando. Trazendo para as histórias: as pessoas não querem um narrador que conta o que está acontecendo; elas querem ver e ouvir as pessoas interagindo em seu próprio ambiente.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;text-justify:inter-ideograph"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  &gt;É claro que, para descrever as personagens e contar seus pensamentos mais íntimos, só a narração é possível... Claro nada! Eu posso descrever uma personagem com diálogos. Como? Outras pessoas comentam a aparência e o jeito de ser da personagem em questão. É claro que, dessa forma, temos apenas a opinião das outras personagens, e não a descrição “isenta” do narrador, muitas vezes uma espécie de deus onisciente. Mas quem precisa de uma opinião isenta? Gostei muito da forma como descrevi Inês Martins, em &lt;b&gt;&lt;i&gt;&lt;a href="http://romancesmonica.blogspot.com/search/label/Construir%20a%20terra%20conquistar%20a%20vida"&gt;Construir a terra, conquistar a vida&lt;/a&gt;&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;: Duarte e Ayraci destacando características que a tornam feia e Fernão tentando suavizar os defeitos para convencê-los de que ela é bonita. Ficou mais ou menos assim (estou repetindo de memória, então não garanto que o texto tenha ficado exatamente assim):&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;text-justify:inter-ideograph"&gt;&lt;i&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  &gt;- O que viste nela, Fernão? Ela é feia! –Duarte opinou.&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;text-justify:inter-ideograph"&gt;&lt;i&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  &gt;- Não é feia, não! –Fernão defendeu.&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;text-justify:inter-ideograph"&gt;&lt;i&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  &gt;- Ela tem olhos arregalados!&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;text-justify:inter-ideograph"&gt;&lt;i&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  &gt;- Não são arregalados, são grandes.&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;text-justify:inter-ideograph"&gt;&lt;i&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  &gt;- Sim, e bem abertos –Duarte completou.&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;text-justify:inter-ideograph"&gt;&lt;i&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  &gt;- Não vejo problema nenhum nisso. Eu gosto dos olhos dela.&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;text-justify:inter-ideograph"&gt;&lt;i&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  &gt;- Ela não tem queixo –Ayraci disse, em voz baixa.&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;text-justify:inter-ideograph"&gt;&lt;i&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  &gt;- Tem sim. Só que... é pequenino.&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;text-justify:inter-ideograph"&gt;&lt;i&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  &gt;- Não adianta, Fernão –Duarte concluiu- Ela é feia.&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;text-justify:inter-ideograph"&gt;&lt;i&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  &gt;- Eu não acho. Para mim, ela é bonita. A moça mais bonita da cidade. E não vou ficar aqui a ouvir insultos.&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;text-justify:inter-ideograph"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  &gt;Isso é só um pedacinho, porque descrevo também outras características da moça. Usando diálogos, posso também usar exageros. Não fica bem um narrador sério e “isento” dizer que a moça teria olhos arregalados e não teria queixo. Eu acabaria usando os termos de Fernão, e o leitor acharia que os olhos de Inês eram apenas grandes e bem abertos quando me agrada passar a imagem de olhos arregalados.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;text-justify:inter-ideograph"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  &gt;Quanto aos pensamentos íntimos das personagens: embora eu conte em terceira pessoa (como é a voz do meu narrador), faço de forma a usar o jeito de falar da personagem, como se ela estivesse falando consigo mesma. E, se o parágrafo ficar muito extenso, faço a personagem falar em voz alta, para escrever um travessão e quebrar a massa pesada do parágrafo. Um exemplo hipotético ficaria assim (de propósito vou fazer o conteúdo vazio e sem sentido, para enfatizar a forma):&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;text-justify:inter-ideograph"&gt;&lt;i&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  &gt;Tinha que ser assim –ele pensou- Afinal, há anos sabia dessa questão e evitava enfrentar o problema. Ninguém mais podia ajudá-lo, pois afastara-se dos amigos e perdera contato também com os inimigos (segue o blá-blá-blá)&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;text-justify:inter-ideograph"&gt;&lt;i&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  &gt;- Não adianta lamentar. Agora está feito.&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;text-justify:inter-ideograph"&gt;&lt;i&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  &gt;Mas, em seus pensamentos, ainda tinha a imagem dos eventos passados, como aquele dia em que sua mãe lhe dissera como era importante resolver os problemas na hora em que se apresentam. E ele nunca dera ouvidos a sua mãe... (segue o blá-blá-blá)&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;  &lt;span class="Apple-style-span"  &gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O uso de diálogos é, portanto, uma ferramenta importante não apenas para fazer as personagens se comunicarem, mas também para passar informações para o leitor de uma forma interessante, quebrando a monotonia da voz do narrador.&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/397518384120397677-6713561382391115576?l=monicadorin.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://monicadorin.blogspot.com/feeds/6713561382391115576/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://monicadorin.blogspot.com/2011/11/dialogos.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/397518384120397677/posts/default/6713561382391115576'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/397518384120397677/posts/default/6713561382391115576'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://monicadorin.blogspot.com/2011/11/dialogos.html' title='DIÁLOGOS'/><author><name>Mônica Cadorin</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12021522543152657816</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='28' src='http://3.bp.blogspot.com/_-LINuKBSmIM/Si5EaG8i_KI/AAAAAAAAAAY/5JmZW5M5kI0/S220/foto.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-397518384120397677.post-7360547362447615816</id><published>2011-11-01T21:07:00.001-02:00</published><updated>2011-11-01T21:09:53.758-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Técnica de escrita'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Atualidade'/><title type='text'>CONTEXTUALIZAR</title><content type='html'>&lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;text-justify:inter-ideograph"&gt;Estou adorando estudar sobre a Greve Geral de 1917, e fazer minhas personagens participarem desse momento tão importante da História de São Paulo – e que refletiu em outros estados do país. É uma pena que esse evento não seja bem estudado nas escolas de outros estados (ao menos eu não lembro de ter estudado), pois mostra como nem sempre os brasileiros tiveram “sangue de barata”, mas já foram capazes de ir para as ruas brigar (literalmente) por seus direitos. Conhecer o fato é uma coisa. Mas como usá-lo na história?&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;text-justify:inter-ideograph"&gt;Greve no Crespi? Uma personagem trabalha lá. Barricadas nas ruas? Tenho personagens lá. O enterro do operário? Minhas personagens estiveram presentes. Edgard Leuenroth? Sim, conheço, muito amigo de uma personagem minha. E assim entrelaço a minha história na história de São Paulo, a ponto de (ao menos para mim) se tornar inconcebível o evento acontecer sem a participação das minhas personagens.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;text-justify:inter-ideograph"&gt;E como fazer esse entrelaçamento de forma interessante e informativa, mas sem cair no didatismo maçante? Eu uso diálogos. Em vez de narrar “os operários queriam isso, isso e isso”, faço &lt;i&gt;&lt;a href="http://romancesmonica.blogspot.com/search/label/Rosinha"&gt;Toni&lt;/a&gt;&lt;/i&gt; perguntar “mas afinal o que é que vocês querem?”, para que um colega de pensão responda “isso e isso”, e outro complete “e isso também”. Assim, estou dando a informação de que o leitor precisa para conhecer o fato histórico mas, uma vez que ponho o texto na boca das personagens, dou a ele mais movimento e mais vida, e o fato histórico passa a fazer parte da minha ficção. Em vez de narrar “os operários eram explorados e trabalhavam até 14h por dia, incluindo mulheres e crianças”, eu faço um dos rapazes dizer algo como “É uma exploração! Perto de onde eu fico, há duas meninas, uma de dez e outra de doze anos. Lá, nós trabalhamos doze horas por dia, mas tem fábrica em que os operários trabalham até 14h por dia. Isso é um massacre!” para depois &lt;i&gt;&lt;a href="http://romancesmonica.blogspot.com/search/label/Rosinha"&gt;Toni&lt;/a&gt;&lt;/i&gt; responder “Isso não é vida. Alguém tem que fazer alguma coisa”. E assim a conversa política prossegue e eu vou apresentando os fatos: os colegas operários contam a &lt;i&gt;&lt;a href="http://romancesmonica.blogspot.com/search/label/Rosinha"&gt;Toni&lt;/a&gt;&lt;/i&gt; como é a vida deles, explicando ao leitor a motivação da Greve Geral, e tudo o que aconteceu naqueles dias em que expus minhas personagens ao ideal da Anarquia.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;text-justify:inter-ideograph"&gt;Achei na Internet um mapa que situa os pontos dos conflitos, das passeatas e os marcos mais significativos. Posso contar nome de bairros, nomes de ruas, nome das fábricas. Me aproprio da História.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;text-justify:inter-ideograph"&gt;Estou muito orgulhosa de meus estudos, pois já sei onde ficam muitos bairros de São Paulo. Quando ouço, no rádio ou na televisão, alguém citar algum bairro (desses mais antigos que estou usando na história), já me vem à mente meu mapa de bairros, e eu consigo visualizar onde ele fica. Aprender é muito bom, especialmente porque eu me sentia em dívida com São Paulo, por saber tão pouco sobre sua história recente e geografia, por não conhecer bem a cidade, e por nunca ter situado nenhuma história lá. Ao final da história, terei resolvido duas dívidas, e só restará pegar um ônibus aqui para ir passear em São Paulo sem precisar de mapa.&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/397518384120397677-7360547362447615816?l=monicadorin.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://monicadorin.blogspot.com/feeds/7360547362447615816/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://monicadorin.blogspot.com/2011/11/contextualizar.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/397518384120397677/posts/default/7360547362447615816'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/397518384120397677/posts/default/7360547362447615816'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://monicadorin.blogspot.com/2011/11/contextualizar.html' title='CONTEXTUALIZAR'/><author><name>Mônica Cadorin</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12021522543152657816</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='28' src='http://3.bp.blogspot.com/_-LINuKBSmIM/Si5EaG8i_KI/AAAAAAAAAAY/5JmZW5M5kI0/S220/foto.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-397518384120397677.post-1294520049926767146</id><published>2011-10-21T21:43:00.003-02:00</published><updated>2011-10-21T21:52:07.237-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Técnica de escrita'/><title type='text'>ANTES DE COMEÇAR – O PROJETO</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;Eu sempre preciso fazer muita pesquisa antes de começar a escrever, porque preciso conhecer em detalhes o local e a época em que resolvi ambientar a história. Isso não significa que eu vá usar todos os detalhes na história, mas eu preciso conhecê-los para me sentir à vontade para criar. Eu desenhei mapas de Brugge (para &lt;b&gt;&lt;i&gt;&lt;a href="http://romancesmonica.blogspot.com/search/label/O%20canhoto"&gt;O canhoto&lt;/a&gt;&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;) e do Rio de Janeiro (para &lt;b&gt;&lt;i&gt;&lt;a href="http://romancesmonica.blogspot.com/search/label/Construir%20a%20terra%20conquistar%20a%20vida"&gt;Construir a terra, conquistar a vida&lt;/a&gt;&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;), como estou agora fazendo com São Paulo (para &lt;b&gt;&lt;i&gt;&lt;a href="http://romancesmonica.blogspot.com/search/label/Rosinha"&gt;Rosinha&lt;/a&gt;&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;), retirando partes modernas e tentando reconstruir o que havia na época das histórias.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;text-justify:inter-ideograph"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;O estudo do ambiente acontece em paralelo à construção da história, pois é necessário enquadrar a caracterização das personagens e a sucessão de eventos ao contexto escolhido. O nome de &lt;i&gt;&lt;a href="http://romancesmonica.blogspot.com/search/label/Rosinha"&gt;Antônio&lt;/a&gt;&lt;/i&gt; só me veio à cabeça quando eu resolvi aproveitar o contexto da imigração italiana do final do século XIX às minhas personagens. Assim, uma coisa influencia a outra, e todas juntas constroem a história do jeito que eu quero contar.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;text-justify:inter-ideograph"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;As idéias vêm de toda parte e de lugar nenhum (&lt;i&gt;&lt;a href="http://monicadorin.blogspot.com/2010/12/de-onde-vem-as-ideias.html"&gt;como já contei&lt;/a&gt;&lt;/i&gt;) e à medida que vou caracterizando as personagens, a trama prossegue, e vice-versa, até um momento de impasse, que me faz descartar a história, ou até o final do jeito que eu quero. Mesmo tendo encontrado um bom final, eu procuro outros finais possíveis, para me assegurar de escolher o melhor deles. Para isso, às vezes é necessário recuar e alterar eventos que estão mais próximos do meio do que do final. Não importa, eu gosto de testar possibilidades.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;text-justify:inter-ideograph"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;Tendo a estrutura da história e a caracterização das personagens, preciso aprofundar o estudo da ambientação, inclusive tentando descobrir fatos históricos que eu possa incorporar à minha história para acrescentar verossimilhança. Por exemplo, eu não posso deixar de citar na história que estou escrevendo agora (&lt;b&gt;&lt;i&gt;&lt;a href="http://romancesmonica.blogspot.com/search/label/Rosinha"&gt;Rosinha&lt;/a&gt;&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;) o surto de Gripe Espanhola de 1918, nem o dia mais frio da história de São Paulo, que também aconteceu em 1918. Assim, entrelaço a minha ficção na história real da cidade (e do estado) de São Paulo.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;text-justify:inter-ideograph"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;Muitas vezes, outras pesquisas, além da histórica, também são necessárias. Desta vez, quis conhecer melhor o processo de colheita e beneficiamento do café, já que os primeiros anos da história se passam numa fazenda de café. Para &lt;b&gt;&lt;i&gt;&lt;a href="http://romancesmonica.blogspot.com/search/label/O%20canhoto"&gt;O canhoto&lt;/a&gt;&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;, precisei estudar psicologia para entender se era possível a amnésia de Maurits, e que fatores eram necessários para que a amnésia fosse possível. Foi muito bom porque ajudou inclusive na caracterização da personagem e na estruturação dos eventos passados e futuros.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;text-justify:inter-ideograph"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;Quando tenho todas essas informações, e a certeza de que há uma boa história a ser contada, então vem a parte trabalhosa: pegar papel e caneta e começar a escrever.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/397518384120397677-1294520049926767146?l=monicadorin.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://monicadorin.blogspot.com/feeds/1294520049926767146/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://monicadorin.blogspot.com/2011/10/antes-de-comecar-o-projeto.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/397518384120397677/posts/default/1294520049926767146'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/397518384120397677/posts/default/1294520049926767146'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://monicadorin.blogspot.com/2011/10/antes-de-comecar-o-projeto.html' title='ANTES DE COMEÇAR – O PROJETO'/><author><name>Mônica Cadorin</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12021522543152657816</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='28' src='http://3.bp.blogspot.com/_-LINuKBSmIM/Si5EaG8i_KI/AAAAAAAAAAY/5JmZW5M5kI0/S220/foto.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-397518384120397677.post-131719341894433915</id><published>2011-10-11T17:08:00.002-03:00</published><updated>2011-10-21T21:52:26.013-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Atualidade'/><title type='text'>RELATÓRIO DE PROGRESSO – 4 MESES</title><content type='html'>&lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;text-justify:inter-ideograph"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;Minha história ainda não tem título. Continuo chamando de &lt;b&gt;&lt;i&gt;&lt;a href="http://romancesmonica.blogspot.com/search/label/Rosinha"&gt;Rosinha&lt;/a&gt;&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;, embora Antonio tenha se tornado a personagem principal. Já tenho mais de 50 páginas escritas e já comecei a andar com alguns “apetrechos” na bolsa: mapas e quadro do tempo.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;text-justify:inter-ideograph"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;Eu não conheço São Paulo. Já andei por alguns pontos da cidade, mas não o bastante para dizer que sei onde ficam os bairros, os parques, as ruas, os marcos de referência. Bem, não sabia, porque imprimi alguns mapas para me auxiliarem a visualizar por onde Toni está andando. É a maravilha do &lt;a href="http://www.maps.google.com.br/"&gt;Google Maps&lt;/a&gt;: diferentes níveis de aproximação (zoom) para que eu tenha mapas de ruas, de bairros, de região. São ao todo cinco, cada um em pelo menos duas folhas A4 coladas com fita de empacotamento. Até o final da história, conhecerei São Paulo melhor, pelo menos na área entre as Marginais (Barra Funda, Perdizes, Pinheiros, Vila Mariana) e até Tatuapé e Água Rasa. São os limites da região por onde Toni anda, procurando emprego. Até agora, ele está tendo dificuldades, mas sem maiores problemas.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;text-justify:inter-ideograph"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;Outra necessidade que senti foi de fazer um mapa temporal – um quadro de meses e anos – onde eu pudesse anotar, para consulta rápida, os principais eventos da história de São Paulo, do Brasil e do Mundo, para inclui-los na minha história. É um recurso que já usei em &lt;b&gt;&lt;i&gt;&lt;a href="http://romancesmonica.blogspot.com/search/label/Construir%20a%20terra%20conquistar%20a%20vida"&gt;Construir a terra, conquistar a vida&lt;/a&gt; &lt;/i&gt;&lt;/b&gt;e que foi extremamente útil. Estou num momento bem interessante – os anos de 1917 e 1918 – quando a cidade de São Paulo viveu os três “G” que marcaram aquela geração: a Greve Geral de 1917; a Grande Guerra, na qual o Brasil ingressou em 1917; e a Gripe Espanhola, que chegou ao Brasil em 1918. É maravilhoso ter tantos eventos importantes para Toni participar. É uma forma simples e eficiente de dar verossimilhança à história e contextualizá-la. Então, à medida que vou lendo e pesquisando, vou preenchendo o quadro e usando as informações na história. É claro que nem todos os anos têm coisas legais para aproveitar. São momentos para aprofundar os problemas das personagens ou para dar uma “corridinha” com a narração, até outro momento interessante, seja pela história real ou pela história inventada.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;text-justify:inter-ideograph"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;Estou ansiosa para chegar logo ao próximo ponto de virada, que acontece daqui a alguns anos, quando Toni terá novamente uma escolha difícil a fazer (o nome dele foi escolhido com isso em mente, como contei &lt;i&gt;&lt;a href="http://monicadorin.blogspot.com/2010/10/nomes-e-sobrenomes-das-personagens.html"&gt;aqui&lt;/a&gt;&lt;/i&gt;). São os melhores momentos, pois é quando o conflito interno da personagem explode, e conhecemos melhor seu caráter e sua personalidade. Mais um pouco e eu chego lá.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/397518384120397677-131719341894433915?l=monicadorin.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://monicadorin.blogspot.com/feeds/131719341894433915/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://monicadorin.blogspot.com/2011/10/relatorio-de-progresso-4-meses.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/397518384120397677/posts/default/131719341894433915'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/397518384120397677/posts/default/131719341894433915'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://monicadorin.blogspot.com/2011/10/relatorio-de-progresso-4-meses.html' title='RELATÓRIO DE PROGRESSO – 4 MESES'/><author><name>Mônica Cadorin</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12021522543152657816</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='28' src='http://3.bp.blogspot.com/_-LINuKBSmIM/Si5EaG8i_KI/AAAAAAAAAAY/5JmZW5M5kI0/S220/foto.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-397518384120397677.post-4004680303667965506</id><published>2011-10-01T10:35:00.001-03:00</published><updated>2011-10-01T10:37:09.480-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Técnica de escrita'/><title type='text'>AMADURECER O AUTOR</title><content type='html'>&lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;text-justify:inter-ideograph"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  &gt;Quando eu comecei a escrever, lá no final do século XX, não existia computador pessoal, e a Internet ainda era uma admirável forma de comunicação entre universidades e talvez alguma outra instituição ou empresa. As chances de você encontrar um colega escritor – iniciante ou experiente – eram bem escassas. Para agravar meu isolamento, eu morava em São Luís – MA e, embora se diga que “quem dorme em São Luís acorda poeta”, eu não tive o prazer de conhecer nenhum escritor nos cinco anos em que morei lá. Além do mais, eu era uma adolescente tímida, com muito pouca vida social, e não me lembro de eventos literários acontecendo na cidade.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;text-justify:inter-ideograph"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  &gt;É bem verdade que, aos 18 anos, eu estava no Rio de Janeiro, cursando Educação Artística e participando de tudo o que podia: vernissages, exposições, palestras, peças de teatro, filmes, óperas, concertos. Mas era difícil encontrar os pares literários. Autores experientes dão palestra mas, em geral, não se interessavam por ouvir uma adolescente principiante.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;text-justify:inter-ideograph"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  &gt;Mas essa historinha é para dizer que eu não tinha outros escritores a quem mostrar meus primeiros escritos, como vejo acontecer hoje, graças à Internet. Minhas amigas queridas adoravam tudo o que eu escrevia (ou não) mas não tinham experiência nem de vida nem de literatura para me indicar falhas, defeitos, incoerências, erros. Eu tive que aprender sozinha. Em 1989, quando eu fiz a primeira avaliação dos meus textos, eu percebi como eu havia melhorado, como eu estava mais experiente e amadurecida, e como muitos textos não resistem ao tempo, enquanto outros – os melhores, é claro – só precisam de ajustes para continuarem sendo considerados bons.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;text-justify:inter-ideograph"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  &gt;Quero dizer com isso que o que me fez chegar onde estou não foi a crítica alheia, mas a minha própria crítica. Então, quando hoje vejo novos escritores pedindo comentários dos outros, fico pensando se a opinião externa é assim tão importante. Isso porque os leitores podem até apontar algumas questões pertinentes, mas cabe ao escritor refletir sobre suas fraquezas e encontrar seu caminho sozinho. Amadurecer é um processo solitário, como comer, sentir, nascer, morrer. Ninguém pode fazer isso por você e, se você não estiver pronto, nenhuma opinião externa vai ajudar. Crescer é um processo lento e sofrido, e algumas pessoas não suportam a dor – por isso não conseguem crescer. Dói olhar para trás e ver que muito do que eu fiz era ruim. Dói descartar vidas que eu vivi, filhos queridos que tão boa companhia me deram. Mas, se a trama é inconsistente, se a caracterização das personagens é falha, se o texto não foi bem trabalhado – e agora sou capaz de perceber tudo isso! – então não adiante mantê-las com vida. Aos poucos, a gente aprende também a superar as perdas; a levantar após cada queda e seguir adiante; a amar os mortos porque um dia estiveram vivos, em vez de lamentar por não estarem mais vivos.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;text-justify:inter-ideograph"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  &gt;Essa é a minha trajetória. Aprendi apanhando de mim mesma; lendo e relendo meus textos e criticando-os mais severamente do que qualquer leitor faria; escrevendo e re-escrevendo, quase doentiamente, até que meu público-alvo (eu mesma) ficasse satisfeito com o resultado.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;text-justify:inter-ideograph"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  &gt;Sorte de quem está começando agora ter a Internet tão cheia de grupos e oportunidades, e poder encontrar pessoas com quem trocar idéias e leitores que indicam pontos inconsistentes a serem melhorados. Com essa ajuda, esses jovens poderão re-escrever mais, e assim alcançar mais cedo um bom nível de maturidade. É claro que precisam ser humildes para aceitar a opinião de outra pessoa, precisam refletir sobre as questões apontadas e buscar as melhores soluções. Mas não basta mudar uma passagem porque alguém falou. Não. É preciso compreender porque foi feito daquela forma, como corrigir (se for o caso) ou como justificar que tenha sido feito daquele jeito; e como evitar o erro (ou aprender a justificá-lo) no futuro. Não tem jeito: amadurecer é um processo individual e solitário.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;text-justify:inter-ideograph"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  &gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;text-justify:inter-ideograph"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  &gt;Outros textos relacionados:&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;text-justify:inter-ideograph"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  &gt;&lt;i&gt;&lt;a href="http://monicadorin.blogspot.com/2011/09/maturidade.html"&gt;A maturidade&lt;/a&gt;&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;text-justify:inter-ideograph"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  &gt;&lt;i&gt;&lt;a href="http://monicadorin.blogspot.com/2011/09/amadurecer-o-texto.html"&gt;Amadurecer o texto&lt;/a&gt;&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/397518384120397677-4004680303667965506?l=monicadorin.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://monicadorin.blogspot.com/feeds/4004680303667965506/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://monicadorin.blogspot.com/2011/10/amadurecer-o-autor.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/397518384120397677/posts/default/4004680303667965506'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/397518384120397677/posts/default/4004680303667965506'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://monicadorin.blogspot.com/2011/10/amadurecer-o-autor.html' title='AMADURECER O AUTOR'/><author><name>Mônica Cadorin</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12021522543152657816</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='28' src='http://3.bp.blogspot.com/_-LINuKBSmIM/Si5EaG8i_KI/AAAAAAAAAAY/5JmZW5M5kI0/S220/foto.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-397518384120397677.post-2393078916118729033</id><published>2011-09-21T13:40:00.002-03:00</published><updated>2011-10-01T10:40:43.212-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Técnica de escrita'/><title type='text'>AMADURECER O TEXTO</title><content type='html'>&lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;Tenho muita desconfiança das pessoas que acabam de escrever um livro e já saem procurando publicação – quando não publicam os capítulos em seus blogs particulares, à medida que vão escrevendo. Eu não consigo. Não considero que o texto esteja pronto quando se põe o ponto final. Acho que essa é a hora em que o trabalho vai de fato começar. Acho que nesse momento estamos diante de um diamante bruto, que ainda precisa ser bem lapidado e polido para que se torne um brilhante da melhor qualidade.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;Ultimamente tenho visto alguns textos de colegas de comunidades que parecem exatamente isso: belos diamantes, mas em estado bruto. A pressa na publicação e no retorno dos leitores (“comentem por favor”) faz que os textos sejam publicados até com erros de digitação e gramática. Às vezes a compreensão da mensagem fica prejudicada por um texto truncado, mal pontuado e mal explicado. Acredito que na maioria das vezes isso acontece porque o botão “Publicar” é apertado antes que o autor releia o que digitou. Isso é muito grave, pois essas pessoas estão considerando que seus textos recém-escritos estão prontos: que seus diamantes são brilhantes. Então recebem comentários vagos de “que lindo”, ou “adorei”, ou o extremo oposto “que porcaria”, ou “aprenda português antes de escrever”. Quando eu comento, procuro apontar as inconsistências, e que há erros de português. Às vezes são coisas simples, que bastava o autor reler para corrigir. Então essa pressa expõe o autor ao público com um texto que ainda não está pronto, que ainda tem muito o que melhorar.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;Quem faz isso, em geral, são pessoas que estão começando agora, e estão ainda procurando seus caminhos e descobrindo o próprio estilo. É preciso não apenas ler, mas reler, re-escrever, afastar-se do texto para depois retomá-lo, analisar sintaticamente e estilisticamente, procurar clichês e sempre que possível eliminá-los, afastar-se novamente, retomar, analisar tudo de novo, buscando sempre aproximar o texto da perfeição.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;Nossa, mas isso é trabalho para meses! –alguém poderia observar. E eu respondo: SIM! Todo o processo de criação, escrita e amadurecimento pode levar na verdade ANOS! E então eu pergunto: há algum problema nisso? Você não gosta do seu texto? Quer livrar-se dele o quanto antes? A publicação no Brasil é difícil, então é melhor você chegar na editora com um texto que encante o editor e não dê trabalho para virar livro.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;Sei que minha escolha é um pouco extrema, pois posso levar meses elaborando e fazendo a pesquisa prévia; depois posso passar mais de um ano escrevendo; depois de pronto, o texto fica guardado por um ano (o tempo que eu preciso para esquecê-lo), e só depois eu releio, avalio, analiso, digito re-escrevendo, releio, e ele fica guardado até chegar a vez de ser publicado. Enquanto isso, continuo relendo, corrigindo, re-escrevendo o que for necessário. Acho que eu me sentiria confortável em procurar publicação para um texto meu somente um ano depois de tê-lo digitado, pois minha fase de polimento só começa após a digitação. Isso significa pelo menos dois anos depois do ponto final. Por sorte (na verdade, por circunstâncias várias), tenho uma longa fila de publicação e meu próximo livro a ser publicado (&lt;b&gt;&lt;i&gt;&lt;a href="http://romancesmonica.blogspot.com/search/label/A%20noiva%20trocada"&gt;A noiva trocada&lt;/a&gt;&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;) foi escrito em 1996 e vem sendo lapidado e polido desde então, o que me deixa tranqüila de que ele está mesmo pronto para ser publicado.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; "&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;Outros textos relacionados:&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; "&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;i&gt;&lt;a href="http://monicadorin.blogspot.com/2011/09/maturidade.html"&gt;A maturidade&lt;/a&gt;&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; "&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;i&gt;&lt;a href="http://monicadorin.blogspot.com/2011/10/amadurecer-o-autor.html"&gt;Amadurecer o autor&lt;/a&gt;&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/397518384120397677-2393078916118729033?l=monicadorin.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://monicadorin.blogspot.com/feeds/2393078916118729033/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://monicadorin.blogspot.com/2011/09/amadurecer-o-texto.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/397518384120397677/posts/default/2393078916118729033'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/397518384120397677/posts/default/2393078916118729033'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://monicadorin.blogspot.com/2011/09/amadurecer-o-texto.html' title='AMADURECER O TEXTO'/><author><name>Mônica Cadorin</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12021522543152657816</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='28' src='http://3.bp.blogspot.com/_-LINuKBSmIM/Si5EaG8i_KI/AAAAAAAAAAY/5JmZW5M5kI0/S220/foto.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-397518384120397677.post-5379500062373065785</id><published>2011-09-11T19:17:00.001-03:00</published><updated>2011-10-01T10:39:51.863-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Técnica de escrita'/><title type='text'>A MATURIDADE</title><content type='html'>&lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;text-justify:inter-ideograph"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;Um dia, numa das minhas comunidades literárias favoritas, me irritei e meio que “subi nas tamancas”, e por isso resolvi escrever um texto sobre o assunto, mas acabei escrevendo três textos relacionados (este e mais &lt;i&gt;&lt;a href="http://monicadorin.blogspot.com/2011/09/amadurecer-o-texto.html"&gt;Amadurecer o texto&lt;/a&gt;&lt;/i&gt; e &lt;a href="http://monicadorin.blogspot.com/2011/10/amadurecer-o-autor.html"&gt;&lt;i&gt;Amadurecer o autor&lt;/i&gt;&lt;/a&gt;). A motivação desses textos é que tenho lido muitos textos de jovens colegas que encontro nas comunidades do Orkut e em outras comunidades e fori, que estão começando suas trajetórias agora e acabo ficando indignada com um ou outro, pois demonstram ser talentosos, com idéias interessantes, mas se apressam em mostrar textos recém-escritos, não revisados, inconsistentes e até incoerentes. Eu acabo me sentindo na obrigação de dizer “colega, sua idéia é ótima, mas o texto deixa a desejar”. O conteúdo é bom mas a forma atrapalha. É o trabalho da língua escrita – o objetivo da profissão do escritor! – que puxa o tapete da juventude. Isso acontece pela falta de hábito de escrever – sim, porque estão começando agora! São pessoas com dois ou três anos de carreira, talvez até menos! E foi essa minha indignação que me levou a refletir sobre como amadurecer um escritor e como amadurecer um texto. Como eu não sei da vida dos outros, tratei de pensar na minha vida, e em como esse processo de maturidade vem acontecendo comigo. Por gostar de números e tabelas, levantei a informação de quantas histórias eu já escrevi na vida, para ter chegado no ponto em que cheguei. Devo confessar que os números me surpreenderam, porque eu não esperava tanto. Eu já escrevi 51 histórias completas, e 12 delas tiveram uma segunda versão completa escrita; e 19 histórias ficaram incompletas, algumas com mais, outras com menos páginas. Ou seja, no total já escrevi 82 textos, sendo 63 completos, com começo, meio e fim. E eu tenho apenas 20 histórias sobreviventes, o que significa que, das 63 completas, só 32% se salva e 68% é porcaria.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;text-justify:inter-ideograph"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;É claro que não se pode generalizar, e o fato de eu escrever muitos textos ruins não significa que todo mundo escreva também. Mas acho que essas contas servem para mostrar a meus colegas com menos experiência que dificilmente alguém pode ser brilhante todo o tempo; e que encontrar defeitos em seu próprio texto não indica que você é mau escritor, ou que você está fadado ao fracasso. Ao contrário, acho louvável ter humildade de reconhecer seus erros, suas fraquezas, seus enganos – e escondê-los do mundo! Não mostro tudo o que já escrevi, apenas o que eu considero o melhor. Outra conclusão que se pode tirar é: prepare-se para descartar seus primeiros textos (ou re-escrevê-los), porque dificilmente serão os melhores.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;text-justify:inter-ideograph"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;Penso que a prova de fogo de um escritor é descartar seu primeiro texto. Quando alguém relê seu primeiro texto e o considera ruim, então há esperança de que se torne um bom escritor, pois já conseguiu um passo de amadurecimento e autocrítica. É por isso que eu sempre sugiro aos colegas: ESCREVA! Escreva sem parar, escreva tudo o que vem à cabeça. Só se aprende a escrever escrevendo. Fazer cursos, ler livros, trocar idéias com os pares pode ajudar mas é a &lt;b&gt;sua&lt;/b&gt; intimidade com o &lt;b&gt;seu&lt;/b&gt; texto que vai fazer você crescer.&lt;/span&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/397518384120397677-5379500062373065785?l=monicadorin.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://monicadorin.blogspot.com/feeds/5379500062373065785/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://monicadorin.blogspot.com/2011/09/maturidade.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/397518384120397677/posts/default/5379500062373065785'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/397518384120397677/posts/default/5379500062373065785'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://monicadorin.blogspot.com/2011/09/maturidade.html' title='A MATURIDADE'/><author><name>Mônica Cadorin</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12021522543152657816</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='28' src='http://3.bp.blogspot.com/_-LINuKBSmIM/Si5EaG8i_KI/AAAAAAAAAAY/5JmZW5M5kI0/S220/foto.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-397518384120397677.post-2686383251556321663</id><published>2011-09-01T21:24:00.002-03:00</published><updated>2011-09-01T21:56:09.533-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Perguntas'/><title type='text'>E SE A PERSONAGEM PRINCIPAL ESTIVER AUSENTE?</title><content type='html'>&lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;text-justify:inter-ideograph"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;Essa pergunta pode soar estranha, afinal, uma personagem, para ser principal – protagonista – precisa estar presente na história para carregar a trama. Eu sei disso mas, mesmo assim, por três vezes, tentei escrever uma história em que o protagonista não aparecesse. A bem da verdade, ele aparece, ocupa seu lugar de personagem principal e depois é afastado da trama. Tudo acontece por causa dele, e as outras personagens se encarregam de caracterizá-lo, como se ele estivesse presente o tempo todo. Foi o que eu fiz em &lt;b&gt;&lt;i&gt;&lt;a href="http://romancesmonica.blogspot.com/search/label/O%20caso%20MArchand"&gt;O caso MArchand&lt;/a&gt;&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;&lt;span&gt;, &lt;b&gt;&lt;i&gt;Idade média&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;, e &lt;b&gt;&lt;i&gt;&lt;a href="http://romancesmonica.blogspot.com/search/label/Primeiro%20a%20honra"&gt;Primeiro a honra&lt;/a&gt;&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;. Ao chegar ao final das histórias, porém, fiquei com a sensação de não ter alcançado meu objetivo – talvez por isso duas dessas histórias estejam descartadas, e somente &lt;b&gt;&lt;i&gt;&lt;a href="http://romancesmonica.blogspot.com/search/label/Primeiro%20a%20honra"&gt;Primeiro a honra&lt;/a&gt;&lt;/i&gt;&lt;/b&gt; tenha sobrevivido, por tratar desse tema de uma forma mais madura e refletida. Porque o que acontece é que essa personagem, ao ser afastada da trama, na verdade perde seu lugar de protagonista, e vai ocupar o lugar de “motivo” da ação das outras personagens. Então Michel Archand não é a personagem principal, mas apenas o motivo pelo qual a história acontece. A personagem principal, o protagonista, aquela que carrega a trama, é o Detetive Chaloult. A história acontece ao redor da personalidade e da vida de Archand, mas quem conduz é Chaloult. O dia que eu souber escrever romance policial, essa história volta à vida.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;text-justify:inter-ideograph"&gt;&lt;span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;Há um outro caso, numa história que é claro que não vou dizer o nome, em que a personagem principal morre no final, e eu conto como foram o velório e o enterro, em meio aos lamentos das outras personagens. É muito interessante porque, desde que morre, o protagonista está presente em todas as outras cenas, mas sem dizer nenhuma palavra e sem fazer sequer um movimento (é claro, pois está morto). Ele se torna “motivo” das ações das outras personagens mas seu protagonismo continua sólido como foi em toda a história. Cada palavra, cada gesto das outras personagens parecem dialogar com o silêncio e o imobilismo do protagonista. O silêncio dele fala; a imobilidade gesticula. Como já era mesmo o fim da história, nenhuma outra personagem assumiu o lugar de protagonista – mesmo porque eu não saberia a quem entregar esse bastão.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;text-justify:inter-ideograph"&gt;&lt;span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;Escrever com o protagonista em algum tipo de “limbo” é um exercício bastante complexo e, muitas vezes, inglório. Já tive a minha quota e só uma possível re-escrita de &lt;b&gt;&lt;i&gt;&lt;a href="http://romancesmonica.blogspot.com/search/label/O%20caso%20MArchand"&gt;O caso MArchand&lt;/a&gt;&lt;/i&gt;&lt;/b&gt; me faria tentar de novo. Mas fica a sugestão para quem quiser experimentar.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/397518384120397677-2686383251556321663?l=monicadorin.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://monicadorin.blogspot.com/feeds/2686383251556321663/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://monicadorin.blogspot.com/2011/09/e-se-personagem-principal-estiver.html#comment-form' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/397518384120397677/posts/default/2686383251556321663'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/397518384120397677/posts/default/2686383251556321663'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://monicadorin.blogspot.com/2011/09/e-se-personagem-principal-estiver.html' title='E SE A PERSONAGEM PRINCIPAL ESTIVER AUSENTE?'/><author><name>Mônica Cadorin</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12021522543152657816</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='28' src='http://3.bp.blogspot.com/_-LINuKBSmIM/Si5EaG8i_KI/AAAAAAAAAAY/5JmZW5M5kI0/S220/foto.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-397518384120397677.post-7759883151252733742</id><published>2011-08-21T10:28:00.002-03:00</published><updated>2011-08-21T10:33:03.865-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Técnica de escrita'/><title type='text'>ROMANCE, NOVELA, CONTO, CRÔNICA</title><content type='html'>&lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;text-justify:inter-ideograph"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  &gt;Não vou falar nenhuma novidade, e inclusive há sites, livros e textos que explicam mais detalhadamente as características desses quatro gêneros de prosa literária. Mas achei importante começar essa fase didática por um aspecto mais geral para depois começar a falar mais especificamente do romance, e de como é, para mim, escrever um romance.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;text-justify:inter-ideograph"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  &gt;Romances e novelas costumam ser mais longos do que contos e crônicas mas as diferenças principais estão na estruturação e na forma de se escrever cada um deles. O tamanho é conseqüência da estrutura, e não causa.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;text-justify:inter-ideograph"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  &gt;A crônica, em geral, é um texto curto, baseado em algum aspecto pitoresco da atualidade ou da vida cotidiana. Pode contar uma história ou ser apenas uma reflexão sobre algum evento. Portanto, pode ter personagens ou não. A linguagem é, em geral, leve, fácil e bem-humorada. Mesmo se a crônica contar uma história fictícia, a relação com o cotidiano permanece e a caracteriza.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;text-justify:inter-ideograph"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  &gt;A característica principal do conto é sua unicidade estrutural. Há apenas um aspecto a abordar, o que produz as outras características: poucas personagens, em geral planas; trama única; unidade temporal; unidade espacial. É uma narrativa rápida, que, por ser breve, precisa ser interessante do começo ao fim. Não há espaço para erros num conto. Há quem diga que, no conto, o mais importante é saber terminar, pois o final deve resolver, ou envolver, ou surpreender. O conto termina no clímax, e não depois (como muitas vezes acontece no romance). Escrever contos parece fácil. Escrever bons contos é bastante difícil. Há pessoas que acham que escrever contos é uma etapa na formação do escritor anterior a escrever romances. Eu não concordo. O trabalho do contista é diferente do trabalho do romancista. Conto não é “treino” para romance, nem vice-versa. Cada gênero tem suas características, suas especificidades, suas dificuldades, um modo de trabalho próprio, que requer do escritor certas características de personalidade e de atividade. É preciso ficar claro também que um romance não desenvolvido não é um conto. Ele só será conto se tiver a estrutura do conto. Outra coisa importante&lt;span&gt;  &lt;/span&gt;é que o conto precisa contar uma história: a trama (em inglês, &lt;i&gt;plot&lt;/i&gt;) é um elemento fundamental e condição &lt;i&gt;sine qua &lt;/i&gt;non. Foi por compreender tudo isso que eu parei de escrever contos. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;text-justify:inter-ideograph"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  &gt;A diferença entre romance e novela é tênue e é ponto de discussão mesmo entre os estudiosos. Há um acordo de que o diferencial é que a novela tem uma trama única e o romance tem, além da trama principal, várias tramas secundárias entrelaçadas, o que produz maior número de personagens e de ambientações. Diante disso, a novela seria um gênero a meio caminho entre o conto, com toda sua unicidade e objetividade, e o romance, com sua pluralidade e complexidade. Algo como um conto mais desenvolvido ou um romance simplificado. É importante não confundir o gênero literário “novela” com o gênero televisivo “novela”, pois são objetos com estruturas e características diferentes.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;text-justify:inter-ideograph"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  &gt;E finalmente temos o romance, com muitas tramas, muitas personagens, muitos ambientes, amplitude temporal e quantidade ilimitada de páginas para o autor escrever o quanto quiser. Por ser um texto em geral longo, o romance exige maior detalhamento na caracterização das personagens e ambientes, e a verossimilhança precisa ser mantida ao longo de toda a história. Por outro lado, o romance não precisa ser brilhante todo o tempo, mas pode ter partes mais interessantes e partes menos interessantes&lt;span&gt;  &lt;/span&gt;– no romance, há lugar para o erro e para a tentativa. Romance não é um conto longo, é um gênero específico. A mesma pessoa que me disse que no conto é importante saber terminar disse que, no romance, é importante saber começar. O primeiro capítulo é importantíssimo, pois é ele que vai apresentar o universo da ficção: quem são as personagens, qual é o ambiente, qual é o maior problema, que a personagem principal tem que resolver, e isso tem que ser feito de uma forma interessante (evitando o excesso de didatismo) para que o leitor queira ler o segundo capítulo. Por isso atualmente alguns autores estão preferindo começar o livro com uma cena de ação ou suspense, que chamam “Prólogo”, para só depois começar a contextualização necessária do primeiro capítulo, em geral usando o recurso do &lt;i&gt;flashback.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;text-justify:inter-ideograph"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  &gt;Esta foi uma breve apresentação dos gêneros mais usados na prosa literária. Como isso é assunto de Teoria da Literatura, não me preocupei em dar detalhes. Há vários sites mais especializados no assunto e, na dúvida, quem tiver interesse pode começar o estudo pela Wikipedia mesmo: &lt;a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Cr%C3%B4nica_(literatura_e_jornalismo)"&gt;Crônica (literatura e jornalismo)&lt;/a&gt;, &lt;a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Conto"&gt;Conto&lt;/a&gt;, &lt;a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Novela"&gt;Novela&lt;/a&gt;, &lt;a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Romance"&gt;Romance&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/397518384120397677-7759883151252733742?l=monicadorin.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://monicadorin.blogspot.com/feeds/7759883151252733742/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://monicadorin.blogspot.com/2011/08/romance-novela-conto-cronica.html#comment-form' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/397518384120397677/posts/default/7759883151252733742'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/397518384120397677/posts/default/7759883151252733742'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://monicadorin.blogspot.com/2011/08/romance-novela-conto-cronica.html' title='ROMANCE, NOVELA, CONTO, CRÔNICA'/><author><name>Mônica Cadorin</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12021522543152657816</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='28' src='http://3.bp.blogspot.com/_-LINuKBSmIM/Si5EaG8i_KI/AAAAAAAAAAY/5JmZW5M5kI0/S220/foto.jpg'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-397518384120397677.post-7654803242021729355</id><published>2011-08-11T14:35:00.004-03:00</published><updated>2011-08-11T14:46:17.331-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Técnica de escrita'/><title type='text'>JORNADA DO HERÓI</title><content type='html'>&lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  &gt;Pesquisando daqui e dali, visitando blogs de meus amigos, encontrei referência a um certo tipo de estrutura, usado especialmente para contar histórias fantásticas, que se chama Jornada do Herói (explicações &lt;i&gt;&lt;a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Monomito"&gt;aqui&lt;/a&gt; &lt;/i&gt;e &lt;i&gt;&lt;a href="http://hosted.zeh.com.br/misc/senac/4semestre/prj/jornada.pdf"&gt;aqui&lt;/a&gt;&lt;/i&gt;). Nas minhas histórias, a Jornada está relacionada a situações de exílio, que expliquei &lt;i&gt;aqui&lt;/i&gt;. Os elementos dessa Jornada do Herói, com as devidas adaptações ao meu estilo e ao tipo de trama que eu conto, estão nitidamente presentes em sete das minhas histórias: &lt;b&gt;&lt;i&gt;&lt;a href="http://romancesmonica.blogspot.com/search/label/Pelo%20poder%20ou%20pela%20honra"&gt;Pelo poder ou pela honra&lt;/a&gt;, &lt;a href="http://romancesmonica.blogspot.com/search/label/O%20maior%20de%20todos"&gt;O maior de todos&lt;/a&gt;, &lt;a href="http://romancesmonica.blogspot.com/search/label/Primeiro%20a%20honra"&gt;Primeiro a honra&lt;/a&gt;, &lt;a href="http://romancesmonica.blogspot.com/search/label/Amor%20de%20reden%C3%A7%C3%A3o"&gt;Amor de redenção&lt;/a&gt;, &lt;a href="http://romancesmonica.blogspot.com/search/label/F%C3%A1brica"&gt;Fábrica&lt;/a&gt;, &lt;a href="http://romancesmonica.blogspot.com/search/label/O%20canhoto"&gt;O canhoto&lt;/a&gt;, &lt;a href="http://romancesmonica.blogspot.com/search/label/Rosinha"&gt;Rosinha&lt;/a&gt;.&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  &gt;Há duas diferenças importantes entre a Jornada do Herói e a estrutura dessas minhas histórias que de alguma forma acompanham esse modelo. Uma é a atuação do Mentor, que surge para encorajar o herói e entrar no mundo mágico. Nas minhas histórias, o Mentor em geral aparece depois que o herói já está fora de sua realidade, justamente para ajudá-lo a sair. E a segunda diferença, relacionada a essa primeira, é que minhas personagens não têm medo de enfrentar a Jornada, e não precisam de ajuda para entrar nesse “mundo mágico”- no meu caso, algum tipo de exílio – porque são jogadas dentro dele à força. Me faz lembrar da Divina Comédia, em que Dante de repente se vê na floresta escura (já é exílio) e Virgílio lhe aparece (Mentor) para guiá-lo até a nova realidade (Paraíso), embora passando pelos caminhos mais difíceis e sofridos (Inferno e Purgatório). É mais ou menos isso o que acontece nas minhas histórias: a personagem é forçada a algum tipo de exílio (ou por algum motivo o procura), onde encontra um Mentor para ajudá-la a amadurecer, resolver seus problemas e voltar.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  &gt;Outro aspecto interessante de destacar é que nem sempre o herói da jornada é a personagem principal, como é o caso de &lt;b&gt;&lt;i&gt;&lt;a href="http://romancesmonica.blogspot.com/search/label/O%20maior%20de%20todos"&gt;O maior de todos&lt;/a&gt;&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;, que tem &lt;a href="http://romancesmonica.blogspot.com/search/label/O%20maior%20de%20todos"&gt;Curt&lt;/a&gt; como personagem principal mas é Karl quem enfrenta a busca por si mesmo. Também é interessante o caso de &lt;a href="http://romancesmonica.blogspot.com/search/label/Pelo%20poder%20ou%20pela%20honra"&gt;Ninette&lt;/a&gt;, em &lt;b&gt;&lt;i&gt;&lt;a href="http://romancesmonica.blogspot.com/search/label/Pelo%20poder%20ou%20pela%20honra"&gt;Pelo poder ou pela honra&lt;/a&gt;&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;, que supera a maior crise, enfrenta a morte, vence o medo mas perde o elixir. Quando fui ver se &lt;a href="http://romancesmonica.blogspot.com/search/label/O%20canhoto"&gt;Nicolaas&lt;/a&gt; passava por essas etapas, tive dificuldade em definir os eventos de cada etapa e conclui que ele, na verdade, enfrenta três jornadas de uma só vez: uma de caráter religioso, com &lt;a href="http://romancesmonica.blogspot.com/search/label/O%20canhoto"&gt;Maurits&lt;/a&gt; como Mentor e a superação do passado como Elixir; a segunda é pessoal, com &lt;a href="http://romancesmonica.blogspot.com/search/label/O%20canhoto"&gt;Miguel&lt;/a&gt; como Mentor e a superação do sinistrismo como Elixir; a terceira é social, com &lt;a href="http://romancesmonica.blogspot.com/search/label/O%20canhoto"&gt;Frans&lt;/a&gt; como Mentor e a Cruzada como Elixir. São três jornadas entrelaçadas, e as etapas de cada uma não acontecem ao mesmo tempo, mas cada uma em seu momento dentro de cada jornada.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  &gt;É interessante pensar como essa estrutura está relacionada a uma espécie de inconsciente coletivo cultural uma vez que, mesmo sem buscar por ela, muitos escritores – eu inclusive – acabam por encontrá-la. Também é interessante que uma estrutura característica de romances de fantasia possa ser usada com sucesso em outros tipos de romances.&lt;/span&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/397518384120397677-7654803242021729355?l=monicadorin.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://monicadorin.blogspot.com/feeds/7654803242021729355/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://monicadorin.blogspot.com/2011/08/jornada-do-heroi.html#comment-form' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/397518384120397677/posts/default/7654803242021729355'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/397518384120397677/posts/default/7654803242021729355'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://monicadorin.blogspot.com/2011/08/jornada-do-heroi.html' title='JORNADA DO HERÓI'/><author><name>Mônica Cadorin</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12021522543152657816</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='28' src='http://3.bp.blogspot.com/_-LINuKBSmIM/Si5EaG8i_KI/AAAAAAAAAAY/5JmZW5M5kI0/S220/foto.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-397518384120397677.post-3741223080147307410</id><published>2011-08-01T22:49:00.005-03:00</published><updated>2011-08-11T14:35:53.836-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Respostas a comentários'/><title type='text'>Quando você acha que as mortes ultrapassam dos limites?</title><content type='html'>&lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;text-justify:inter-ideograph"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;Tenho pensado muito sobre essa pergunta, que me foi feita pela &lt;i&gt;&lt;a href="http://jovem-escritora.blogspot.com/"&gt;Amanda&lt;/a&gt;&lt;/i&gt;, e a conclusão a que chego é sempre a mesma: nunca. As mortes na ficção nunca ultrapassam nenhum limite. Matar as personagens não é uma questão ética, mas ficcional, e a ficção segue leis próprias, que não se baseiam nos princípios do mundo real. Quando um autor cria uma história e se mete a escrevê-la, é porque quer tratar de um tema, com um determinado objetivo, mesmo que não tenha plena consciência disso. Então, quando acontecem mortes na ficção, é porque há um plano maior de desenvolvimento da história, que faz com que aquelas mortes sejam necessárias. Diante disso, o limite aceitável de mortes varia conforme os objetivos do autor. Em &lt;b style="mso-bidi-font-weight:normal"&gt;&lt;i style="mso-bidi-font-style: normal"&gt;&lt;a href="http://romancesmonica.blogspot.com/search/label/O%20maior%20de%20todos"&gt;O maior de todos&lt;/a&gt;&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;, eu tenho Peste Negra e um complô para tomada de poder. É óbvio que morre muita gente, pois tenho dois eventos altamente mortais. Em &lt;b style="mso-bidi-font-weight:normal"&gt;&lt;i style="mso-bidi-font-style: normal"&gt;&lt;a href="http://romancesmonica.blogspot.com/search/label/Vingan%C3%A7a"&gt;Vingança&lt;/a&gt;&lt;/i&gt;&lt;/b&gt; também morre gente, pois o objetivo da história é contar a tentativa de vingança do rapaz.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;text-justify:inter-ideograph"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;Quando estruturo uma história, já decido quem precisa morrer quando e como, e as conseqüências dessa morte na vida das personagens principais. Depois, à medida que vou escrevendo a história e desenvolvendo as personagens, fico com pena, e tento poupá-las do destino decidido, mas nunca tenho como fugir, pois aquela morte é apenas um elo numa cadeia maior e, se a morte não acontecer, o rumo da história muda e ela pode, inclusive, se tornar inviável. Então eu tento envolver o leitor, para que ele sofra comigo por aquela morte inevitável, e entenda como ela era necessária para o crescimento emocional do protagonista e a continuação da história em seus objetivos.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;text-justify:inter-ideograph"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;Como já contei que há uma – e apenas uma – morte que eu podia ter evitado, porque não era essencial ao prosseguimento da história. Foi a única vez que, ao chegar a hora, eu perguntei “essa personagem precisa mesmo morrer?” e, embora a resposta tenha sido “não”, eu segui em frente e a fiz morrer, e contei cada etapa do processo de morte com todos os detalhes que pude. Eu podia ter evitado essa morte mas não o fiz, justificando que “a morte não mata só quem tem que morrer”. Sempre leio esse capítulo com um lenço na mão, porque as lágrimas são inevitáveis.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;text-justify:inter-ideograph"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;Então, Amanda, minha opinião é de que não há limite para a quantidade de mortes numa história. Tudo vai depender dos objetivos do autor e da estrutura montada. Pode não ser necessária nenhuma morte, ou o autor pode ter que matar todas as personagens. Também considero que não há limite qualitativo para as mortes, pelos mesmos motivos. O autor pode precisar apenas da morte de uma personagem terciária, ou pode precisar da morte do próprio protagonista para atingir seus objetivos. Tenho algumas histórias assim (umas sete, numa conta rápida), que acabam porque o protagonista morreu.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;text-justify:inter-ideograph; mso-layout-grid-align:none;text-autospace:none"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;Também não vejo necessidade de limite para a maneira como a personagem morre (doença, acidente, assassinato, suicídio), nem para a quantidade de detalhes que o autor decide contar ao leitor – e aqui vou fugir só um pouquinho do tema da pergunta. Eu gosto de descrever os sintomas, as sensações, os sentimentos e pensamentos da personagem que está morrendo. Acho que isso a torna humana, e cria empatia com o leitor, que pode ter experiência de morte sem precisar passar por ela. É bem verdade que eu também nunca morri para ter a experiência que estou contando mas, a partir dos sintomas (informação que um médico ou um bom artigo de medicina pode dar), e do conhecimento que tenho da personagem, consigo imaginar como ela deve estar vivendo essa experiência, e por isso conto. Conforme seja meu vínculo afetivo com a personagem (que eu suponho seja semelhante ao do leitor com a personagem), eu enfoco mais ou menos os detalhes desagradáveis do que elas estão passando. Isso fica bem nítido em dois enforcamentos que acontecem em &lt;b style="mso-bidi-font-weight:normal"&gt;&lt;i style="mso-bidi-font-style:normal"&gt;&lt;a href="http://romancesmonica.blogspot.com/search/label/O%20maior%20de%20todos"&gt;O maior de todos&lt;/a&gt;&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;. Em um deles, como eu tinha simpatia pela personagem, o texto ficou assim: “Ele fez um gesto ao carrasco, que puxou uma corda, e o chão abriu sob &lt;i style="mso-bidi-font-style:normal"&gt;Fulano. Os amigos &lt;/i&gt;não contiveram mais as lágrimas. &lt;i style="mso-bidi-font-style:normal"&gt;Fulano &lt;/i&gt;debateu-se com força quase um minuto mas logo acalmou: estava morto”. Como eu não gostava da outra personagem, o texto ficou assim: “Karl fez um gesto ao carrasco, que puxou uma corda e o chão abriu sob &lt;i style="mso-bidi-font-style:normal"&gt;Beltrano&lt;/i&gt;. O corpo contorceu-se com violência alguns segundos e depois parou: &lt;i style="mso-bidi-font-style:normal"&gt;o feio &lt;/i&gt;estava morto” (as expressões em itálico são para não dizer os nomes nem dar detalhes da trama).&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;text-justify:inter-ideograph; mso-layout-grid-align:none;text-autospace:none"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;Nenhuma morte é fácil de ser contada, seja uma doença que consome (peste bubônica, pneumonia, enfarto, falência renal, virose, sarampo, depressão), um enforcamento, um envenenamento, um desmoronamento, uma queda de um lugar alto, uma espada (ou adaga ou punhal) que atravessa os órgãos ou o corpo inteiro, uma pancada na cabeça, uma adaga que corta a traquéia, o frio que congela o sangue, um emparedamento, um ataque de onça (percebam que eu não uso arma de fogo). Todas são difíceis de descrever e detalhar, mas é um procedimento necessário para chamar o leitor para dentro da história. Assim como se descreve em detalhes as cenas de amor, os beijos e carinhos, acho que também cabe descrever as cenas de horror. É esse conjunto que dá verdade a um livro. Além de tudo, a vida é assim, e o destino de todos nós, reais ou fictícios, é o mesmo: a morte. Precisamos parar de ter medo do inexorável.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/397518384120397677-3741223080147307410?l=monicadorin.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://monicadorin.blogspot.com/feeds/3741223080147307410/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://monicadorin.blogspot.com/2011/08/quando-voce-acha-que-as-mortes.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/397518384120397677/posts/default/3741223080147307410'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/397518384120397677/posts/default/3741223080147307410'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://monicadorin.blogspot.com/2011/08/quando-voce-acha-que-as-mortes.html' title='Quando você acha que as mortes ultrapassam dos limites?'/><author><name>Mônica Cadorin</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12021522543152657816</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='28' src='http://3.bp.blogspot.com/_-LINuKBSmIM/Si5EaG8i_KI/AAAAAAAAAAY/5JmZW5M5kI0/S220/foto.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-397518384120397677.post-8503562552549188560</id><published>2011-07-22T12:12:00.002-03:00</published><updated>2011-08-01T23:02:52.132-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Curiosidade'/><title type='text'>ESCREVER SOBRE A ROTINA</title><content type='html'>&lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;text-justify:inter-ideograph"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  &gt;Muitos de meus romances provavelmente poderiam ser classificados como romance de ação, pois eu gosto de focar na sucessão de eventos relevantes. Eu estou sempre contando o momento da vida daquela personagem quando ela está decidindo o rumo de sua vida, tomando decisões, resolvendo conflitos com a sociedade e consigo mesma, superando todos os obstáculos que eu e a vida colocamos na frente dela.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;text-justify:inter-ideograph"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  &gt;Uma história eu quis fazer diferente e contar justamente uma vida sem grandes conflitos, sem grandes feios e eventos – quis falar da rotina da vida comum. Essa história foi &lt;b style="mso-bidi-font-weight:normal"&gt;&lt;i style="mso-bidi-font-style: normal"&gt;&lt;a href="http://romancesmonica.blogspot.com/search/label/Construir%20a%20terra%20conquistar%20a%20vida"&gt;Construir a terra, conquistar a vida&lt;/a&gt;&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;. Acho que por isso precisei de tantas páginas (876 manuscritas) pois falar do cotidiano dá mais trabalho do que destacar eventos importantes, mesmo sem contar os dias um por um. Bem, essa história também tem a particularidade de falar da vida de duas gerações: com mais personagens, com certeza se tem mais páginas.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: georgia; font-size: small; "&gt;Escrever sobre a rotina pode se tornar enfadonho e cansativo, pois a primeira impressão é de mesmice e repetição. E aí está a graça: um dia nunca é igual ao outro. E há os eventos meteorológicos e históricos que interferem na vida das personagens e ajudam a fazer que os dias sejam diferentes. Então, uma história sobre a rotina não é uma história monótona, e serve até de reflexão para nós tomarmos consciência de que nossa vida não é rotina, não é mesmice, não é repetição, mas cada dia é diferente e único para a história da vida de cada um de nós. Cada dia de nossa vida é um livro, original e interessante, que nós escrevemos, da melhor forma que podemos, tentando fazê-lo único e maravilhoso. Assim foram as vidas de Duarte, Fernão e suas famílias: rotineiras, monótonas, maravilhosas e interessantes.&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/397518384120397677-8503562552549188560?l=monicadorin.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://monicadorin.blogspot.com/feeds/8503562552549188560/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://monicadorin.blogspot.com/2011/07/escrever-sobre-rotina.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/397518384120397677/posts/default/8503562552549188560'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/397518384120397677/posts/default/8503562552549188560'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://monicadorin.blogspot.com/2011/07/escrever-sobre-rotina.html' title='ESCREVER SOBRE A ROTINA'/><author><name>Mônica Cadorin</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12021522543152657816</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='28' src='http://3.bp.blogspot.com/_-LINuKBSmIM/Si5EaG8i_KI/AAAAAAAAAAY/5JmZW5M5kI0/S220/foto.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-397518384120397677.post-2191450986161162780</id><published>2011-07-13T19:47:00.002-03:00</published><updated>2011-07-22T12:29:57.463-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Atualidade'/><title type='text'>LANÇAMENTO DE “PRIMEIRO A HONRA”</title><content type='html'>Conforme planejado, o evento de lançamento do meu sétimo livro aconteceu no último dia 7, no &lt;a href="http://www.mcescolademusica.com/page1.aspx"&gt;Centro Cultural M&amp;amp;C&lt;/a&gt;. Tudo correu muito bem, e foi ótimo encontrar os amigos que vejo com freqüência, e amigos que eu não via a meses e até anos. Adorei a oportunidade de falar do meu livro, do meu blog, da minha carreira.&lt;br /&gt;A mesa de petiscos tinha biscoitos, pastinhas e refrigerante, e uma “bargirl” preparava na hora caipiroskas e mojitos. Embora o lançamento estivesse previsto para acabar às 21h, ficamos lá até 21h30, conversando e beliscando.&lt;br /&gt;Graças ao frio (foi a semana mais fria do ano na cidade até agora) e à vida cheia de compromissos dos meus amigos e leitores, muitos não conseguiram estar presentes. Não tenho como mandar as bebidinhas pelo correio, mas o livro, sim. Então, quem tiver interesse pode &lt;a href="http://www.livrosdemonica.blogspot.com/"&gt;adquirir o livro&lt;/a&gt; e recebê-lo em casa. Comemorando o lançamento, &lt;a href="http://livrosdemonica.blogspot.com/2010/11/para-ter-informacoes-sobre-os-livros.html"&gt;todos os livros&lt;/a&gt; estão com frete grátis durante o mês de julho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Depois, no dia 13, fiz uma manhã de autógrafos na &lt;a href="http://www.curvesafonsopena.blogspot.com/"&gt;Curves&lt;/a&gt;. Foi muito interessante misturar atividade física, boa forma e literatura. As meninas são animadas não só para se exercitar mas também para ler.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As fotos dos dois eventos estão neste &lt;a href="http://goo.gl/uur52"&gt;álbum&lt;/a&gt;.&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Agradeço a quem esteve presente, e também a quem queria ir mas por algum motivo não pôde; e a todos que me desejaram sucesso, e ficaram torcendo por mim. Muito obrigada!&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/397518384120397677-2191450986161162780?l=monicadorin.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://monicadorin.blogspot.com/feeds/2191450986161162780/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://monicadorin.blogspot.com/2011/07/lancamento-de-primeiro-honra.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/397518384120397677/posts/default/2191450986161162780'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/397518384120397677/posts/default/2191450986161162780'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://monicadorin.blogspot.com/2011/07/lancamento-de-primeiro-honra.html' title='LANÇAMENTO DE “PRIMEIRO A HONRA”'/><author><name>Mônica Cadorin</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12021522543152657816</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='28' src='http://3.bp.blogspot.com/_-LINuKBSmIM/Si5EaG8i_KI/AAAAAAAAAAY/5JmZW5M5kI0/S220/foto.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-397518384120397677.post-3865721779896775442</id><published>2011-07-01T12:02:00.003-03:00</published><updated>2011-07-01T12:13:25.434-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Atualidade'/><title type='text'>RELATÓRIO DE PROGRESSO – 1 MÊS</title><content type='html'>&lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;text-justify:inter-ideograph"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  &gt;Faz exatamente um mês que estou escrevendo meu novo romance (&lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal"&gt;&lt;i style="mso-bidi-font-style:normal"&gt;&lt;a href="http://romancesmonica.blogspot.com/search/label/Rosinha"&gt;Rosinha&lt;/a&gt;&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;). Comecei pela contextualização da época, do local, da situação social e econômica; apresentei o casal principal e o relacionamento entre eles; também já inseri o &lt;i style="mso-bidi-font-style:normal"&gt;mot&lt;/i&gt; da história: ele quer ir trabalhar em São Paulo para melhorar de vida. Acho que fiz de um jeito interessante, partindo do contexto mais abrangente até chegar ao problema pessoal da personagem principal.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;text-justify:inter-ideograph"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  &gt;Comecei a narração na década de 1870, apresentei as personagens em 1913 e estou chegando a 1915, quando há o primeiro ponto de virada importante na história. Há dois aspectos a comentar aqui. O primeiro é o estilo cinematográfico da introdução, como se uma câmera estivesse longe e viesse se aproximando, enquanto o tempo passa, para focar no meu casal, conversando à sombra de uma árvore. O segundo aspecto é essa questão do Ponto de Virada. Ano passado, encontrei na Internet um texto explicando &lt;a href="http://www.jrocha.com.br/artigos?pag=ARTICLE_ESTRUTURA"&gt;&lt;i&gt;como um romance deve ser estruturado&lt;/i&gt;&lt;/a&gt;, numa espécie de "fórmula dos Best Sellers". Segundo esse texto, uma história deve ter cinco pontos de virada; o primeiro deve acontecer a 10% do desenvolvimento do texto e o segundo a 25%. Ora, por mais que eu tenha toda a estrutura elaborada antes de começar a escrever – e essa história em particular tenha mesmo cinco pontos de virada previstos – eu não sei se o primeiro ficou em 10% e se o segundo vai cair em 25%. E depois que eu coloco os pontos de virada nos lugares deles, eu não posso ficar movendo “mais pra lá” ou “mais pra cá”, para que fiquem na posição “ideal”. É por isso que eu não gosto de fórmulas prontas, e minhas histórias não serão amoldadas por força a nenhuma estrutura pré-estabelecida que alguém (o mercado? os críticos?) decidiu que é a melhor. Fazer sucesso renunciando ao meu estilo e aos meus procedimentos é algo que não está nos meus planos. Mas não quero entrar em detalhes quanto às imposições do mercado editorial. Melhor falar da minha história&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;text-justify:inter-ideograph"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  &gt;Já percebi que não fiz descrições. Minhas personagens são tão comuns que eu esqueço que preciso dizer isso em algum lugar. Pelo menos já identifiquei a falha, e encontrei os pontos em que vou inserir as descrições, então vou resolver logo isso, para não ficar devendo para a hora da revisão.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;text-justify:inter-ideograph"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  &gt;Então estamos chegando a 1915, o primeiro ponto de tensão, quando Toni terá que decidir entre enfrentar a família e afastar-se de seu amor para viver seu sonho e tentar mudar seu destino; ou aceitar seu destino, renunciando a seu sonho, para ficar em paz com sua família e junto de seu amor. Será que ele vai escolher a dificuldade ou a tranquilidade?&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/397518384120397677-3865721779896775442?l=monicadorin.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://monicadorin.blogspot.com/feeds/3865721779896775442/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://monicadorin.blogspot.com/2011/07/relatorio-de-progresso-1-mes.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/397518384120397677/posts/default/3865721779896775442'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/397518384120397677/posts/default/3865721779896775442'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://monicadorin.blogspot.com/2011/07/relatorio-de-progresso-1-mes.html' title='RELATÓRIO DE PROGRESSO – 1 MÊS'/><author><name>Mônica Cadorin</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12021522543152657816</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='28' src='http://3.bp.blogspot.com/_-LINuKBSmIM/Si5EaG8i_KI/AAAAAAAAAAY/5JmZW5M5kI0/S220/foto.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-397518384120397677.post-7562370026104769092</id><published>2011-06-21T19:24:00.003-03:00</published><updated>2011-06-21T19:45:17.723-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Curiosidade'/><title type='text'>EXÍLIO</title><content type='html'>&lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;text-justify:inter-ideograph"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  &gt;&lt;span class="apple-style-span"&gt;&lt;span style="color: black; "&gt;Refletindo sobre&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="apple-converted-space"&gt;&lt;span style="color: black; "&gt; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="apple-style-span"&gt;&lt;b&gt;&lt;i&gt;&lt;span style="color: black; "&gt;&lt;a href="http://romancesmonica.blogspot.com/search/label/O%20canhoto"&gt;O canhoto&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="apple-style-span"&gt;&lt;span style="color: black; "&gt;, percebi aspectos interessantes e recorrentes nas minhas histórias. Percebi que muitas vezes alguma personagem precisa enfrentar algum tipo de exílio, em geral injustamente, mas esse exílio é o afastamento necessário para o amadurecimento da personagem: sair de si para se encontrar. Ao enfrentar uma situação-limite, a personagem é afastada do mundo, isolada, para que supere suas dificuldades emocionais e possa voltar ao mundo mais fortalecida e preparada para resolver seus problemas.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;text-justify:inter-ideograph"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  &gt;&lt;span class="apple-style-span"&gt;&lt;span style="color: black; "&gt;O local de exílio preferido é algum tipo de deserto, inabitado, de forma que a personagem possa ficar a sós consigo mesma (solidão) para encontrar seu caminho de crescimento pessoal, como acontece com&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="apple-converted-space"&gt;&lt;span style="color: black; "&gt; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="apple-style-span"&gt;&lt;span style="color: black; "&gt;&lt;a href="http://romancesmonica.blogspot.com/search/label/O%20Aro%20de%20Ouro"&gt;&lt;i&gt;Lucas&lt;/i&gt;&lt;/a&gt;,&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="apple-converted-space"&gt;&lt;span style="color: black; "&gt; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="apple-style-span"&gt;&lt;i&gt;&lt;span style="color: black; "&gt;&lt;a href="http://romancesmonica.blogspot.com/search/label/O%20processo%20de%20Ser"&gt;Ilya&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="apple-style-span"&gt;&lt;span style="color: black; "&gt;,&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="apple-converted-space"&gt;&lt;span style="color: black; "&gt; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="apple-style-span"&gt;&lt;i&gt;&lt;span style="color: black; "&gt;&lt;a href="http://romancesmonica.blogspot.com/search/label/Nem%20tudo%20que%20brilha..."&gt;Isabel&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="apple-converted-space"&gt;&lt;span style="color: black; "&gt; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="apple-style-span"&gt;&lt;span style="color: black; "&gt;(&lt;b&gt;&lt;i&gt;&lt;a href="http://romancesmonica.blogspot.com/search/label/Nem%20tudo%20que%20brilha..."&gt;Nem tudo que brilha...&lt;/a&gt;&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;), e&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="apple-converted-space"&gt;&lt;span style="color: black; "&gt; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="apple-style-span"&gt;&lt;i&gt;&lt;span style="color: black; "&gt;&lt;a href="http://romancesmonica.blogspot.com/search/label/Vingan%C3%A7a"&gt;Mário&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="apple-style-span"&gt;&lt;span style="color: black; "&gt;. Outras vezes o exílio se configura por a personagem simplesmente estar afastada de seu ambiente habitual e doméstico, que é o que acontece com&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="apple-converted-space"&gt;&lt;span style="color: black; "&gt; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="apple-style-span"&gt;&lt;i&gt;&lt;span style="color: black; "&gt;&lt;a href="http://romancesmonica.blogspot.com/search/label/Construir%20a%20terra%20conquistar%20a%20vida"&gt;Duarte&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="apple-style-span"&gt;&lt;span style="color: black; "&gt;,&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="apple-converted-space"&gt;&lt;span style="color: black; "&gt; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="apple-style-span"&gt;&lt;i&gt;&lt;span style="color: black; "&gt;&lt;a href="http://romancesmonica.blogspot.com/search/label/Primeiro%20a%20honra"&gt;Rosala&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="apple-style-span"&gt;&lt;span style="color: black; "&gt;,&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="apple-converted-space"&gt;&lt;span style="color: black; "&gt; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="apple-style-span"&gt;&lt;i&gt;&lt;span style="color: black; "&gt;&lt;a href="http://romancesmonica.blogspot.com/search/label/O%20canhoto"&gt;Nicolaas&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="apple-converted-space"&gt;&lt;span style="color: black; "&gt; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="apple-style-span"&gt;&lt;span style="color: black; "&gt;e&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="apple-converted-space"&gt;&lt;span style="color: black; "&gt; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="apple-style-span"&gt;&lt;i&gt;&lt;span style="color: black; "&gt;&lt;a href="http://romancesmonica.blogspot.com/search/label/F%C3%A1brica"&gt;Caty&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="apple-style-span"&gt;&lt;span style="color: black; "&gt;. São exílios quase auto-impostos, embora não desejados pelas personagens – são o afastamento necessário para o amadurecimento, e a personagem se mantém nele até que tenha condições de solucionar seus problemas e voltar – ou não.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;text-justify:inter-ideograph"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  &gt;&lt;span class="apple-style-span"&gt;&lt;span style="color: black; "&gt;Nas 54 histórias que escrevi (ou estou escrevendo), 30 personagens enfrentam o exílio (o mesmo grupo no mesmo lugar ao mesmo tempo e pelo mesmo motivo conta como uma personagem). 17 são isoladas num lugar deserto, e 13 são simplesmente afastadas de seu ambiente habitual. Dessas 30 personagens, 20 retornam a seu mundo para resolverem seus problemas mas 8 passam tanto tempo exiladas que, pela impotência em saírem do exílio, são forçadas a construir suas vidas ali – e alguns chegam mesmo a ser felizes, como é o caso de&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="apple-converted-space"&gt;&lt;span style="color: black; "&gt; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="apple-style-span"&gt;&lt;i&gt;&lt;span style="color: black; "&gt;&lt;a href="http://romancesmonica.blogspot.com/search/label/Construir%20a%20terra%20conquistar%20a%20vida"&gt;Duarte&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="apple-style-span"&gt;&lt;span style="color: black; "&gt;, exilado de Portugal, e que construiu o Rio de Janeiro, sua nova terra, para poder conquistar uma vida melhor. Há ainda dois casos em que a personagem volta para resolver assuntos pendentes (&lt;b&gt;&lt;i&gt;&lt;a href="http://romancesmonica.blogspot.com/search/label/Vingan%C3%A7a"&gt;Vingança&lt;/a&gt;&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="apple-converted-space"&gt;&lt;span style="color: black; "&gt; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="apple-style-span"&gt;&lt;span style="color: black; "&gt;e&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="apple-converted-space"&gt;&lt;span style="color: black; "&gt; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="apple-style-span"&gt;&lt;b&gt;&lt;i&gt;&lt;span style="color: black; "&gt;&lt;a href="http://romancesmonica.blogspot.com/search/label/Rosinha"&gt;Rosinha&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="apple-style-span"&gt;&lt;span style="color: black; "&gt;) mas na verdade já têm sua vida construída no exílio.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;text-justify:inter-ideograph"&gt;&lt;span class="apple-style-span"&gt;&lt;span style="color: black; "&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  &gt;Quando a personagem retorna, ela nunca volta ao ponto exato de onde saiu, pois a realidade está diferente e ela mesma está diferente, mais madura e fortalecida. Então, mesmo quando há o retorno, é necessário reconstruir a própria vida, dentro da nova realidade dela e do mundo.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;text-justify:inter-ideograph"&gt;&lt;span class="apple-style-span"&gt;&lt;span style="color: black; "&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  &gt;Embora o exílio seja injusto e não desejado (apesar de necessário e auto-imposto), minhas personagens não o temem, mas enfrentam com coragem, confiantes em que conseguirão superá-lo, ou resignadas por agora fazerem parte daquela situação desagradável – e é essa coragem que permite a elas amadurecerem para poderem voltar, ou construírem uma nova vida no ambiente do exílio. Tenho orgulho de dizer que essa coragem de todos eles é minha. Coragem de amadurecer, coragem de enfrentar novas realidades, coragem de mudar sempre que necessário, para me tornar uma pessoa melhor.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:15.0pt;font-family:Georgia;color:black"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/397518384120397677-7562370026104769092?l=monicadorin.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://monicadorin.blogspot.com/feeds/7562370026104769092/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://monicadorin.blogspot.com/2011/06/exilio.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/397518384120397677/posts/default/7562370026104769092'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/397518384120397677/posts/default/7562370026104769092'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://monicadorin.blogspot.com/2011/06/exilio.html' title='EXÍLIO'/><author><name>Mônica Cadorin</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12021522543152657816</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='28' src='http://3.bp.blogspot.com/_-LINuKBSmIM/Si5EaG8i_KI/AAAAAAAAAAY/5JmZW5M5kI0/S220/foto.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-397518384120397677.post-2348058192373081350</id><published>2011-06-11T17:27:00.004-03:00</published><updated>2011-06-11T17:39:44.279-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Técnica de escrita'/><title type='text'>DEUS EX-MACHINA</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;Já usei essa expressão algumas vezes em textos publicados aqui, e já me perguntaram o que significa, então resolvi explicar o que é e aproveitar para comentar como uso essa ferramenta.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;text-justify:inter-ideograph"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;text-justify:inter-ideograph"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;Deus-ex-machina é uma expressão em latim que quer dizer mais ou menos “uma divindade saindo de um dispositivo”. Descontextualizado, não faz mesmo sentido. Precisamos saber um pouco da história da Grécia clássica e seu Teatro. A tragédia – a grande forma - contava especialmente histórias mitológicas, de deuses, semideuses e heróis. A história dizia que o herói enfrentava incontáveis dificuldades até o sucesso final. Muitas vezes, vencia os desafios sozinho mas, outras vezes, precisava de ajuda divina. Então surgia no palco uma estrutura e, de dentro dela, saía algum deus, para ajudar o herói em seu problema. Fazer uma estrutura descer do céu ou brotar da terra sempre requer uma boa engenharia para construir um artefato e fazê-lo mover-se sozinho na direção certa – esse conjunto é o que se chama machina. Portanto, deus-ex-machina é o momento da tragédia grega em que deus sai do artefato de engenharia para interferir definitivamente no destino do herói. Por ser um deus, ele age ignorando as leis da física, da química e da biologia, e também está acima das leis e da moral, e segue uma ética própria, que nem sempre é a ética dos humanos.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;text-justify:inter-ideograph"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;Em literatura, chamamos de deus-ex-machina o momento em que o escritor cria um evento improvável para alcançar o resultado de que precisa para dar continuidade à história. Em geral, por estar agindo como um deus, ele passa por cima das leis da natureza e produz milagres. É aquela chuva que cai bem na hora e deixa o mocinho e a mocinha presos em algum lugar, para que percebam que estão apaixonados; é a distração do vilão que faz o mocinho vencê-lo; é a cura milagrosa de doenças, etc. É bem fácil identificar quando esse artifício está sendo usado, pois o leitor fica com uma sensação de “trapaça”, e pensa logo “essa chuva caiu bem na hora, hein!”, ou “nunca que o vilão vai cometer um erro primário desses”, ou “nossa, que sorte isso acontecer”, ou “ah, é claro que a mocinha tinha que estar ali para o mocinho encontrá-la”. São eventos injustificáveis, às vezes inverossímeis, mas totalmente necessários para que a história aconteça conforme os planos do autor. É importante que se diga que é um recuso possível, permitido, mas que deve ser usado com parcimônia, pois o exagero de deus-ex-machina numa história compromete a verossimilhança. É uma espécie de ato de desespero do autor: quando nada mais vai funcionar, apela-se para o deus-ex-machina.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;text-justify:inter-ideograph"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;Eu faço o possível para não abusar do recurso, pois, como já disse, ele mina a verossimilhança que me custa tanto construir. Ainda assim, às vezes é inevitável para que as personagens tenham o destino que lhes cabe. Há deus-ex-machina quando &lt;i style="mso-bidi-font-style:normal"&gt;&lt;a href="http://romancesmonica.blogspot.com/search/label/Pelo%20poder%20ou%20pela%20honra"&gt;Estienne&lt;/a&gt; &lt;/i&gt;acredita que &lt;i style="mso-bidi-font-style:normal"&gt;&lt;a href="http://romancesmonica.blogspot.com/search/label/Pelo%20poder%20ou%20pela%20honra"&gt;Ninette&lt;/a&gt; &lt;/i&gt;não é quem diz ser. Há deus-ex-machina na forma como &lt;i style="mso-bidi-font-style:normal"&gt;&lt;a href="http://romancesmonica.blogspot.com/search/label/O%20destino%20pelo%20v%C3%A3o%20de%20uma%20janela"&gt;Marie&lt;/a&gt; &lt;/i&gt;conhece &lt;i style="mso-bidi-font-style:normal"&gt;&lt;a href="http://romancesmonica.blogspot.com/search/label/O%20destino%20pelo%20v%C3%A3o%20de%20uma%20janela"&gt;Jacques&lt;/a&gt;&lt;/i&gt;. E também nas coincidências entre &lt;i style="mso-bidi-font-style:normal"&gt;&lt;a href="http://romancesmonica.blogspot.com/search/label/Nem%20tudo%20que%20brilha..."&gt;Isabel&lt;/a&gt; &lt;/i&gt;e &lt;i style="mso-bidi-font-style: normal"&gt;&lt;a href="http://romancesmonica.blogspot.com/search/label/Nem%20tudo%20que%20brilha..."&gt;Cecília&lt;/a&gt;&lt;/i&gt;; na ausência do pai de &lt;i style="mso-bidi-font-style:normal"&gt;&lt;a href="http://romancesmonica.blogspot.com/search/label/F%C3%A1brica"&gt;Caty&lt;/a&gt; &lt;/i&gt;quando &lt;i style="mso-bidi-font-style:normal"&gt;&lt;a href="http://romancesmonica.blogspot.com/search/label/F%C3%A1brica"&gt;Alex&lt;/a&gt; &lt;/i&gt;vai procurá-lo; na posição de &lt;i style="mso-bidi-font-style:normal"&gt;&lt;a href="http://romancesmonica.blogspot.com/search/label/O%20maior%20de%20todos"&gt;Isabel de Durpoin&lt;/a&gt; &lt;/i&gt;enquanto &lt;i style="mso-bidi-font-style:normal"&gt;&lt;a href="http://romancesmonica.blogspot.com/search/label/O%20maior%20de%20todos"&gt;Lisbet Legrant&lt;/a&gt; &lt;/i&gt;avista o arqueiro; no sono excessivo de &lt;i style="mso-bidi-font-style:normal"&gt;&lt;a href="http://romancesmonica.blogspot.com/search/label/A%20noiva%20trocada"&gt;Assunción&lt;/a&gt;&lt;/i&gt;; no não-reconhecimento de que &lt;i style="mso-bidi-font-style:normal"&gt;&lt;a href="http://romancesmonica.blogspot.com/search/label/Vingan%C3%A7a"&gt;Rodrigo&lt;/a&gt; &lt;/i&gt;é &lt;i style="mso-bidi-font-style:normal"&gt;&lt;a href="http://romancesmonica.blogspot.com/search/label/Vingan%C3%A7a"&gt;Mário&lt;/a&gt;&lt;/i&gt;. Não tinha jeito, eu precisava desses eventos para continuar a história.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;text-justify:inter-ideograph"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;E tenho, em &lt;b style="mso-bidi-font-weight:normal"&gt;&lt;i style="mso-bidi-font-style: normal"&gt;&lt;a href="http://romancesmonica.blogspot.com/search/label/Amor%20de%20reden%C3%A7%C3%A3o"&gt;Amor de redenção&lt;/a&gt;&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;, um caso de diabolus-ex-machina (o termo é invenção minha). Chamo assim porque quem apareceu não veio para ajudar, mas era necessário para manter Ágila vivo até encontrar Camila. O próprio fato de Ágila atravessar os séculos vivo é inverossímel, mas a motivação da história (&lt;a href="http://monicadorin.blogspot.com/2010/05/amor-de-redencao.html"&gt;que contei aqui&lt;/a&gt;) exigia tal coisa, e essa espécie de deus-ex-machina foi o meio que encontrei para compor a personagem com todas as características necessárias.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;text-justify:inter-ideograph"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;Percebi que uso bastante o recurso do deus-ex-machina, mas procuro fazer de forma que pareça natural, e que o leitor considere uma “coincidência providencial”, e não uma apelação, ou uma “forçação de barra”. Meus deus-ex-machina costumam ser possíveis dentro da realidade da ficção criada e, portanto, verossímeis.&lt;/span&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/397518384120397677-2348058192373081350?l=monicadorin.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://monicadorin.blogspot.com/feeds/2348058192373081350/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://monicadorin.blogspot.com/2011/06/deus-ex-machina.html#comment-form' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/397518384120397677/posts/default/2348058192373081350'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/397518384120397677/posts/default/2348058192373081350'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://monicadorin.blogspot.com/2011/06/deus-ex-machina.html' title='DEUS EX-MACHINA'/><author><name>Mônica Cadorin</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12021522543152657816</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='28' src='http://3.bp.blogspot.com/_-LINuKBSmIM/Si5EaG8i_KI/AAAAAAAAAAY/5JmZW5M5kI0/S220/foto.jpg'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-397518384120397677.post-1892472891751522761</id><published>2011-06-01T12:07:00.002-03:00</published><updated>2011-06-01T12:11:07.401-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Comemoração'/><title type='text'>SEGUNDO ANIVERSÁRIO</title><content type='html'>&lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  &gt;Obrigada a vocês, meus Seguidores, e a todos os meus leitores fiéis: &lt;i style="mso-bidi-font-style: normal"&gt;Escrever para mim&lt;/i&gt; completa dois anos de vida. Está sendo muito bom para mim ter esse espaço para refletir sobre minha experiência e poder contar a todo mundo, caso sirva para reflexão de outros escritores. Imagino que também deve ser interessante para quem conhece meus romances saber como foram criados e o que me motivou a caracterizar as personagens desta ou daquela forma.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  &gt;O número de seguidores e visitantes vem crescendo (desta vez, vou poupar vocês das estatísticas), e é muito bom poder fazer contato com pessoas que eu não conheceria de outra forma.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  &gt;No primeiro ano, falei de questões mais abrangentes, cuidei de apresentar a mim e a minhas histórias. No segundo ano, aprofundei algumas questões, apresentei meu inconsciente tanto quanto consigo acessá-lo. Para este terceiro ano que se inicia, pretendo fazer textos mais didáticos – tanto quanto é possível se ensinar alguma coisa a alguém – abordando problemas comuns na escrita e soluções que encontrei. São questões que sempre aparecem nos fóruns e comunidades de que participo, de forma que são assuntos sobre os quais tenho refletido bastante ultimamente, e achei que será boa idéia partilhar com todos os meus visitantes as reflexões que tenho feito de uma forma mais privada. Este ano também vocês poderão acompanhar o processo de escrita de meu romance (ainda sem título) que eu chamo de &lt;b&gt;&lt;i&gt;&lt;a href="http://romancesmonica.blogspot.com/search/label/Rosinha"&gt;Rosinha,&lt;/a&gt;&lt;/i&gt;&lt;/b&gt; o nome da personagem que me veio em sonho. Propositadamente comecei a escrever hoje, inaugurando o novo ano com meu já nem tão novo projeto.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  &gt;Não pretendo publicar a história aqui à medida que for escrevendo pois, &lt;a href="http://monicadorin.blogspot.com/2009/06/meu-metodo.html"&gt;conforme já contei&lt;/a&gt;, meu método é bastante rígido e o texto só pode ser mostrado depois da primeira avaliação, que só acontece um ano depois de eu terminar de escrever. Inclusive, só textos APROVADOS (sobreviventes) nessa primeira avaliação são digitados. O que pretendo contar aqui é mesmo sobre o processo de escrever – as idéias, as pesquisas, as dificuldades, as alterações ao projeto original, as retiradas, os acréscimos. É algo que só agora terei oportunidade de fazer, pois comecei o blog depois que já tinha terminado &lt;b style="mso-bidi-font-weight:normal"&gt;&lt;i style="mso-bidi-font-style:normal"&gt;&lt;a href="http://romancesmonica.blogspot.com/search/label/O%20canhoto"&gt;O canhoto&lt;/a&gt;&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;, e &lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal"&gt;&lt;i style="mso-bidi-font-style:normal"&gt;&lt;a href="http://romancesmonica.blogspot.com/search/label/À%20procura%20(romance)"&gt;À procura&lt;/a&gt;&lt;/i&gt;&lt;/b&gt; era uma história curta, uma tentativa de re-escrita, que inclusive não deu certo. &lt;b&gt;&lt;i&gt;&lt;a href="http://romancesmonica.blogspot.com/search/label/Rosinha"&gt;Rosinha&lt;/a&gt;&lt;/i&gt;&lt;/b&gt; em mais chances de dar certo, porque está mais próxima do tipo de história que eu costumo contar, com conflitos sociais e não psicológicos (eu-comigo, como era o caso em &lt;b&gt;&lt;i&gt;&lt;a href="http://romancesmonica.blogspot.com/search/label/%C3%80%20procura%20(romance)"&gt;À procura&lt;/a&gt;&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;); com uma série de eventos a contar, num largo correr de anos. A história começa no século XIX, com a vinda dos imigrantes italianos para o Brasil, mas eu só me aproximo para detalhar em 1913, e a história termina em 1928. Então tenho muito a contar, do jeito que eu gosto.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  &gt;Será um ano de trabalho intenso e, portanto, de muita satisfação, e vocês poderão acompanhar tudo aqui mesmo, sempre nos dias 1, 11 e 21.&lt;/span&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/397518384120397677-1892472891751522761?l=monicadorin.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://monicadorin.blogspot.com/feeds/1892472891751522761/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://monicadorin.blogspot.com/2011/06/segundo-aniversario.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/397518384120397677/posts/default/1892472891751522761'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/397518384120397677/posts/default/1892472891751522761'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://monicadorin.blogspot.com/2011/06/segundo-aniversario.html' title='SEGUNDO ANIVERSÁRIO'/><author><name>Mônica Cadorin</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12021522543152657816</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='28' src='http://3.bp.blogspot.com/_-LINuKBSmIM/Si5EaG8i_KI/AAAAAAAAAAY/5JmZW5M5kI0/S220/foto.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-397518384120397677.post-660234954434435134</id><published>2011-05-21T17:56:00.002-03:00</published><updated>2011-05-21T18:01:38.843-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Curiosidade'/><title type='text'>ESCREVER ROMANCES DE CAVALARIA</title><content type='html'>&lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;text-justify:inter-ideograph"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  &gt;Pode parecer sem propósito escrever romances de cavalaria (ou novelas, conforme o gosto) em pleno século XX e XXI. De fato, é um estilo de escrita com uma definição temporal bastante determinada, e talvez não fale mais para os leitores do nosso mundo atual.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;text-justify:inter-ideograph"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  &gt;Mas como desprezar o desafio de criar personagens com certas características específicas e elaborar histórias que precisam necessariamente conter certos elementos? Como evitar o prazer de escrever num estilo que eu gosto de ler? Foi pensando nisso – no desafio e na satisfação – que eu me meti nessa empreitada. Os romances de cavalaria têm uma linguagem tão marcante que toda vez que eu leio muito, acabo escrevendo alguma coisa, nem que seja apenas um poema curtinho.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;text-justify:inter-ideograph"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  &gt;Essa febre começou por causa de &lt;b style="mso-bidi-font-weight:normal"&gt;&lt;i style="mso-bidi-font-style:normal"&gt;&lt;a href="http://romancesmonica.blogspot.com/search/label/A%20nova%20Camelot"&gt;A nova Camelot&lt;/a&gt;&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;, história que uma amiga sugeriu. Eu não conhecia os romances de cavalaria, mas tive que procurar e ler, para poder recriar a personalidade dos cavaleiros na minha história. Aí acabei lendo quase tudo, e é difícil não se impregnar da atmosfera de aventuras depois das mais de 300 páginas do &lt;i style="mso-bidi-font-style:normal"&gt;Parsifal &lt;/i&gt;de Wolfram Von Eschenbach, ou das mais de 500 páginas nos dois volumes de &lt;i style="mso-bidi-font-style:normal"&gt;A morta de Artur&lt;/i&gt;, de Thomas Malory (só tenho os dois primeiros volumes). Como ao me envolver com a história de amor de Tristan e Iseu (minha preferida) ou com a história de Merlin, aprisionado pelos encantos de Viviane? Eu me transporto para aquele ambiente, e depois de um tempo, começo a falar como Chrestien de Troyes, ou como Robert de Boron. Aí não adianta tentar fazer outra coisa, porque a linguagem vai ser cavaleiresca. Então o jeito é fazer um romance de cavalaria e tentar seguir a linha desses grandes mestres.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;text-justify:inter-ideograph"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  &gt;O mais difícil é conter – ou melhor, conciliar – minha veia subversiva. Não consigo simplesmente imitar o estilo, tenho que mexer na caracterização das personagens. Por isso &lt;a href="http://romancesmonica.blogspot.com/search/label/História%20da%20vingança%20do%20cavaleiro%20bretão"&gt;Linart&lt;/a&gt; é um incapaz, e conduz as aventuras de derrota em derrota. Por isso &lt;a href="http://romancesmonica.blogspot.com/search/label/Aventuras%20dos%20Cavaleiros%20Cantores"&gt;Daluvian e Denevole&lt;/a&gt; não gostam de resolver as questões pela espada, mas em torneios poéticos. Por isso eu termino as histórias antes que as personagens morram, e sem que sejam coroadas reis. Havia uma continuação de &lt;b style="mso-bidi-font-weight:normal"&gt;&lt;i style="mso-bidi-font-style:normal"&gt;&lt;a href="http://romancesmonica.blogspot.com/search/label/Romance%20em%20prosa%20do%20Cavaleiro%20de%20Nova%20Gália"&gt;Romance em prosa do Cavaleiro de Nova Gália&lt;/a&gt;&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;, justamente contando a morte do herói, mas não consegui escrever. Gosto do final que fiz, e não suportei a idéia de contar ao mundo que meu mais valente cavaleiro encontrou quem o derrotasse definitivamente. Entendo que nos romances medievais se desejasse justamente mostrar que mesmo os heróis são humanos e morrem, mas eu não consegui. Então meus três romances de cavalaria não têm final trágico (que seria, se os protagonistas morressem) mas um belo final feliz, ao lado das damas que escolheram e tendo alcançado toda fama e vitórias de que são capazes.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;text-justify:inter-ideograph"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  &gt;Não posso deixar de citar aqui que meus três romances de cavalaria contêm louvações a Lancelot e Tristan, os dois melhores cavaleiros de todos os tempos (e de todos os romances originais). Se não louvo também Gawain, Parsifal e Gallahad é por não ter me identificado afetivamente com eles, não por lhes faltar valor. Por falar em afeto, nunca é demais repetir que Tristan de Leonis é meu cavaleiro preferido, e que ele desempenha papel-chave nas três histórias: em &lt;b style="mso-bidi-font-weight:normal"&gt;&lt;i style="mso-bidi-font-style:normal"&gt;&lt;a href="http://romancesmonica.blogspot.com/search/label/Romance%20em%20prosa%20do%20Cavaleiro%20de%20Nova%20Gália"&gt;Romance em prosa do Cavaleiro de Nova Gália&lt;/a&gt;&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;, Haliwain precisa vencê-lo para conquistar Adriane; em &lt;b style="mso-bidi-font-weight:normal"&gt;&lt;i style="mso-bidi-font-style:normal"&gt;&lt;a href="http://romancesmonica.blogspot.com/search/label/História%20da%20vingança%20do%20cavaleiro%20bretão"&gt;História da vingança do Cavaleiro Bretão&lt;/a&gt;&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;, Linart quer matá-lo para vingar a morte do irmão; em &lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal"&gt;&lt;i style="mso-bidi-font-style:normal"&gt;&lt;a href="http://romancesmonica.blogspot.com/search/label/Aventuras%20dos%20Cavaleiros%20Cantores"&gt;Aventuras dos Cavaleiros Cantores&lt;/a&gt;&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;, é a ele que Daluvian e Denevole querem se igualar no canto e no combate, e é com ele que eles descobrem o verdadeiro valor de um cavaleiro. Sir Lancelot do Lago aparece representado como amigo fiel e o melhor entre os melhores, mas o papel dele é secundário.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;text-justify:inter-ideograph"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  &gt;Há o projeto de um quarto romance, para contar a história da pessoa que escreveu os outros três livros e de como essa pessoa tomou conhecimento das histórias que contou. Mas não sei se algum dia vou acabar de inventar para escrever. Até o terceiro livro – &lt;b style="mso-bidi-font-weight:normal"&gt;&lt;i style="mso-bidi-font-style: normal"&gt;&lt;a href="http://romancesmonica.blogspot.com/search/label/Aventuras%20dos%20Cavaleiros%20Cantores"&gt;Aventuras dos Cavaleiros Cantores&lt;/a&gt;&lt;/i&gt;&lt;/b&gt; – está incompleto, com apenas algumas cenas soltas escritas, mas sem o fio condutor da história. Na época em que eu estava escrevendo, aconteceu alguma coisa (de que não me lembro mais) e eu precisei interromper a escrita. E, sem estar impregnada pela linguagem, não consigo prosseguir no estilo. Estou há anos dizendo que vou reler os romances para poder acabar de escrever mas sempre aparece outra prioridade e eu vou adiando essa escrita. Mas a história está pronta e eu me lembro de tudo o que inventei para ela. Só falta mesmo o ajuste de linguagem para que eu possa escrever. E isso só conseguirei relendo tudo – mas aí, cadê o tempo? Depois quero publicar os três (ou quatro) juntos, como uma coletânea – a &lt;b&gt;&lt;i&gt;&lt;a href="http://romancesmonica.blogspot.com/search/label/Biblioteca%20de%20Kerdeor"&gt;Biblioteca de Kerdeor&lt;/a&gt;&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;text-justify:inter-ideograph"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  &gt;Talvez seja divertido para o leitor encontrar-se com o gênero do romance de cavalaria numa releitura do século XX, que tenta seguir o estilo dos escritores dos séculox XII a XV. Eu não ousaria querer me igualar aos grandes Mestres da Matéria da Bretanha – Wolfram Von Eschenbach, Robert de Boron, Thomas Malory, Chréstien de Troyes, Béroul, além de Joseph Bédier e Auguste Magne, mestres recriadores daquele universo em tempos modernos – mas ouso homenagear todos eles com meus singelos romances de cavalaria.&lt;/span&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/397518384120397677-660234954434435134?l=monicadorin.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://monicadorin.blogspot.com/feeds/660234954434435134/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://monicadorin.blogspot.com/2011/05/escrever-romances-de-cavalaria.html#comment-form' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/397518384120397677/posts/default/660234954434435134'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/397518384120397677/posts/default/660234954434435134'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://monicadorin.blogspot.com/2011/05/escrever-romances-de-cavalaria.html' title='ESCREVER ROMANCES DE CAVALARIA'/><author><name>Mônica Cadorin</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12021522543152657816</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='28' src='http://3.bp.blogspot.com/_-LINuKBSmIM/Si5EaG8i_KI/AAAAAAAAAAY/5JmZW5M5kI0/S220/foto.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-397518384120397677.post-6941933722408113344</id><published>2011-05-11T13:29:00.002-03:00</published><updated>2011-05-11T13:33:33.088-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Curiosidade'/><title type='text'>GRANDE E PEQUENO</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  &gt;Vou tentar explicar neste texto esse conceito meu de personagens de tipo grande-pequeno. Quando uma história acontece na minha cabeça, às vezes o protagonista não vem sozinho, mas com uma outra personagem, que é seu oposto e ao mesmo tempo seu complemento. Não formam um casal, mas um par. Podem ser irmãos, amigos, oponentes, e em geral o grande tem necessidade de proteger o pequeno, o que pode gerar um sentimento de amor paternal (ou maternal) e filial. Na maioria das vezes, o grande é mais velho; tem biotipo alto, largo, forte; e temperamento decidido e altivo, enquanto o pequeno costuma ser mais novo; de biotipo estreito, magro, frágil; e temperamento retraído e inseguro, podendo também ter alguma doença que o debilita. Por terem esse conjunto de características é que eu os chamei de “grande” e “pequeno”. É claro que o grande tem seus momentos de fraqueza, e que o pequeno também sabe tomar decisões e se impor, senão eles não seriam personagens, mas tipos-clichês. Além dessas características descritivas, para fazerem parte dessa categoria, eles precisam estar no mesmo nível de importância na história: os dois principais ou os dois secundários. Em geral, quando duas personagens configuram grande-pequeno, é porque estão no mesmo nível. Também não basta terem as características de biotipo e temperamento, e estarem no mesmo nível de importância: eles precisam ser complementares, um ser o contraponto do outro, não no sentido de que um é baixo e outro alto; ou um é otimista e outro pessimista, mas num sentido mais amplo de que um apóia (dá sustentação a) o outro e, quando um não sabe o que fazer, são as características do outro que resolvem o problema.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  &gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  &gt;Eu só percebi essa correspondência quando Alian conta a &lt;a href="http://romancesmonica.blogspot.com/search/label/O%20maior%20de%20todos"&gt;Karl&lt;/a&gt; sobre sua amizade com Pralan, e Karl percebe que sua relação com &lt;a href="http://romancesmonica.blogspot.com/search/label/O%20maior%20de%20todos"&gt;Curt&lt;/a&gt; acontece de forma semelhante. Só então pude começar a refletir sobre essa característica de algumas de minhas personagens. Essa história é bastante emblemática nesse sentido, pois, embora Curt tenha Lisbet e Karl tenha Isabel, as relações amorosas não são importantes, mas tudo gira em torno do conflito de poder entre o Conde e o Rei – o Grande e o Pequeno.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  &gt;Também formam pares de grande-pequeno as personagens Fréderic e Estienne, de &lt;b&gt;&lt;i&gt;&lt;a href="http://romancesmonica.blogspot.com/search/label/Pelo%20poder%20ou%20pela%20honra"&gt;Pelo poder ou pela honra&lt;/a&gt;&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;, Pedro e Luís Augusto, de &lt;i&gt;uma história descartada sem nome&lt;/i&gt;; Anthony e Andrew, de &lt;b&gt;&lt;i&gt;O castelo mal-assombrado&lt;/i&gt;&lt;/b&gt; (descartada); Pedro e Augusto, de &lt;i&gt;&lt;b&gt;&lt;a href="http://romancesmonica.blogspot.com/search/label/Dif%C3%ADcil%20conquista"&gt;Difícil conquista&lt;/a&gt;&lt;/b&gt;&lt;/i&gt; (descartada); Daluvian e Denevole, de &lt;b&gt;&lt;i&gt;&lt;a href="http://romancesmonica.blogspot.com/search/label/Aventuras%20dos%20Cavaleiros%20Cantores"&gt;Aventuras dos Cavaleiros Cantores&lt;/a&gt;&lt;/i&gt;&lt;/b&gt; (que ainda não escrevi).&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  &gt;Rudbert e Ailan (&lt;b&gt;&lt;i&gt;&lt;a href="http://romancesmonica.blogspot.com/search/label/Primeiro%20a%20honra"&gt;Primeiro a honra&lt;/a&gt;&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;) formam uma exceção à regra, por serem um par formado por um homem e uma mulher, mas num momento em que ela está disfarçada de homem. Quando o disfarce acaba, a configuração também desaparece.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  &gt;&lt;i&gt;&lt;a href="http://romancesmonica.blogspot.com/search/label/Construir%20a%20terra%20conquistar%20a%20vida"&gt;Ayraci e Inês&lt;/a&gt;&lt;/i&gt; são o único par de grande-pequeno feminino, acompanhando um pouco&lt;i&gt;&lt;a href="http://romancesmonica.blogspot.com/search/label/Construir%20a%20terra%20conquistar%20a%20vida"&gt; Duarte e Fernão&lt;/a&gt;&lt;/i&gt;, que também são fortemente grande-pequeno (como Curt e Karl), numa relação de amizade que é sentida como se fosse sanguínea. Fernão foi inventado meio que para ser o pequeno de Duarte. Propositadamente ele é mais novo, mais estreito de ossatura e, no início da história, depende de Duarte para ter seu sustento e tomar decisões. Ele também tem características psicológicas e habilidades que Duarte não tem, para poder ser seu contraponto e seu complemento, o que também era meu objetivo para ele ao criá-lo.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  &gt;Se explicar o que acontece e como acontece já me é difícil, nem vou me aventurar no campo do “por que”. Como tudo no meu processo de criação, o aparecimento da configuração grande-pequeno foge ao meu controle, pois sua origem está no meu inconsciente. Mesmo Fernão, que teve suas características escolhidas de uma forma mais planejada, podia não ter formado par com Duarte, no decorrer da ação, quando a personagem consolida suas características e toma as rédeas de seu destino. De qualquer forma, o “por que” não é importante para a criação, apenas complementa a análise posterior, e essa é obra da razão, que teima em querer explicações racionais para aspectos que simplesmente existem e independem de explicação para continuarem a existir.&lt;/span&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/397518384120397677-6941933722408113344?l=monicadorin.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://monicadorin.blogspot.com/feeds/6941933722408113344/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://monicadorin.blogspot.com/2011/05/grande-e-pequeno.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/397518384120397677/posts/default/6941933722408113344'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/397518384120397677/posts/default/6941933722408113344'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://monicadorin.blogspot.com/2011/05/grande-e-pequeno.html' title='GRANDE E PEQUENO'/><author><name>Mônica Cadorin</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12021522543152657816</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='28' src='http://3.bp.blogspot.com/_-LINuKBSmIM/Si5EaG8i_KI/AAAAAAAAAAY/5JmZW5M5kI0/S220/foto.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-397518384120397677.post-5794705378239633921</id><published>2011-05-01T17:54:00.000-03:00</published><updated>2011-05-01T17:55:23.116-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Curiosidade'/><title type='text'>A FELICIDADE DAS PERSONAGENS</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  &gt;Em &lt;a href="http://monicadorin.blogspot.com/2011/03/tipos-de-final.html"&gt;&lt;i&gt;outro texto&lt;/i&gt;&lt;/a&gt;, falei dos meus finais: felizes, infelizes e trágicos, e suas várias nuances. Depois percebi que há ainda um outro tipo de detalhe que interfere na felicidade ou infelicidade das minhas personagens: se elas são felizes com o que querem; ou se deve lhes bastar o que têm; ou se, depois de todas as perdas, precisam se contentar com o que lhes restou. Em alguns casos, nenhuma felicidade é possível (em geral, a personagem principal morreu, então não está mais aqui para ser feliz de jeito nenhum).&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;text-justify:inter-ideograph"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  &gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;text-justify:inter-ideograph"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  &gt;Como aconteceu na conta dos finais felizes e infelizes, os números me surpreenderam pois a maior quantidade (19) é de personagens que chegam ao final da história tendo conseguido o que queriam. Em 13 histórias, as personagens não conseguiram tudo mas são felizes com o que têm. Quase empatando com o primeiro caso, as personagens conseguem se sentir felizes com o que lhes resta em 17 histórias. E apenas 5 não são felizes de jeito nenhum.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;text-justify:inter-ideograph"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  &gt;É interessante cruzar as informações e perceber que, nas histórias com final mais feliz (30), a grande maioria dos casos é de personagens felizes com o que querem (17), enquanto 8 são felizes com o que têm e apenas 5 com o que lhes resta. Já nos finais infelizes e trágicos (24), o predomínio é de personagens felizes com o que lhes resta (12), enquanto 5 são felizes com o que têm, 5 absolutamente não são felizes e 2 personagens em histórias de final trágico conseguem atingir seus objetivos e ser felizes com o que querem – daí aquela explicação de que o trágico não é necessariamente infeliz.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;text-justify:inter-ideograph"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  &gt;É uma conta bastante interessante, pois significa que, mesmo nos finais felizes, há uma gradação de felicidade, e que a realização plena acontece apenas em 17 histórias (de um total de 54). Então não está de todo errada minha impressão de que eu não faço finais felizes, pois nas outras 13 histórias, mesmo o final sendo feliz, há uma sombra de incompletude, uma mágoa de tristeza lá no fundo. Se formos considerar o conjunto das 54 histórias escritas (ou em vias de escrever), apenas 32% das minhas personagens são realmente felizes, pois chegam ao fim da história com o que querem, num final feliz.&lt;/span&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/397518384120397677-5794705378239633921?l=monicadorin.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://monicadorin.blogspot.com/feeds/5794705378239633921/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://monicadorin.blogspot.com/2011/05/felicidade-das-personagens.html#comment-form' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/397518384120397677/posts/default/5794705378239633921'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/397518384120397677/posts/default/5794705378239633921'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://monicadorin.blogspot.com/2011/05/felicidade-das-personagens.html' title='A FELICIDADE DAS PERSONAGENS'/><author><name>Mônica Cadorin</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12021522543152657816</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='28' src='http://3.bp.blogspot.com/_-LINuKBSmIM/Si5EaG8i_KI/AAAAAAAAAAY/5JmZW5M5kI0/S220/foto.jpg'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-397518384120397677.post-5482894156931595008</id><published>2011-04-22T15:22:00.002-03:00</published><updated>2011-04-22T15:26:00.160-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Organização'/><title type='text'>BLOQUEIO CRIATIVO</title><content type='html'>&lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;text-justify:inter-ideograph"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  &gt;Achei interessante a discussão na comunidade &lt;i&gt;&lt;a href="http://www.orkut.com.br/Main#Community?cmm=5272967"&gt;Escritores – Teoria literária&lt;/a&gt;&lt;/i&gt; do Orkut sobre como se livrar dos bloqueios. Um colega sugeriu “escrever sobre o bloqueio” e eu considerei que era um bom tema para um texto.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;text-justify:inter-ideograph"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  &gt;Em primeiro lugar, acho bom dizer que entendo por bloqueio um momento em que o criador quer prosseguir em sua obra mas não sabe como. Pode ser não saber como continuar ou simplesmente não saber como começar. As soluções que eu posso sugerir para cada caso são: 1) como continuar – releia o que vem antes para retomar o fio da meada e o pensamento que o (a) levou até ali. 2) como começar – comece de qualquer jeito, para revisar depois, ou não comece. Tente elaborar melhor a ideia antes de encarar novamente o branco do papel ou da tela do computador.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;text-justify:inter-ideograph"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  &gt;Bloqueio criativo é algo que todo mundo já teve, em algum momento. É bastante inconveniente quando se tem prazo de entrega. Fora isso, o bloqueio é o sinal de que está na hora de interromper a produção para momentos de ócio e descanso. A mente preocupada não consegue produzir. Em vez de ficar ansiosamente procurando uma resposta, simplesmente deixe de lado a pergunta. O cérebro continuará trabalhando, mas “em segundo plano”. É por isso que a mente descansada encontra as melhores respostas: porque o “primeiro plano” está se divertindo, enquanto o trabalho está sendo feito no “segundo plano”, quase a nível inconsciente. E o inconsciente, com seu presente perpétuo e o arquivo de sensações que muitas vezes nem se tornaram conscientes, é muito mais rico em experiências do que o consciente seletivo, organizador, rotulador e dominador.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;text-justify:inter-ideograph"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  &gt;Muitas vezes comecei uma história e não consegui prosseguir, e tive que abandonar minha boa idéia por causa de um bloqueio insolúvel. Era algo muito comum no início mas que se tornou raro quando eu passei a estruturar toda a história primeiro, com uma espécie de listagem dos principais eventos desde o início até o final. Dessa forma, o bloqueio, se houver, será apenas de palavras, mas não de idéias – e em geral eu não tenho bloqueio de palavras, porque gosto de usar as mais simples, da forma mais direta e descomplicada possível. Ultimamente, repasso todas as cenas mentalmente várias vezes, escolhendo as melhores falas, as palavras da narração, de forma que, ao pegar a caneta, minha dificuldade é conter a velocidade com que as palavras saltam para o papel. Eu troquei o trabalho braçal por trabalho mental. E estou livre dos bloqueios.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;text-justify:inter-ideograph"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  &gt;Ah, bloqueios na hora de criar? Sim, todo mundo tem. Mas eu não ligo para eles, não. Aprendi a testar possibilidades, avançar e recuar, fazer a mesma cena inúmeras vezes, alterando gestos e falas, até encontrar a melhor solução. Se uma cena não anda, passo para outra, volto para trás, vou mais para frente, troco a cena que está dando problema, mudo tudo. Não posso é parar a história – que eu já sei como vai caminhar e como vai terminar – por causa de um bloqueio inútil.&lt;/span&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/397518384120397677-5482894156931595008?l=monicadorin.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://monicadorin.blogspot.com/feeds/5482894156931595008/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://monicadorin.blogspot.com/2011/04/bloqueio-criativo.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/397518384120397677/posts/default/5482894156931595008'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/397518384120397677/posts/default/5482894156931595008'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://monicadorin.blogspot.com/2011/04/bloqueio-criativo.html' title='BLOQUEIO CRIATIVO'/><author><name>Mônica Cadorin</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12021522543152657816</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='28' src='http://3.bp.blogspot.com/_-LINuKBSmIM/Si5EaG8i_KI/AAAAAAAAAAY/5JmZW5M5kI0/S220/foto.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-397518384120397677.post-6919496265631999283</id><published>2011-04-11T10:36:00.003-03:00</published><updated>2011-04-11T11:03:13.156-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Comemoração'/><title type='text'>26 ANOS</title><content type='html'>&lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;Ainda me lembro da primeira história que escrevi: “&lt;b&gt;&lt;i&gt;Uma noite na fazenda&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;”. Eu era criança: devia ter uns 8 ou 10 anos. Foi um sonho que eu tive e quis escrever. É claro que ficou sem pé nem cabeça, mas tinha que começar de alguma forma. Escrevi como desenhava: por brincadeira. Semanas ou meses depois, resolvi escrever outra coisa e saí pela casa com caneta e papel na mão procurando um tema, até que vi um desenho de morangos numa travessa da minha mãe, e inventei os “&lt;b&gt;&lt;i&gt;Morangos de ouro&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;”, outra historinha boba mas que já tinha um fio condutor, o que lhe dava pé e cabeça, pois tinha personagens, ambiente e trama. Depois disso, o processo se inverteu, e não era mais eu que procurava as histórias mas elas é que me encontravam, que foi o que aconteceu quando vi um grupo de formigas caminhando disciplinadamente enfileiradas e, não longe dessas, uma solitária, perdida fora da fileira, e fiquei imaginando porque ela teria se separado das companheiras. Assim nasceu Amélia, “&lt;b&gt;&lt;i&gt;A formiguinha distraída&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;”. Eu era criança e escrevia histórias para crianças. Logo chegou a pré-adolescência e o desejo de escrever uma “&lt;i&gt;&lt;a href="http://romancesmonica.blogspot.com/search/label/Petr%C3%B3polis"&gt;história adulta&lt;/a&gt;&lt;/i&gt;”: rapaz pobre e moça rica se conhecem e se apaixonam mas o pai dela não permite o namoro, então ela foge de casa e procura abrigo com a família do rapaz. Eu tinha 13 anos. Não escrevi, não dei nome, e a história ficou esquecida muito tempo. Tudo isso aconteceu numa espécie de pré-história da minha carreira, como indícios do que depois viria a aflorar com força e veemência.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;O período “histórico” da minha carreira começa como a história da humanidade: quando começam a ser produzidos os documentos escritos, ou seja, quando eu comecei a registrar informações sobre as histórias (uma ficha como uma certidão de nascimento), além de escrevê-las. Nessa época também, inventar a história (elaborar) se tornou tão importante quanto escrevê-la, ou seja, as certidões de nascimento e óbito falavam tanto da história quanto ela mesma – a minha Tabela Geral, que tem todas as informações principais, exceto o resumo.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;Foi em abril de 1985 que o período histórico começou, quando eu novamente resolvi escrever um sonho que tive, mas achei bom mudar algumas coisas, acrescentar detalhes, elaborar as cenas e uma trama que conduzisse os eventos. Escrevi a história e criei uma tabela para anotar as informações que considerei principais: nome das personagens, local e época em que acontece, nome da história, mês de criação. É por isso que eu sei que isso aconteceu em abril, mas infelizmente na época não me importei de anotar o dia exato.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;Os primeiros anos foram de criação e escrita desenfreada, como uma explosão de vida que eu não conseguia (nem queria) conter. Escrevia todas as idéias, mesmo que depois não soubesse como continuar, escrevia as idéias boas e as medianas, e pensava em publicar tudo, como se todas merecessem.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;Já não me lembro do evento que desencadeou o fato (talvez as análises estéticas da faculdade de história da arte) mas em 1989 eu resolvi ler meus textos criticamente e jogar fora (metaforicamente) o que eu mesma não considerasse excelente. Meus textos mais antigos tinham só quatro anos mas eu e minha escrita tínhamos amadurecido, meu processo de criação e escrita estava mais definido e consistente, e alguns textos não me satisfaziam mais. Reli um por um, anotando todos os problemas, desde coisas simples como inconsistência de alguma fala ou cena a questões de estrutura e caracterização. Todas as histórias que tinham pelo menos 20 problemas medianos ou um problema estrutural insolúvel (quase todas) foram descartadas (guardadas numa caixa de arquivo) e foi quando eu entendi que precisava incluir a leitura crítica com distanciamento temporal no meu procedimento: algo que hoje se chama “guardar a história por um ano e avaliar em seguida”. Desde então, isso se tornou uma prática costumeira e bastante proveitosa. Continuo inventando muita coisa mas não escrevo tudo. Percebi que não adianta começar a escrever sem a certeza de chegar ao final, então hoje só começo a escrever depois que tenho a história toda inventada, quando já aprovei o começo, o meio e o fim e acho que vale a pena escrever.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;Outro aspecto que eu vi desenvolver durante esse tempo foi o detalhamento da ambientação e da caracterização das personagens. Hoje eu faço muito mais pesquisa e recrio a realidade daquela sociedade muito melhor do que no início, quando muitas vezes nem me preocupava com esse “detalhe”.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: georgia; font-size: small; "&gt;Se eu fosse dividir minha carreira em fases, diria que são quatro ao todo:&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;1ª Fase – 1985-1987 – de &lt;b&gt;&lt;i&gt;&lt;a href="http://romancesmonica.blogspot.com/search/label/Sahara"&gt;Sahara&lt;/a&gt;&lt;/i&gt;&lt;/b&gt; a &lt;b&gt;&lt;i&gt;&lt;a href="http://romancesmonica.blogspot.com/search/label/Mosteiro"&gt;Mosteiro&lt;/a&gt;&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;. Características: escrever como se estivesse contando a história oralmente – o registro escrito é suporte de memória para a minha fala – interesse em contar a história. Foco nos eventos (trama). Caracterização e ambientação não são importantes. Pesquisa histórica incipiente. Diálogos fracos. Todas as idéias são escritas, mesmo que não formem uma história com princípio, meio e fim. Foram criadas nesta fase &lt;b&gt;&lt;i&gt;&lt;a href="http://romancesmonica.blogspot.com/search/label/O%20destino%20pelo%20v%C3%A3o%20de%20uma%20janela"&gt;O destino pelo vão de uma janela&lt;/a&gt;&lt;/i&gt;&lt;/b&gt; e &lt;b&gt;&lt;i&gt;&lt;a href="http://romancesmonica.blogspot.com/search/label/O%20processo%20de%20Ser"&gt;O processo de Ser&lt;/a&gt;&lt;/i&gt;&lt;/b&gt; (mas foram escritas na segunda fase)&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;2ª fase – 1988-1994 – de &lt;b&gt;&lt;i&gt;&lt;a href="http://romancesmonica.blogspot.com/search/label/Mosteiro"&gt;Mosteiro&lt;/a&gt;&lt;/i&gt;&lt;/b&gt; a &lt;b&gt;&lt;i&gt;&lt;a href="http://romancesmonica.blogspot.com/search/label/O%20maior%20de%20todos"&gt;O maior de todos&lt;/a&gt;&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;. Características: fortalecimento dos diálogos como ferramenta auxiliar para contar a história. A narração perde o tom verbal e se torna texto escrito, numa busca por valor literário. Preocupação com caracterização. Início de pesquisa histórica para construir a ambientação. Leitura crítica dos textos da primeira fase e início da leitura crítica para todos os textos. Desta fase sobrevivem &lt;b&gt;&lt;i&gt;&lt;a href="http://romancesmonica.blogspot.com/search/label/Romance%20em%20prosa%20do%20Cavaleiro%20de%20Nova%20G%C3%A1lia"&gt;Romance em prosa do Cavaleiro de Nova Gália&lt;/a&gt;, &lt;a href="http://romancesmonica.blogspot.com/search/label/O%20cisne"&gt;O cisne&lt;/a&gt;, &lt;a href="http://romancesmonica.blogspot.com/search/label/Labirinto%20vital"&gt;Labirinto vital&lt;/a&gt;, &lt;a href="http://romancesmonica.blogspot.com/search/label/Pelo%20poder%20ou%20pela%20honra"&gt;Pelo poder ou pela honra&lt;/a&gt;, &lt;a href="http://romancesmonica.blogspot.com/search/label/Hist%C3%B3ria%20da%20vingan%C3%A7a%20do%20cavaleiro%20bret%C3%A3o"&gt;História da vingança do cavaleiro bretão&lt;/a&gt;, &lt;a href="http://romancesmonica.blogspot.com/search/label/O%20Aro%20de%20Ouro"&gt;O aro de ouro&lt;/a&gt;, &lt;a href="http://romancesmonica.blogspot.com/search/label/Aventuras%20dos%20Cavaleiros%20Cantores"&gt;Aventuras dos Cavaleiros Cantores&lt;/a&gt;, &lt;a href="http://romancesmonica.blogspot.com/search/label/Nem%20tudo%20que%20brilha..."&gt;Nem tudo que brilha...&lt;/a&gt;&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;3ª fase – 1994-1996 – de &lt;b&gt;&lt;i&gt;&lt;a href="http://romancesmonica.blogspot.com/search/label/O%20maior%20de%20todos"&gt;O maior de todos&lt;/a&gt;&lt;/i&gt;&lt;/b&gt; a &lt;a href="http://romancesmonica.blogspot.com/search/label/Construir%20a%20terra%20conquistar%20a%20vida"&gt;&lt;b&gt;&lt;i&gt;Construir a terra, conquistar a vida&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;&lt;/a&gt;. Características: maior elaboração racional da história. A escrita só tem início quando a estrutura está pronta e estão definidos princípio e fim, e os principais eventos entre um e outro – parei de escrever as boas idéias e comecei a só escrever as melhores histórias completas. Uso de diálogos para contar a história e para construção da caracterização psicológica e emocional das personagens. Descrição mais detalhada. Ambientação consistente: a história acontece naquele tempo definido com as características daquele tempo, e não mais simplesmente “no presente” ou “na Idade Média”. Pesquisa do contexto histórico, econômico, social, religioso e cultural para situar as personagens no ambiente escolhido. Desta fase sobrevivem &lt;b&gt;&lt;i&gt;&lt;a href="http://romancesmonica.blogspot.com/search/label/O%20maior%20de%20todos"&gt;O maior de todos&lt;/a&gt;&lt;/i&gt;&lt;/b&gt; e &lt;b&gt;&lt;i&gt;&lt;a href="http://romancesmonica.blogspot.com/search/label/Primeiro%20a%20honra"&gt;Primeiro a honra&lt;/a&gt;&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;4ª fase – 1996-2011 – de &lt;a href="http://romancesmonica.blogspot.com/search/label/Construir%20a%20terra%20conquistar%20a%20vida"&gt;&lt;b&gt;&lt;i&gt;Construir a terra, conquistar a vida&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;&lt;/a&gt; ao presente. Características: preocupação com caracterização e ambientação. Uso dos diálogos para expressão de sentimentos, pensamentos e visão de mundo das personagens. Uso de pessoas reais quando possível. Profunda pesquisa de história (incluindo biografias e história das disciplinas científicas e artísticas), geografia, economia, cultura, arte, psicologia, filosofia, religião, às vezes engenharia, astronomia e matemática – num esforço para reconstrução de uma época passada ou presente. Personagens menos idealizadas e mais próximas às pessoas reais – sentem fome, ficam doentes, precisam tomar banho, usam as instalações sanitárias disponíveis em sua época. São desta fase &lt;a href="http://romancesmonica.blogspot.com/search/label/Construir%20a%20terra%20conquistar%20a%20vida"&gt;&lt;b&gt;&lt;i&gt;Construir a terra, conquistar a vida&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;&lt;/a&gt;, &lt;b&gt;&lt;i&gt;&lt;a href="http://romancesmonica.blogspot.com/search/label/A%20noiva%20trocada"&gt;A noiva trocada&lt;/a&gt;, &lt;a href="http://romancesmonica.blogspot.com/search/label/Vingan%C3%A7a"&gt;Vingança&lt;/a&gt;, &lt;a href="http://romancesmonica.blogspot.com/search/label/Amor%20de%20reden%C3%A7%C3%A3o"&gt;Amor de redenção&lt;/a&gt;, &lt;a href="http://romancesmonica.blogspot.com/search/label/F%C3%A1brica"&gt;Fábrica&lt;/a&gt;, &lt;a href="http://romancesmonica.blogspot.com/search/label/O%20canhoto"&gt;O canhoto&lt;/a&gt;, &lt;a href="http://romancesmonica.blogspot.com/search/label/Rosinha"&gt;Rosinha&lt;/a&gt;, &lt;a href="http://romancesmonica.blogspot.com/search/label/O%20Al%C3%A9m"&gt;O Além&lt;/a&gt;.&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;É fácil concluir que as histórias mais recentes são literariamente melhores do que as mais antigas (ainda bem!) mas isso não é motivo para desprezar as que foram escritas nas primeiras fases, pois a avaliação definitiva acontece antes da publicação, quando eventuais problemas ainda são corrigidos (ou a história é descartada), e todas foram publicadas já durante a quarta fase.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;Resumi aqui o que aconteceu nos últimos 26 anos. Agora vamos ver como serão os próximos 25, os próximos 30, 50, 70 anos – já que não pretendo parar de escrever tão cedo.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/397518384120397677-6919496265631999283?l=monicadorin.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://monicadorin.blogspot.com/feeds/6919496265631999283/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://monicadorin.blogspot.com/2011/04/26-anos.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/397518384120397677/posts/default/6919496265631999283'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/397518384120397677/posts/default/6919496265631999283'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://monicadorin.blogspot.com/2011/04/26-anos.html' title='26 ANOS'/><author><name>Mônica Cadorin</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12021522543152657816</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='28' src='http://3.bp.blogspot.com/_-LINuKBSmIM/Si5EaG8i_KI/AAAAAAAAAAY/5JmZW5M5kI0/S220/foto.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-397518384120397677.post-6770599433418061777</id><published>2011-04-01T17:04:00.003-03:00</published><updated>2011-04-11T11:02:30.142-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Apresentação'/><title type='text'>CLASSIFICAÇÃO LITERÁRIA</title><content type='html'>&lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;text-justify:inter-ideograph"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  &gt;Muitas de minhas histórias são ambientadas no passado e, por isso, eu as considerava romance histórico, mas ainda não tinha encontrado uma definição que justificasse minha classificação. Ao contrário, encontrava definições que diziam que romance histórico é ficcionar a vida de pessoas que existiram de verdade – que é algo que eu absolutamente não faço. Então, um dia, encontrei, não sei mais como, a definição de Györg Lukács, que abarca os meus romances. Como ele é um filósofo e lingüista reconhecido internacionalmente, com diversos livros publicados e estudados, acho que posso confiar no que ele diz, e considerar acertadamente que o que eu escrevo são romances históricos pois, segundo Lukács, o romance histórico “&lt;i&gt;exige não só a colocação da diegese em épocas históricas remotas, como uma estratégia narrativa capaz de reconstituir com minúcia os componentes sociais, axiológicos, jurídicos e culturais que caracterizam essas épocas&lt;/i&gt;”. Além disso, deve apresentar as seguintes características: “&lt;i&gt;1) traça grandes painéis históricos, abarcando determinada época e um conjunto de acontecimentos;  2) a exemplo dos procedimentos típicos da escrita da História, organiza-se em observância a uma temporalidade cronológica dos acontecimentos narrados; 3) vale-se de personagens fictícias, puramente inventadas, na análise que empreendem dos acontecimentos históricos; 4) as personalidades históricas, quando presentes, são apenas citadas ou integram o pano de fundo das narrativas; 5) os dados e detalhes históricos são utilizados com o intuito de conferir veracidade à narrativa, aspecto que torna a História incontestável; 6) o narrador se faz presente, em geral, na terceira pessoa do discurso, numa simulação de distanciamento e imparcialidade, procedimento herdado igualmente do discurso da História&lt;/i&gt;”. (György Lukács. O romance histórico.)&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  &gt;Dessa forma, seriam romance histórico &lt;b&gt;&lt;i&gt;&lt;a href="http://romancesmonica.blogspot.com/search/label/Pelo%20poder%20ou%20pela%20honra"&gt;Pelo poder ou pela honra&lt;/a&gt;, &lt;a href="http://romancesmonica.blogspot.com/search/label/O%20maior%20de%20todos"&gt;O maior de todos&lt;/a&gt;, &lt;a href="http://romancesmonica.blogspot.com/search/label/Primeiro%20a%20honra"&gt;Primeiro a honra&lt;/a&gt;, &lt;a href="http://romancesmonica.blogspot.com/search/label/A%20noiva%20trocada"&gt;A noiva trocada&lt;/a&gt;, &lt;a href="http://romancesmonica.blogspot.com/search/label/Construir%20a%20terra%20conquistar%20a%20vida"&gt;Construir a terra, conquistar a vida&lt;/a&gt;, &lt;a href="http://romancesmonica.blogspot.com/search/label/F%C3%A1brica"&gt;fábrica&lt;/a&gt;, &lt;a href="http://romancesmonica.blogspot.com/search/label/O%20canhoto"&gt;O canhoto&lt;/a&gt;, &lt;a href="http://romancesmonica.blogspot.com/search/label/Rosinha"&gt;Rosinha&lt;/a&gt;&lt;/i&gt;&lt;/b&gt; (que eu ainda nem escrevi, mas que vai falar da imigração italiana, das fazendas de café, da industrialização de São Paulo no início do século XX, além da Semana de Arte Moderna que eu, como historiadora da arte, não poderia deixar de visitar). Em &lt;b&gt;&lt;i&gt;&lt;a href="http://romancesmonica.blogspot.com/search/label/Construir%20a%20terra%20conquistar%20a%20vida"&gt;Construir a terra, conquistar a vida&lt;/a&gt;&lt;/i&gt;&lt;/b&gt; e &lt;b&gt;&lt;i&gt;&lt;a href="http://romancesmonica.blogspot.com/search/label/O%20canhoto"&gt;O canhoto&lt;/a&gt;&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;, não apenas detalhei o ambiente histórico mas fiz minhas personagens participarem ativamente dos eventos históricos reais, e contracenarem com pessoas que existiram de verdade e isso dá às histórias uma consistência maior do que simplesmente uma boa contextualização. Em &lt;b&gt;&lt;i&gt;&lt;a href="http://romancesmonica.blogspot.com/search/label/O%20destino%20pelo%20v%C3%A3o%20de%20uma%20janela"&gt;O destino pelo vão de uma janela&lt;/a&gt;&lt;/i&gt;&lt;/b&gt; e&lt;b&gt;&lt;i&gt; &lt;a href="http://romancesmonica.blogspot.com/search/label/Vingan%C3%A7a"&gt;Vingança&lt;/a&gt;,&lt;/i&gt;&lt;/b&gt; que também são ambientadas no passado, a contextualização é mais superficial porque não é importante para o desenvolvimento da trama e isso faz que não possam ser consideradas romance histórico, pois lhes faltam o primeiro e o quinto itens. &lt;b&gt;&lt;i&gt;&lt;a href="http://romancesmonica.blogspot.com/search/label/O%20processo%20de%20Ser"&gt;O processo de Ser&lt;/a&gt;&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;, além do caráter absolutamente intimista, que por isso dispensou uma contextualização muito detalhada, se passa na época em que foi escrita (embora hoje já tenha se tornado passado). Considero que &lt;b&gt;&lt;i&gt;&lt;a href="http://romancesmonica.blogspot.com/search/label/O%20Aro%20de%20Ouro"&gt;O Aro de Ouro&lt;/a&gt;&lt;/i&gt;&lt;/b&gt; é ficção científica, por acontecer numa realidade virtual e que &lt;b&gt;&lt;i&gt;&lt;a href="http://romancesmonica.blogspot.com/search/label/Nem%20tudo%20que%20brilha..."&gt;Nem tudo que brilha...&lt;/a&gt;&lt;/i&gt;&lt;/b&gt; é terror, porque se baseia em Edgar Allan Poe. &lt;b&gt;&lt;i&gt;&lt;a href="http://romancesmonica.blogspot.com/search/label/Amor%20de%20reden%C3%A7%C3%A3o"&gt;Amor de Redenção&lt;/a&gt;&lt;/i&gt;&lt;/b&gt; tem uma fase no passado, que seria romance histórico se tivesse se tornado toda a história, mas está ambientada na mesma época em que foi escrita – aliás, é uma história que se projeta para o futuro e que, portanto, ainda está em curso.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  &gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;Percebo no mundo literário um certo tom pejorativo quando se fala em “romances de banca de jornal”, ou nos “romances água-com-açúcar”, conceitos que muitas vezes convergem no mesmo objeto. Às vezes o &lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;“&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;romance de amor&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;”&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt; se confunde com o &lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;“&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;romance água-com-açúca&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;r&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;”&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;. Talvez por isso eu considere que meus romances não têm características desses tipos de livro mas na verdade não me sinto em condições ideais para julgar. A única das minhas histórias que eu declaro ser &lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;“&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;romance água-com-açúcar” é &lt;b&gt;&lt;i&gt;&lt;a href="http://romancesmonica.blogspot.com/search/label/A%20noiva%20trocada"&gt;A noiva trocada&lt;/a&gt;&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;. Em todas as outras, minha impressão é de que há temas e conflitos mais importantes do que a conquista do amor – embora muitas vezes esse seja o objetivo das personagens. Fico pensando se o amor não está presente apenas como uma última chance das personagens se sentirem felizes, depois de tudo por que passaram durante a história, e de todas as perdas que sofreram ao longo do percurso. Na verdade, não me preocupa que meus romances – inclusive os históricos – sejam considerados “água-com-açúcar”, mesmo que em tom pejorativo. O que me importa é que eu conto a história que eu quero, do jeito que eu quero. Não produzo para os críticos, mas para mim mesma.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/397518384120397677-6770599433418061777?l=monicadorin.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://monicadorin.blogspot.com/feeds/6770599433418061777/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://monicadorin.blogspot.com/2011/04/classificacao-literaria.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/397518384120397677/posts/default/6770599433418061777'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/397518384120397677/posts/default/6770599433418061777'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://monicadorin.blogspot.com/2011/04/classificacao-literaria.html' title='CLASSIFICAÇÃO LITERÁRIA'/><author><name>Mônica Cadorin</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12021522543152657816</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='28' src='http://3.bp.blogspot.com/_-LINuKBSmIM/Si5EaG8i_KI/AAAAAAAAAAY/5JmZW5M5kI0/S220/foto.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-397518384120397677.post-1588387680671713064</id><published>2011-03-21T12:31:00.000-03:00</published><updated>2011-03-21T12:33:02.052-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Curiosidade'/><title type='text'>REVOLTA E VINGANÇA</title><content type='html'>&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;Minhas personagens em geral têm dificuldade de inserção social, e às vezes chegam a embates violentos contra instituições e práticas da sociedade. Mesmo quando se submetem às imposições, na verdade estão procurando meios de burlar ou vencer as instituições que cercearam o que se considerava um direito. Essa luta entre o que a personagem acredita que seja seu direito e o que a sociedade lhe permite é uma constante nas minhas histórias. Cabe lembrar que a família também é uma instituição social e, portanto, pode ser contra ela que a personagem se põe. Quando o desejo pessoal da personagem esbarra em algum preceito social, cria-se na personagem uma revolta e, às vezes, desejo de vingança, que ela busca resolver por meios pacíficos, com superação da dificuldade, mas sem medo de chegar a atitudes extremas. Algumas personagens perdem a noção do limite moral e podem ser bastante violentas.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;Mas por outro lado, como o que a personagem quer é justamente  conseguir inserir-se na sociedade, ela defende as instituições com a mesma fúria com que se contrapõe a elas. A vingança, nas minhas histórias, é quase sempre contra quem faz algo contra a família da personagem, pois qualquer desestruturação na família desestrutura a psique da personagem a e leva a agir, de todas as formas que considera possíveis, desde uma simples superação pessoal, até a tentativa de assassinato do agente desestruturador.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;É interessante notar esse conflito que muitas vezes acomete as personagens: ao mesmo tempo em que se revoltam contra uma sociedade que não aceita seus desejos e necessidades pessoais, elas defendem essa sociedade, que tem por dever submeter todos os sujeitos às mesmas normas, indiferente aos interesses pessoais.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/397518384120397677-1588387680671713064?l=monicadorin.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://monicadorin.blogspot.com/feeds/1588387680671713064/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://monicadorin.blogspot.com/2011/03/revolta-e-vinganca.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/397518384120397677/posts/default/1588387680671713064'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/397518384120397677/posts/default/1588387680671713064'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://monicadorin.blogspot.com/2011/03/revolta-e-vinganca.html' title='REVOLTA E VINGANÇA'/><author><name>Mônica Cadorin</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12021522543152657816</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='28' src='http://3.bp.blogspot.com/_-LINuKBSmIM/Si5EaG8i_KI/AAAAAAAAAAY/5JmZW5M5kI0/S220/foto.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-397518384120397677.post-4744908960479726653</id><published>2011-03-11T12:50:00.002-03:00</published><updated>2011-03-29T22:19:17.378-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Curiosidade'/><title type='text'>GERENCIAR PERSONAGENS PRINCIPAIS</title><content type='html'>&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;Já escrevi &lt;a href="http://monicadorin.blogspot.com/2011/02/historias-com-muitas-e-poucas.html"&gt;aqui&lt;/a&gt; como é ter poucas e muitas personagens; que na maioria das histórias sobreviventes tenho poucas personagens (menos de 30) mas que gosto mais do trabalho de criar e desenvolver mais de 30 personagens numa mesma história. E fica o desafio de lidar com os diferentes níveis de importância de cada personagem.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;Numa história com poucas personagens, a divisão de importância é simples de resolver: o casal protagonista é principal, as pessoas mais próximas (familiares, amigos, antagonista) são secundárias e o restante é figuração, personagens quase nada desenvolvidas que aparecem para cumprir uma finalidade muito específica e que não interferem no desenrolar da história.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;Mas, em histórias com muitas personagens, há, além das principais, grande número de secundárias e algumas terciárias, antes de chegarmos às figurantes. Em certos momentos, alguma secundária pode assumir o papel de conduzir a trama, tornando-se, assim, a principal naquele momento. E aí entra a dificuldade de gerenciamento, pois é necessário dosar a quantidade de importância que se dá a essa secundária, de forma que, resolvido seu conflito, ela volta a seu lugar e devolva ao verdadeiro protagonista seu lugar principal. Senti muito isso quando escrevi&lt;b&gt;&lt;i&gt; &lt;a href="http://romancesmonica.blogspot.com/search/label/Construir%20a%20terra%20conquistar%20a%20vida"&gt;Construir a terra, conquistar a vida&lt;/a&gt;&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;. As vidas de Duarte e Fernão, nos 25 anos que eu conto, não têm conflitos importantes o tempo todo. Por isso, várias vezes, os filhos assumiram o lugar de protagonista, carregando a trama até que o conflito voltasse aos protagonistas oficiais. Desta forma, a história mantém-se interessante, pois sempre há algo acontecendo, mas não sobrecarrego meus protagonistas. Por outro lado, Duarte não entrega o posto de personagem principal (ele é levemente mais principal do que Fernão) – e essa é a grande questão. É esse o cuidado que tive que ter, escrevendo e relendo todo o tempo, para que nenhum filho o sucedesse, tomando a frente e carregando a história, e deixando a Duarte apenas envelhecer no cantinho. Se isso acontecesse, o final previsto perderia o efeito, pois não envolveria mais o protagonista, mas um ex-protagonista. É o que eu chamo de “perder a personagem”- e é o que não pode acontecer. Se, a qualquer momento, eu desconfio de que a personagem principal está perdendo sua importância, é hora de fazê-la enfrentar o conflito de sua vida; ou voltar, identificar o ponto em que aconteceu a “passagem de bastão”, e re-escrever a partir daí, devolvendo à protagonista verdadeira a tarefa de conduzir a trama.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;“Perder a personagem” é um risco real, que eu já vivi, e tive que descartar a história, por não ter percebido em tempo. Aconteceu naquela primeira história criada aos 13 anos, aconteceu em &lt;b&gt;&lt;i&gt;Um quadro&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;, e em &lt;b&gt;&lt;i&gt;O castelo mal-assombrado&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;, todas naturalmente descartadas. Ao chegar ao final da escrita fico satisfeita mas, quando vou reler, percebo o problema, e não há mais o que fazer além de deixar de lado, ou re-escrever tudo, o que nem sempre estou disposta a fazer.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;Em &lt;b&gt;&lt;i&gt;&lt;a href="http://romancesmonica.blogspot.com/search/label/O%20maior%20de%20todos"&gt;O maior de todos&lt;/a&gt;&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;, o desafio era conjugar as ações de Curt e Karl com o poder que eles detêm. Assim, deveria haver equilíbrio de importância, pois a questão do poder não estava definida. Então, embora Curt seja ligeiramente mais principal do que Karl (eu sempre me refiro a eles como Curt e Karl, e não Karl e Curt), o protagonismo deles se alterna e se equilibra.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;Muitas vezes tive medo de perder &lt;b&gt;&lt;a href="http://romancesmonica.blogspot.com/search/label/O%20canhoto"&gt;Nicolaas &lt;/a&gt;&lt;/b&gt;pelo longo caminho que ele percorreu, não apenas nos cinco anos em 376 páginas, mas por todas as cidades por onde ele passou. Temi também que a característica mais marcante dele, que é a causa inicial de tudo o que acontece – o fato de ser canhoto – perdesse a importância, um dos problemas que me fez descartar Mosteiro. Houve ainda a questão dele contracenar com personagens secundárias bem construídas e detalhadamente estruturadas: Maurits de Jong e Juan Miguel Torres, que poderiam a qualquer momento roubar a importância. Por isso, nem as deixei protagonizar, e os problemas deles ficaram sempre com importância inferior aos problemas de Nicolaas.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;Achar o ponto de equilíbrio é sempre uma tarefa delicada. Dar destaque às personagens secundárias? Não dar? Quanto dar? Cada história pede uma resposta própria e me desafia a seguir à risca a perspectiva proposta.&lt;/span&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/397518384120397677-4744908960479726653?l=monicadorin.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://monicadorin.blogspot.com/feeds/4744908960479726653/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://monicadorin.blogspot.com/2011/03/gerenciar-personagens-principais.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/397518384120397677/posts/default/4744908960479726653'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/397518384120397677/posts/default/4744908960479726653'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://monicadorin.blogspot.com/2011/03/gerenciar-personagens-principais.html' title='GERENCIAR PERSONAGENS PRINCIPAIS'/><author><name>Mônica Cadorin</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12021522543152657816</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='28' src='http://3.bp.blogspot.com/_-LINuKBSmIM/Si5EaG8i_KI/AAAAAAAAAAY/5JmZW5M5kI0/S220/foto.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-397518384120397677.post-386808596043827056</id><published>2011-03-01T11:34:00.000-03:00</published><updated>2011-03-01T11:35:41.525-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Curiosidade'/><title type='text'>TIPOS DE FINAL</title><content type='html'>&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;De todas as 306 idéias que tive, 137 são histórias com começo, meio e fim; dessas, escrevi (ou estou prestes a escrever) 54. Elaborei uma tabela com essas 54 histórias para poder comparar e analisar alguns aspectos das histórias e do meu inconsciente. É graças a essa tabela que consigo facilmente informar quantas pessoas morrem, quantas nascem, quem são as personagens vingadoras e as subversivas, e outras tantas informações de categorias e quantidades que dou aqui. Desta vez, resolvi atentar para os tipos de final, já que a minha impressão é de que não costumo fazer finais felizes.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;Minha classificação não é assim tão simples (feliz ou infeliz), pois há as nuances “aparentemente feliz”, que na verdade é infeliz; e “feliz embora não pareça”, que parece infeliz mas é feliz. Há também a categoria “trágico”, que deve ser compreendida no conceito da Tragédia Grega “o que não pode ser de outra forma”. Então, num exemplo fictício, se a personagem principal sabidamente tem uma doença terminal e ao final da história ela morre, isso não é “infeliz”, mas “trágico”, pois era uma morte prevista e até esperada. Da mesma forma, se é notório que o casal protagonista, por um motivo qualquer, não tem condições de terminar a história juntos, isso também não é “infeliz”, mas “trágico”. A idéia que temos hoje de tragédia como coisa ruim em si não implica que meus finais trágicos sejam infelizes em si. Ou, dizendo de outra forma, meus finais trágicos são mais infelizes do que felizes, mas não havia como ser de outra forma. Não havia nada que eu, mesmo como criadora, pudesse fazer sem romper com as leis da física, da química e da biologia, sem falar na moral, na ética, e outras leis antropo-sociológicas e filosóficas. Não cabe a mim fazer milagres, nem posso abusar do Deus-ex-Machina. Então resta-me deixar o paciente terminal morrer e não lamentar isso, nem colocar esse fato na minha conta de infelicidade. Quando os finais são felizes ou infelizes (e todas as nuances), eu, como autora, tenho participação neles: fui eu que ajudei os protagonistas a conseguirem ou a não conseguirem o que querem. Eu podia ter ajudado mais ou menos mas decidi que o final seria aquele. O final trágico foge do meu controle, e não depende da minha vontade. Só o que eu podia ter feito e não fiz era botar o ponto final antes e deixar a história incompleta – o que, como escritora, não devo fazer.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;Deixando de lado as explicações e partindo para os números: tenho 25 histórias com final “feliz”, 3 histórias com final “feliz embora não pareça”, 2 histórias com final “indefinido”, 7 histórias com final “aparentemente feliz”, 6 histórias com final “trágico”, 11 histórias com final “infeliz”. Somando-se as nuances, juntando os trágicos aos infelizes (já que aconteceu uma tragédia que eu não pude evitar), juntando os indefinidos aos felizes (pois neutro é mais feliz do que infeliz), pode-se finalmente resumir tudo em simplesmente “feliz” e “infeliz”. Dessa forma, percebo que eu, na verdade, tenho mais finais felizes (30) do que infelizes (24). Acho que preciso rever meus conceitos e minha tabela...&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/397518384120397677-386808596043827056?l=monicadorin.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://monicadorin.blogspot.com/feeds/386808596043827056/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://monicadorin.blogspot.com/2011/03/tipos-de-final.html#comment-form' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/397518384120397677/posts/default/386808596043827056'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/397518384120397677/posts/default/386808596043827056'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://monicadorin.blogspot.com/2011/03/tipos-de-final.html' title='TIPOS DE FINAL'/><author><name>Mônica Cadorin</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12021522543152657816</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='28' src='http://3.bp.blogspot.com/_-LINuKBSmIM/Si5EaG8i_KI/AAAAAAAAAAY/5JmZW5M5kI0/S220/foto.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-397518384120397677.post-2071020653945056335</id><published>2011-03-01T11:33:00.002-03:00</published><updated>2011-03-11T20:36:24.276-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Curiosidade'/><title type='text'>LEITMOTIVEN</title><content type='html'>&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;Ontem reli o último capítulo de uma das minhas histórias de final trágico, em que a personagem principal morre no final. Chorei com lágrimas e soluços, como quem perde a pessoa mais importante em sua vida. É verdade que também chorei muito quanto escrevi, mas já foi há tanto tempo que eu acreditava que o vínculo estivesse mais tênue, e eu fosse me entristecer com lágrimas apenas, não com choro convulsivo. Minha reação emocional significa que a história ainda me agrada, pois reagi como gostaria que os leitores reagissem. Percebi que isso aconteceu não porque ainda estou envolvida emocionalmente com a história e as personagens, mas porque usei corretamente os &lt;i&gt;leitmotiven&lt;/i&gt; para trazer de volta à lembrança do leitor certos momentos significativos do passado das personagens.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;i&gt;Leitmotif&lt;/i&gt; é uma palavra em alemão que significa “motivo condutor”. O grande nome do &lt;i&gt;leitmotif &lt;/i&gt;na música erudita é Wilhelm Richard Wagner (1813-1883). Ele criava motivos musicais (por exemplo, trechos melódicos) para representar suas personagens e temas importantes dos dramas musicais que escrevia. Então, se a personagem está se referindo, por exemplo, ao ouro do Reno, a orquestra ou o próprio cantor estará repetindo o motivo musical (&lt;i&gt;leitmotif&lt;/i&gt;) que se refere ao ouro do Reno.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;Na minha história, nesse último capítulo, as personagens repetem falas passadas, que se referem a outros momentos, felizes e infelizes da vida de todos eles, fazendo o leitor lembrar do passado, em confronto com o presente, e construindo assim o sentimento de tristeza e perda que eu quero provocar. É um capítulo que retoma o passado e projeta o futuro, sem perder de vista a realidade trágica do presente. Acho que consegui amarrar todas as pontas que ainda estavam soltas, resolvendo, pelo menos em termos de expectativa, a vida de todas as personagens que ficaram. A última palavra do livro é “morte”, porque esse é o fim inexorável de todos nós, habitantes de corpos frágeis feitos de matéria orgânica sujeita à degeneração.&lt;/span&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/397518384120397677-2071020653945056335?l=monicadorin.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://monicadorin.blogspot.com/feeds/2071020653945056335/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://monicadorin.blogspot.com/2011/03/leitmotiven.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/397518384120397677/posts/default/2071020653945056335'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/397518384120397677/posts/default/2071020653945056335'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://monicadorin.blogspot.com/2011/03/leitmotiven.html' title='LEITMOTIVEN'/><author><name>Mônica Cadorin</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12021522543152657816</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='28' src='http://3.bp.blogspot.com/_-LINuKBSmIM/Si5EaG8i_KI/AAAAAAAAAAY/5JmZW5M5kI0/S220/foto.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-397518384120397677.post-3499495069736558047</id><published>2011-02-21T11:39:00.000-03:00</published><updated>2011-02-21T11:40:20.063-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Apresentação'/><title type='text'>COMO O PENSAMENTO FUNCIONA</title><content type='html'>&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  &gt;Minha infância e adolescência foram marcadas por muita leitura (especialmente romances) e muito cinema. O estímulo à narração sempre foi muito forte. Ao mesmo tempo, as redações da escola eram desastrosas, pois os professores sempre pediam textos de descrição, argumentação, dissertação. Diálogos não faziam parte do programa. Sempre tirei notas baixas em redação, até que consegui contar uma história com o texto proposto. Mesmo não tendo escrito diálogos, fiz uma narração.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;text-justify:inter-ideograph"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  &gt;Eu penso em forma de cena, de diálogo, de relação. No final de 2010, recebi um PPS cheio de fotos, e uma delas me impressionou. Se eu fosse poeta, tinha escrito um poema que recriasse aquela imagem com palavras, ou um texto poético em prosa, que descrevesse a beleza da foto. Em vez disso, escrevi uma cena curta, que sintetiza passado e presente do momento retratado. Considero que há poesia no texto, mas não é um poema, nem o que se chama “prosa poética”, pois consiste apenas em um diálogo. Sem descrições, sem contextualizações, sem nenhuma explicação. Apenas a conversa (amorosa) de dois seres que se encontram. É um texto que não existe sem a foto, pois é ela que contextualiza e descreve. A foto existe sem o texto mas, modéstia à parte, ganha em poesia com ele. Eu gostaria de descobrir o nome do fotógrafo antes de divulgar o texto e a foto, para dar o devido crédito (e defender os direitos autorais!) Por isso não a publico aqui.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;text-justify:inter-ideograph"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  &gt;Há pessoas que pensam em forma de som, outros pensam em forma de cor, outros pensam em forma de objeto, outros pensam em forma de palavra, outros pensam em forma de movimento, outros pensam em forma de cena, etc. Dentro de cada um desses tipos, há subdivisões de materiais e organização estrutural, e ainda os que conjugam mais de uma forma, que é o meu caso. Meus textos têm um pouco de teatro, um pouco de cinema, mas eu escolhi expressar minhas cenas em forma de palavra. Estruturar o texto, escolher o vocabulário, organizar descrição, narração e diálogo nos seus lugares: é o que eu gosto de fazer. Às vezes uso recursos do teatro, como explicar contextos e fazer descrições nos diálogos. Às vezes uso recursos de cinema, como se uma câmera se aproximasse e se afastasse, focasse no primeiro plano e no horizonte. Mas a expressão é a palavra. Eu fiz uma escolha consciente pela literatura e pelo romance. Então, mesmo quando quero expressar uma emoção – o que seria assunto para a poesia – invento uma historinha e faço um diálogo. É assim que eu funciono, e é por isso que escrever romances é tão fácil para mim, enquanto as outras formas de expressão, literárias ou não, são tão impossíveis. Dom? Destino? Prefiro dizer que foi escolha consciente e dedicação, muito estudo e análise, afinal, como dizia (não sei se ainda diz) um amigo meu da faculdade, “Dom é título de nobreza espanhola.”&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/397518384120397677-3499495069736558047?l=monicadorin.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://monicadorin.blogspot.com/feeds/3499495069736558047/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://monicadorin.blogspot.com/2011/02/como-o-pensamento-funciona.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/397518384120397677/posts/default/3499495069736558047'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/397518384120397677/posts/default/3499495069736558047'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://monicadorin.blogspot.com/2011/02/como-o-pensamento-funciona.html' title='COMO O PENSAMENTO FUNCIONA'/><author><name>Mônica Cadorin</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12021522543152657816</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='28' src='http://3.bp.blogspot.com/_-LINuKBSmIM/Si5EaG8i_KI/AAAAAAAAAAY/5JmZW5M5kI0/S220/foto.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-397518384120397677.post-212095451235187238</id><published>2011-02-17T11:58:00.004-02:00</published><updated>2011-02-17T12:06:38.827-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Atualidade'/><title type='text'>EDIÇÃO EXTRA</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  &gt;Pensei muito, li muitas vezes &lt;i style="font-weight: bold; "&gt;&lt;a href="http://romancesmonica.blogspot.com/search/label/À%20procura%20(romance)"&gt;À procura&lt;/a&gt;&lt;/i&gt;, e cheguei à conclusão do que fazer com ela. Se eu não acho ótima, se não me empolga, mesmo que esteja bem estruturada, bem contextualizada e bem escrita,  não merece viver. Então, emoções de lado, está descartada. De qualquer forma, essas classificações "sobrevivente", "suspensa" e "descartada" não são fixas, mas as histórias podem transitar entre elas com certa flexibilidade. Então, mesmo descartada hoje, pode me empolgar daqui a uns anos e voltar à vida.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  &gt;Quanto a&lt;i style="font-weight: bold; "&gt; &lt;a href="http://romancesmonica.blogspot.com/search/label/O%20Além"&gt;O Além&lt;/a&gt;&lt;/i&gt;, digitei inteira em dois dias. Há trechos a melhorar, informações a acrescentar, mas eu achei mais fácil ter a história inteira linear para poder trabalhar. O manuscrito está cheio de emendas, algumas com um parágrafo, outras com duas páginas, e isso dificulta muito a minha leitura e compreensão global da história. Agora, que ela está passada a limpo, vou conseguir fazer os ajustes que quero.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  &gt;Estas são as novidades.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/397518384120397677-212095451235187238?l=monicadorin.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://monicadorin.blogspot.com/feeds/212095451235187238/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://monicadorin.blogspot.com/2011/02/edicao-extra.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/397518384120397677/posts/default/212095451235187238'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/397518384120397677/posts/default/212095451235187238'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://monicadorin.blogspot.com/2011/02/edicao-extra.html' title='EDIÇÃO EXTRA'/><author><name>Mônica Cadorin</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12021522543152657816</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='28' src='http://3.bp.blogspot.com/_-LINuKBSmIM/Si5EaG8i_KI/AAAAAAAAAAY/5JmZW5M5kI0/S220/foto.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-397518384120397677.post-5024212186883278987</id><published>2011-02-11T17:14:00.002-02:00</published><updated>2011-02-12T12:43:10.472-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Atualidade'/><title type='text'>NOTÍCIAS DE INÍCIO DE ANO</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;text-justify:inter-ideograph"&gt;Depois de passar quase um ano digitando &lt;b&gt;&lt;i&gt;&lt;a href="http://romancesmonica.blogspot.com/search/label/O%20canhoto"&gt;O Canhoto&lt;/a&gt;&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;, finalmente terminei. Fiz apenas ajustes mínimos que nem vale a pena mencionar. A história, que eu terminei de escrever em maio de 2009, continua me agradando, e eu continuo achando-a boa literariamente.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;text-justify:inter-ideograph"&gt;Então chegou a hora de rever &lt;b&gt;&lt;i&gt;&lt;a href="http://romancesmonica.blogspot.com/search/label/À%20procura%20(romance)"&gt;À procura&lt;/a&gt;&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;, que terminei de escrever em novembro de 2009. Para minha tristeza, a história não me emocionou, não me satisfez. Fiquei com uma sensação de “mas é isso?” e “o que vou fazer com isso?”. Depois de tanta pesquisa, de tanta elaboração geológica e psicológica, a história não deu certo. Costumo ser bastante rigorosa e insensível para descartar o que não me agrada mas desta vez deu pena. Por outro lado, ela já estava descartada antes. Re-escrever foi apenas uma tentativa de fazê-la voltar à vida em outro “corpo”. Mas a impressão que me ficou foi de que a história que eu tenho para contar em &lt;b&gt;&lt;i&gt;&lt;a href="http://romancesmonica.blogspot.com/search/label/%C3%80%20procura%20(romance)"&gt;À procura&lt;/a&gt;&lt;/i&gt;&lt;/b&gt; não vale a pena ser contada. E fiquei pensando: já descartei histórias melhores, que me deram trabalho e pelas quais eu tenho carinho. Não vai ser &lt;b&gt;&lt;i&gt;&lt;a href="http://romancesmonica.blogspot.com/search/label/%C3%80%20procura%20(romance)"&gt;À procura&lt;/a&gt;&lt;/i&gt;&lt;/b&gt; que vai me fazer burlar minha regra ou rever meu critério. Por outro lado, ela está bem construída e bem escrita, as personagens são consistentes e verossímeis. Na verdade, não sei o que fazer com ela. Cada vez que leio tenho uma impressão diferente, e eu queria duas impressões consecutivas iguais para poder decidir. O tempo dirá.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;text-justify:inter-ideograph"&gt;A próxima história a retomar é &lt;b&gt;&lt;i&gt;&lt;a href="http://romancesmonica.blogspot.com/search/label/O%20Além"&gt;O Além&lt;/a&gt;&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;. Já reli e percebi que preciso intensificar algumas sensações para torná-las mais vívidas e trazer o leitor mais para dentro, fazê-lo andar comigo, ver o que eu vi e sentir o que eu senti. É muito difícil para mim escrever em primeira pessoa: a restrição de ponto de vista acaba restringindo a minha narração. Mas os problemas de &lt;b&gt;&lt;i&gt;&lt;a href="http://romancesmonica.blogspot.com/search/label/O%20Al%C3%A9m"&gt;O Além&lt;/a&gt; &lt;/i&gt;&lt;/b&gt;são possíveis de solucionar, com um pouco mais de imersão e esforço descritivo. Vou fazer os ajustes necessários e depois digitá-la.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;text-justify:inter-ideograph"&gt;Na outra ponta do trabalho, estou preparando o lançamento de &lt;b&gt;&lt;i&gt;&lt;a href="http://romancesmonica.blogspot.com/search/label/Primeiro%20a%20honra"&gt;Primeiro a honra&lt;/a&gt;&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;, e finalizando a produção editorial de &lt;b&gt;&lt;i&gt;&lt;a href="http://romancesmonica.blogspot.com/search/label/A%20noiva%20trocada"&gt;A noiva trocada&lt;/a&gt;&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;. Quando tiver datas e horários, avisarei aqui. Depois virá &lt;b&gt;&lt;i&gt;&lt;a href="http://romancesmonica.blogspot.com/search/label/Construir%20a%20terra%20conquistar%20a%20vida"&gt;Construir a terra, conquistar a vida&lt;/a&gt;&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;, com suas 800 páginas divididas em três tomos. É um projeto ambicioso, e estou pensando seriamente em pedir patrocínio. Se alguém que paga imposto de renda quiser contribuir com minha causa, apresente-se!&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;text-justify:inter-ideograph"&gt;Bem, isto é o que tenho feito este ano, e o que pretendo fazer nos próximos meses. 2011 será um ano cheio de acontecimentos!&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/397518384120397677-5024212186883278987?l=monicadorin.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://monicadorin.blogspot.com/feeds/5024212186883278987/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://monicadorin.blogspot.com/2011/02/noticias-de-inicio-de-ano.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/397518384120397677/posts/default/5024212186883278987'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/397518384120397677/posts/default/5024212186883278987'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://monicadorin.blogspot.com/2011/02/noticias-de-inicio-de-ano.html' title='NOTÍCIAS DE INÍCIO DE ANO'/><author><name>Mônica Cadorin</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12021522543152657816</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='28' src='http://3.bp.blogspot.com/_-LINuKBSmIM/Si5EaG8i_KI/AAAAAAAAAAY/5JmZW5M5kI0/S220/foto.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-397518384120397677.post-6772383117451502925</id><published>2011-02-01T11:03:00.005-02:00</published><updated>2011-04-11T11:38:20.265-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Curiosidade'/><title type='text'>HISTÓRIAS COM MUITAS E POUCAS PERSONAGENS</title><content type='html'>&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;Outro dia, anotei na minha listagem geral alguns nomes de personagens que estavam faltando em &lt;b&gt;&lt;i&gt;&lt;a href="http://romancesmonica.blogspot.com/search/label/O%20canhoto"&gt;O canhoto&lt;/a&gt;&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;. Então tive a idéia de fazer este texto, para refletir se há diferença de tratamento entre histórias com poucas personagens e histórias com algumas personagens principais, várias personagens secundárias e muitas personagens coadjuvantes e figurantes. E também descobrir o que para mim são muitas e poucas personagens.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;Naturalmente, os contos e histórias curtas têm menos personagens. E naturalmente também, a história com mais personagens é &lt;b&gt;&lt;i&gt;&lt;a href="http://romancesmonica.blogspot.com/search/label/Construir%20a%20terra%20conquistar%20a%20vida"&gt;Construir a terra, conquistar a vida&lt;/a&gt;&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;, pois são 25 anos e uma cidade inteira envolvida em 876 páginas manuscritas. São ao todo 72 personagens, incluindo as pessoas reais (jesuítas e governantes que têm alguma fala), divididos em 10 grupos. Tentei contar o número de famílias, mas fica confuso, pois as famílias de Duarte e Fernão, ao longo da história, vão se misturando a outras famílias, com o casamento dos filhos, que se tornam também novas famílias. Então Maria, por exemplo, no início pertence à família de Duarte, e João pertence à família de Manoel Machado mas, ao se casarem, se tornam uma terceira família. Diante disso, cada pessoa representa uma família, ao mesmo tempo que cada casal forma uma família. É mais simples dizer que é muita gente e muitas famílias se entrelaçando, como acontece também na vida real.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;Acho que a &lt;i&gt;&lt;a href="http://romancesmonica.blogspot.com/search/label/Sahara"&gt;primeira história&lt;/a&gt;&lt;/i&gt; que escrevi foi a mais sintética de todas, embora, pela estrutura, não fosse um conto. Havia apenas o casal protagonista e o antagonista. Três personagens e as areias do deserto. Não tenho nada mais minimalista.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;b&gt;&lt;i&gt;&lt;a href="http://romancesmonica.blogspot.com/search/label/A%20nova%20Camelot"&gt;A Nova Camelot&lt;/a&gt;&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;, que se tornou &lt;b&gt;&lt;i&gt;A volta dos cavaleiros da Távola Redond&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;a, que se tornou &lt;b&gt;&lt;i&gt;O sonho de Richard&lt;/i&gt;&lt;/b&gt; e que hoje está descartada tem a peculiaridade de ter personagens duplas, uma vez que cada uma é ela mesma e o cavaleiro que foi, e eles agem às vezes como um, às vezes como outro, às vezes como os dois juntos. Comecei com 9 personagens duplas + 2 simples (Richard e Artus), passei para 18 duplas + 5 simples (Richard, Artus e os magos) para terminar com 12 duplas + 4 simples (Richard, Artus e os magos).&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;Quando escrevi &lt;b&gt;&lt;i&gt;&lt;a href="http://romancesmonica.blogspot.com/search/label/Mosteiro"&gt;Mosteiro&lt;/a&gt;&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;, tinha 21 personagens, organizados em 5 núcleos familiares. Dessas 21, 4 são as mais importantes (Michel a principal e mais 3 secundárias). Ao re-escrever e transformá-la em &lt;b&gt;&lt;i&gt;&lt;a href="http://romancesmonica.blogspot.com/search/label/O%20canhoto"&gt;O canhoto&lt;/a&gt;&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;, o número de personagens aumentou para 38 e mais duas personagens ganharam importância. Algumas famílias e grupos sociais também se desenvolveram, chegando ao número de oito.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;Outra história com muitas personagens é &lt;b&gt;&lt;i&gt;&lt;a href="http://romancesmonica.blogspot.com/search/label/O%20maior%20de%20todos"&gt;O maior de todos&lt;/a&gt;&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;, com o número de 36. Afinal, toda a corte está envolvida, há nobres e povo, ministros, traidores, crianças que nascem.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;Sempre que há muitas personagens, a maioria delas não é desenvolvida. A verdade é que não dá para se trabalhar bem com mais de 10 personagens importantes, pelo menos não em menos de 500 páginas (&lt;b&gt;&lt;i&gt;&lt;a href="http://romancesmonica.blogspot.com/search/label/Construir%20a%20terra%20conquistar%20a%20vida"&gt;Construir a terra, conquistar a vida&lt;/a&gt;&lt;/i&gt;&lt;/b&gt; tem 14 personagens importantes e 876 páginas para resolver a vida de todos). Personagens importantes têm aspecto físico, características psicológicas e emocionais, problemas a resolver, conflitos próprios. Quando estou escrevendo a história, vou criando personagens à medida que vou precisando delas, sem pensar no número, e vou desenvolvendo-as quando necessário. Histórias com mais conflitos pedem mais personagens. Por outro lado, histórias com mais personagens me possibilitam criar mais conflitos. No fim, uma coisa gera a outra, às vezes uma precede, às vezes outra, sem regra fixa.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;Mas percebi que esse número alto de personagens (mais de 30) é exceção, pois a maioria das histórias sobreviventes tem menos. Como em geral tenho um casal protagonista, acabo ficando com apenas esses dois núcleos familiares e mais um ou dois grupos sociais (ambiente de trabalho, amigos, antagonista, comunidade social, etc). É o que acontece em &lt;b&gt;&lt;i&gt;&lt;a href="http://romancesmonica.blogspot.com/search/label/F%C3%A1brica"&gt;Fábrica&lt;/a&gt;, &lt;a href="http://romancesmonica.blogspot.com/search/label/O%20Aro%20de%20Ouro"&gt;O Aro de Ouro&lt;/a&gt;, &lt;a href="http://romancesmonica.blogspot.com/search/label/Primeiro%20a%20honra"&gt;Primeiro a honra&lt;/a&gt;, &lt;a href="http://romancesmonica.blogspot.com/search/label/Vingan%C3%A7a"&gt;Vingança&lt;/a&gt;, &lt;a href="http://romancesmonica.blogspot.com/search/label/O%20destino%20pelo%20v%C3%A3o%20de%20uma%20janela"&gt;O destino pelo vão de uma janela&lt;/a&gt;, &lt;a href="http://romancesmonica.blogspot.com/search/label/Pelo%20poder%20ou%20pela%20honra"&gt;Pelo poder ou pela honra&lt;/a&gt;, &lt;a href="http://romancesmonica.blogspot.com/search/label/Amor%20de%20reden%C3%A7%C3%A3o"&gt;Amor de redenção&lt;/a&gt;&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;Em &lt;b&gt;&lt;i&gt;&lt;a href="http://romancesmonica.blogspot.com/search/label/O%20processo%20de%20Ser"&gt;O processo de Ser&lt;/a&gt;&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;, tenho só um grupo familiar e alguns amigos – já que um dos temas é o isolamento e a vida interior. Em &lt;b&gt;&lt;i&gt;&lt;a href="http://romancesmonica.blogspot.com/search/label/Nem%20tudo%20que%20brilha..."&gt;Nem tudo que brilha...&lt;/a&gt;&lt;/i&gt;&lt;/b&gt; também fui bem sintética, com o casal protagonista, um amigo, dois empregados e a casa misteriosa com seus antigos moradores já falecidos. &lt;b&gt;&lt;i&gt;&lt;a href="http://romancesmonica.blogspot.com/search/label/%C3%80%20procura%20(romance)"&gt;À procura&lt;/a&gt;&lt;/i&gt;&lt;/b&gt; também é interessante por ter apenas cinco personagens, todos com a mesma importância, todos igualmente desenvolvidos (tudo bem, o guia tem um mistério a mais a desvendar) e eles são um grupo profissional e não familiar. &lt;b&gt;&lt;i&gt;&lt;a href="http://romancesmonica.blogspot.com/search/label/Rosinha"&gt;Rosinha&lt;/a&gt;&lt;/i&gt;&lt;/b&gt; vem nascendo com três núcleos familiares centrais e até agora 10 personagens. Quando eu escrever, provavelmente precisarei de outras e, ao desenvolver as que já existem, o número de personagens importantes (atualmente uma principal e duas secundárias) deve aumentar também.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;Então, em geral escrevo histórias com menos de 30 personagens no total – tramas simples, sem muitos entrelaçamentos, que se resolvem em 100 ou 200 páginas A4 manuscritas. Mas são justamente as histórias com mais de 30 personagens, mais complexas, mais difíceis de gerenciar – pois é necessário cuidar da gradação de importância entre as personagens principais e entre essas e as secundárias – que são as mais gostosas de se escrever.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/397518384120397677-6772383117451502925?l=monicadorin.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://monicadorin.blogspot.com/feeds/6772383117451502925/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://monicadorin.blogspot.com/2011/02/historias-com-muitas-e-poucas.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/397518384120397677/posts/default/6772383117451502925'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/397518384120397677/posts/default/6772383117451502925'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://monicadorin.blogspot.com/2011/02/historias-com-muitas-e-poucas.html' title='HISTÓRIAS COM MUITAS E POUCAS PERSONAGENS'/><author><name>Mônica Cadorin</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12021522543152657816</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='28' src='http://3.bp.blogspot.com/_-LINuKBSmIM/Si5EaG8i_KI/AAAAAAAAAAY/5JmZW5M5kI0/S220/foto.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-397518384120397677.post-7242469625791493747</id><published>2011-01-21T12:31:00.005-02:00</published><updated>2011-04-11T11:34:41.073-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Curiosidade'/><title type='text'>PERSONAGENS CARACTERÍSTICAS</title><content type='html'>&lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;text-justify:inter-ideograph"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;Analisando o conjunto das minhas histórias, percebi que tenho grupos de personagens com uma mesma característica. Não que a personagem não tenha outras características, mas em alguns casos há uma mais marcante.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;text-justify:inter-ideograph"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;Tenho, por exemplo, personagens tipicamente vingadoras: &lt;a href="http://romancesmonica.blogspot.com/search/label/Primeiro%20a%20honra"&gt;Ailan&lt;/a&gt;, &lt;a href="http://romancesmonica.blogspot.com/search/label/Hist%C3%B3ria%20da%20vingan%C3%A7a%20do%20cavaleiro%20bret%C3%A3o"&gt;Linart&lt;/a&gt;, &lt;a href="http://romancesmonica.blogspot.com/search/label/Vingan%C3%A7a"&gt;Rodrigo&lt;/a&gt;. São personagens que, por grande parte ou toda a história, têm por objetivo de vida a vingança. É interessante que Linart quer vingar a morte de seu irmão Rodreve, mas Ailan e Rodrigo querem se vingar de violências que sofreram, depois da qual trocaram de nome. Assim, Ailan quer vingar a violência que sofreu quando era Rosala e Rodrigo quer vingar o que sofreu quando era Mário. Como os três são os protagonistas, tenho que confessar que facilito um pouco a vida deles, permitindo que encontrem de novo as pessoas de quem querem se vingar. Se eles conseguem a vingança, não posso dizer, mas eu os ponho frente a frente com os inimigos, para o acerto de contas que, por coincidência, nos três casos, termina com pelo menos um morto. Há vingança e desejo de vingança em outras histórias também, mas nada que caracterize as personagens como nesses três casos.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;text-justify:inter-ideograph"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;A outra classe típica é a de personagens criminosas. Chamo-as assim porque erraram conscientemente. Sabiam que o que faziam era errado e fizeram assim mesmo. Também são três: &lt;a href="http://romancesmonica.blogspot.com/search/label/O%20destino%20pelo%20v%C3%A3o%20de%20uma%20janela"&gt;Gustave&lt;/a&gt;, &lt;a href="http://romancesmonica.blogspot.com/search/label/Pelo%20poder%20ou%20pela%20honra"&gt;Ninette&lt;/a&gt;, &lt;a href="http://romancesmonica.blogspot.com/search/label/Nem%20tudo%20que%20brilha..."&gt;Roberto&lt;/a&gt;. Essas três se destacam, não porque minhas outras personagens não cometam erros, mas porque o fizeram por vontade, de caso pensado. Tenho outras personagens que cometem crimes, mas são criminosos circunstanciais, e não calculados e intencionais como esses três. É bem verdade que a vingança também não é uma atitude que julgo correta mas, no caso dos três vingadores, eu considero que eles têm razão, e até o direito de se vingarem – tanto que escrevi as histórias, para dar a eles oportunidade de se vingarem. Então, embora os vingadores também sejam criminosos – pois a vingança que eles querem executar é crime e eles a buscam conscientemente, planejadamente – eles têm a minha indulgência, pois estão agindo contra culpados, não contra inocentes (embora ninguém seja de fato inocente, mas isso é assunto para outro texto). Criminosos, porém, não têm meu perdão, nem direito a um final feliz. Mesmo quando eles acreditam que ficaram impunes, na verdade perderam o que tinham, inclusive e especialmente a dignidade.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;text-justify:inter-ideograph"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;Há também três personagens cuja motivação é a luta pelo poder: &lt;a href="http://romancesmonica.blogspot.com/search/label/O%20destino%20pelo%20v%C3%A3o%20de%20uma%20janela"&gt;Gustave&lt;/a&gt;, &lt;a href="http://romancesmonica.blogspot.com/search/label/Pelo%20poder%20ou%20pela%20honra"&gt;Ninette&lt;/a&gt;, &lt;a href="http://romancesmonica.blogspot.com/search/label/O%20maior%20de%20todos"&gt;Legrant&lt;/a&gt;. Por estarem em duas categorias, creio que seja fácil concluir que Gustave e Ninette não são muito louváveis em seus métodos para alcançar o poder.  Legrant não precisa conquistar poder, pois já o tem. Seu desafio é mantê-lo. A partir dele, desenvolvi duas teorias: 1) “o que é não precisa ser provado”. Se ele a todo momento precisa provar que é poderoso é porque não o é de fato e apenas precisa manter a aparência e a ilusão na cabeça de todos, inclusive dele mesmo. 2) “manda mais o que mais se esconde”. Nem sempre o que parece poderoso é de fato o que controla tudo. Às vezes, estar à sombra dá à pessoa uma liberdade de ação que não teria se estivesse à frente, na luz. Daí a dinâmica de poder entre Curt e Karl, que alternam posições de luz e sombra e, conseqüentemente, de maior ou menor poder.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;text-justify:inter-ideograph"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;Cabe aqui a observação de que cada categoria tem três representantes por puro acaso, porque a classificação é bem posterior à caracterização e à escrita. A análise consciente vem sempre depois da criação inconsciente. Além disso, há outras personagens que se vingam, há outras personagens que cometem crimes, há outras personagens subversivas e ambiciosas. Aqui estou destacando apenas as mais características.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;text-justify:inter-ideograph"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;E finalmente há a classe de personagens subversivas. São mulheres, na maioria, desde &lt;a href="http://romancesmonica.blogspot.com/search/label/Construir%20a%20terra%20conquistar%20a%20vida"&gt;Inês&lt;/a&gt;, que desobedece Fernão no século XVI e cozinha o que gosta de comer; até &lt;a href="http://romancesmonica.blogspot.com/search/label/O%20destino%20pelo%20v%C3%A3o%20de%20uma%20janela"&gt;Marie&lt;/a&gt;, que busca a verdade, julga Gustave e pretende puni-lo, passando por &lt;a href="http://romancesmonica.blogspot.com/search/label/Construir%20a%20terra%20conquistar%20a%20vida"&gt;Ayraci&lt;/a&gt;, &lt;a href="http://romancesmonica.blogspot.com/search/label/O%20canhoto"&gt;Ester&lt;/a&gt;, &lt;a href="http://romancesmonica.blogspot.com/search/label/Primeiro%20a%20honra"&gt;Rosala&lt;/a&gt;, &lt;a href="http://romancesmonica.blogspot.com/search/label/F%C3%A1brica"&gt;Caty&lt;/a&gt;, e quase todas as outras. Mas a personagem subversiva por excelência é &lt;a href="http://romancesmonica.blogspot.com/search/label/O%20canhoto"&gt;Maurits&lt;/a&gt; (mais do que seu ancestral &lt;a href="http://romancesmonica.blogspot.com/search/label/Mosteiro"&gt;Maurice&lt;/a&gt;), que ousou desejar uma utopia e fazer seguidores. Mesmo sem memória e vivendo num mundo que não era o seu, o desejo permanecia vivo nele, influenciando suas ações. É uma subversão de mentalidade, de cunho social mas quase religiosa. A vida dele foi a serviço da subversão, que norteou suas escolhas e seu destino. Foi por causa da subversão que seu nome entrou para a História da Civilização (ops, esqueci que a História não registra as vidas e os feitos das minhas personagens, por mais reais que elas sejam).&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;text-justify:inter-ideograph"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;Dá até pena listar essas categorias e pensar que destino todos eles tiveram: os vingadores, os criminosos, os ambiciosos, os subversivos, pois eu não acredito em finais felizes.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/397518384120397677-7242469625791493747?l=monicadorin.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://monicadorin.blogspot.com/feeds/7242469625791493747/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://monicadorin.blogspot.com/2011/01/personagens-caracteristicas.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/397518384120397677/posts/default/7242469625791493747'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/397518384120397677/posts/default/7242469625791493747'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://monicadorin.blogspot.com/2011/01/personagens-caracteristicas.html' title='PERSONAGENS CARACTERÍSTICAS'/><author><name>Mônica Cadorin</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12021522543152657816</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='28' src='http://3.bp.blogspot.com/_-LINuKBSmIM/Si5EaG8i_KI/AAAAAAAAAAY/5JmZW5M5kI0/S220/foto.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-397518384120397677.post-1610467320402667507</id><published>2011-01-11T22:17:00.005-02:00</published><updated>2011-04-11T11:32:08.808-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Curiosidade'/><title type='text'>REPETIR NOMES</title><content type='html'>&lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;text-justify:inter-ideograph"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;Já comentei neste blog, em mais de uma oportunidade, o cuidado que tenho na escolha dos nomes das personagens. Contei meus &lt;a href="http://monicadorin.blogspot.com/2010/10/nomes-e-sobrenomes-das-personagens.html"&gt;&lt;i&gt;critérios gerais&lt;/i&gt;&lt;/a&gt;, como foi a escolha do nome de &lt;a href="http://monicadorin.blogspot.com/2009/07/o-canhoto.html"&gt;Jan &lt;i&gt;Nicolaas&lt;/i&gt;&lt;/a&gt;, de &lt;a href="http://monicadorin.blogspot.com/2009/12/juan-miguel-torres.html"&gt;&lt;i&gt;Juan Miguel&lt;/i&gt;&lt;/a&gt;, de &lt;a href="http://monicadorin.blogspot.com/2010/11/lorenzo.html"&gt;&lt;i&gt;Lorenzo&lt;/i&gt;&lt;/a&gt;, de &lt;a href="http://monicadorin.blogspot.com/2010/06/duarte-correia.html"&gt;&lt;i&gt;Duarte&lt;/i&gt;&lt;/a&gt;. O leitor que teve a curiosidade de ver minhas sinopses no &lt;a href="http://romancesmonica.blogspot.com/"&gt;blog de apoio&lt;/a&gt; deve ter percebido a grande variedade de nomes que eu uso, mesmo considerando a diferença de línguas. Tenho por princípio não repetir nomes de personagens principais, mesmo que em outra língua, mas nem sempre isso é possível. De qualquer forma, personagens mais marcantes não têm nome repetido. É o caso de &lt;a href="http://romancesmonica.blogspot.com/search/label/O%20destino%20pelo%20v%C3%A3o%20de%20uma%20janela"&gt;Gustave&lt;/a&gt;, &lt;a href="http://romancesmonica.blogspot.com/search/label/Pelo%20poder%20ou%20pela%20honra"&gt;Ninette&lt;/a&gt;, &lt;a href="http://romancesmonica.blogspot.com/search/label/O%20canhoto"&gt;Nicolaas&lt;/a&gt;, &lt;a href="http://romancesmonica.blogspot.com/search/label/Construir%20a%20terra%20conquistar%20a%20vida"&gt;Duarte&lt;/a&gt;, &lt;a href="http://romancesmonica.blogspot.com/search/label/Construir%20a%20terra%20conquistar%20a%20vida"&gt;Fernão&lt;/a&gt;, &lt;a href="http://romancesmonica.blogspot.com/search/label/O%20maior%20de%20todos"&gt;Curt&lt;/a&gt;, &lt;a href="http://romancesmonica.blogspot.com/search/label/O%20canhoto"&gt;Ester&lt;/a&gt;, &lt;a href="http://romancesmonica.blogspot.com/search/label/O%20canhoto"&gt;Maurits&lt;/a&gt;, &lt;a href="http://romancesmonica.blogspot.com/search/label/Amor%20de%20reden%C3%A7%C3%A3o"&gt;Ágila&lt;/a&gt;, &lt;a href="http://romancesmonica.blogspot.com/search/label/Uma%20antiga%20hist%C3%B3ria%20de%20amor%20no%20Largo%20do%20Machado"&gt;Ricardo de Almeida&lt;/a&gt;. Esses provavelmente nunca serão repetidos, nem mesmo em outra língua. Alguns nomes são muito repetidos, como Isabel, que aparece em várias formas: Isabel (&lt;b&gt;&lt;i&gt;&lt;a href="http://romancesmonica.blogspot.com/search/label/O%20maior%20de%20todos"&gt;O maior de todos&lt;/a&gt;, &lt;a href="http://romancesmonica.blogspot.com/search/label/Nem%20tudo%20que%20brilha..."&gt;Nem tudo que brilha...&lt;/a&gt;, &lt;a href="http://romancesmonica.blogspot.com/search/label/F%C3%A1brica"&gt;Fábrica&lt;/a&gt;&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;), Lisbet (&lt;a href="http://romancesmonica.blogspot.com/search/label/O%20maior%20de%20todos"&gt;&lt;i&gt;&lt;b&gt;O maior de todos&lt;/b&gt;&lt;/i&gt;&lt;/a&gt;), e ainda Isabelle, Elisabeth, Isa, Lisa em histórias descartadas. Acho que, em português, cheguei à minha Isabel definitiva em &lt;b&gt;&lt;i&gt;&lt;a href="http://romancesmonica.blogspot.com/search/label/F%C3%A1brica"&gt;Fábrica&lt;/a&gt;&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;, mais do que em &lt;b&gt;&lt;i&gt;&lt;a href="http://romancesmonica.blogspot.com/search/label/Nem%20tudo%20que%20brilha..."&gt;Nem tudo que brilha...&lt;/a&gt;&lt;/i&gt;&lt;/b&gt; Por outro lado, se eu escrever &lt;i&gt;&lt;b&gt;&lt;a href="http://romancesmonica.blogspot.com/search/label/Rosinha"&gt;Rosinha&lt;/a&gt;&lt;/b&gt;&lt;/i&gt;, há na história também uma Isabel. Talvez eu mude o nome dela, vou pensar.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;text-justify:inter-ideograph"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;Às vezes também repito modificando um nome simples em composto, ou vice-versa, como &lt;a href="http://romancesmonica.blogspot.com/search/label/Tudo%20que%20o%20dinheiro%20pode%20comprar"&gt;Miguel&lt;/a&gt; e &lt;a href="http://romancesmonica.blogspot.com/search/label/Mosteiro"&gt;Jean Michel&lt;/a&gt; e &lt;a href="http://romancesmonica.blogspot.com/search/label/O%20canhoto"&gt;Juan Miguel&lt;/a&gt;, que, além disso, são em línguas diferentes; &lt;a href="http://romancesmonica.blogspot.com/search/label/Construir%20a%20terra%20conquistar%20a%20vida"&gt;Teresa&lt;/a&gt; e &lt;a href="http://romancesmonica.blogspot.com/search/label/Construir%20a%20terra%20conquistar%20a%20vida"&gt;Maria Teresa&lt;/a&gt;. Tenho também &lt;a href="http://romancesmonica.blogspot.com/search/label/Mosteiro"&gt;Robert&lt;/a&gt;, que se tornou &lt;a href="http://romancesmonica.blogspot.com/search/label/O%20canhoto"&gt;Robrecht&lt;/a&gt;, e &lt;a href="http://romancesmonica.blogspot.com/search/label/Primeiro%20a%20honra"&gt;Rudbert&lt;/a&gt;, além de um &lt;a href="http://romancesmonica.blogspot.com/search/label/Nem%20tudo%20que%20brilha..."&gt;Roberto&lt;/a&gt; brasileiro.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;text-justify:inter-ideograph"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;Pode acontecer também dessas repetições aparecerem na mesma história, quando diferentes famílias dão o mesmo nome a seus filhos – como em &lt;b&gt;&lt;i&gt;&lt;a href="http://romancesmonica.blogspot.com/search/label/Construir%20a%20terra%20conquistar%20a%20vida"&gt;Construir a terra, conquistar a vida&lt;/a&gt;&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;, em que tenho, por exemplo, Isabel Barros e Isabel Lopes; Teresa Fernandes e Maria Teresa; Salvador de Sá e Salvador Lopes, Leonor Correia e Leonor Temiminó; Catarina Fernandes e Catarina Fagundes; Manuel de Brito, Manuel Lopes, Manuel Gonçalves, Manoel Machado.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;text-justify:inter-ideograph"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;Às vezes a personagem “nasce” com um nome, mas eu acho que ele não funciona (ou já tenho uma personagem principal com esse nome e, como decidi escrever a história, não quero repetir). Fico então procurando outros nomes que combinem com as características físicas e de personalidade da personagem. Isso acontece muito com as histórias que são exercícios de criação, quando eu uso os nomes originais das bonecas de papel, e depois fico com uma infinidade de personagens com o nome de Pedro, Lisa, Sílvia, Otávio, Luís, Cláudia. Então, se resolvo escrever, preciso mudar, e Lisa vira Alice, Elisa, Isabel. Otávio vira Augusto, Luís Augusto, Olavo. Pedro é sempre o mais difícil, mas já virou Miguel e Lucas.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/397518384120397677-1610467320402667507?l=monicadorin.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://monicadorin.blogspot.com/feeds/1610467320402667507/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://monicadorin.blogspot.com/2011/01/repetir-nomes.html#comment-form' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/397518384120397677/posts/default/1610467320402667507'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/397518384120397677/posts/default/1610467320402667507'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://monicadorin.blogspot.com/2011/01/repetir-nomes.html' title='REPETIR NOMES'/><author><name>Mônica Cadorin</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12021522543152657816</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='28' src='http://3.bp.blogspot.com/_-LINuKBSmIM/Si5EaG8i_KI/AAAAAAAAAAY/5JmZW5M5kI0/S220/foto.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-397518384120397677.post-7651607964292369479</id><published>2011-01-01T16:33:00.001-02:00</published><updated>2011-01-01T16:37:46.185-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Especial'/><title type='text'>SEJAMOS BEM-VINDOS EM 2011!!</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  &gt;Mais um ano que começa! Mais um texto para fazer o balanço do ano que passou. Acredito que consegui manter alguma consistência no número de visitantes e de visitas, e pessoas de novas cidades, no Brasil e no mundo, se interessaram em visitar meu blog.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;text-justify:inter-ideograph"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  &gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;text-justify:inter-ideograph"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  &gt;Em 2010 foi difícil manter regularidade na produção dos textos, pois os temas mais óbvios eu já tinha tratado em 2009. Por outro lado, os textos estão se tornando mais refletidos, mais complexos, e me dão mais trabalho na hora de elaborar e escrever. Estou abordando questões mais íntimas e mais detalhadas do meu processo de criação literária.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;text-justify:inter-ideograph"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  &gt;Em 2010 comecei a participar de várias comunidades literárias, mas os fóruns mais interessantes infelizmente simplesmente deixam de existir (Sala de leitura; Fórum do Recanto das Letras). Passei o ano testando uma série de comunidades e fóruns, e gastei muito tempo nisso, para finalmente ficar só com os que acho mais construtivos (já que meus preferidos acabaram). Por outro lado, não tive tempo de visitar com a frequência que eu queria os blogs das pessoas que encontrei nas comunidades. É algo que pretendo priorizar em 2011, e depois listar todo mundo aqui.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;text-justify:inter-ideograph"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  &gt;Eu também estava preparando a publicação de &lt;b&gt;&lt;i&gt;&lt;a href="http://romancesmonica.blogspot.com/search/label/Primeiro%20a%20honra"&gt;Primeiro a honra&lt;/a&gt;&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;, mas achei bom pedir orçamento a várias gráficas e editoras, para ver que conjunto de soluções me atenderia melhor, e o tempo passou sem que eu conseguisse levar o projeto à conclusão. Como agora já tenho as informações de que preciso, a publicação sairá logo no início de 2011. Afinal, a fila precisa andar, e eu estou ansiosa já pela publicação de &lt;b&gt;&lt;i&gt;&lt;a href="http://romancesmonica.blogspot.com/search/label/Construir%20a%20terra%20conquistar%20a%20vida"&gt;Construir a terra, conquistar a vida&lt;/a&gt;&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;, que será um projeto mais audacioso e demorado, em vários tomos e com alguns requintes que já elaborei e preciso de alguém que execute. Por isso, mesmo tendo sido escrita depois, &lt;b&gt;&lt;i&gt;&lt;a href="http://romancesmonica.blogspot.com/search/label/A%20noiva%20trocada"&gt;A noiva trocada&lt;/a&gt; &lt;/i&gt;&lt;/b&gt;deve ser publicada antes de &lt;b&gt;&lt;i&gt;&lt;a href="http://romancesmonica.blogspot.com/search/label/Construir%20a%20terra%20conquistar%20a%20vida"&gt;Construir a terra, conquistar a vida&lt;/a&gt;&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;, para não ficar atrasada.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;text-justify:inter-ideograph"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  &gt;Eu tinha me programado para incluir neste texto gráficos comparativos de movimentação e de leitura dos textos entre 2009 e 2010, mas, como comecei a publicar em junho de 2009, a conta ficaria desequilibrada, pois estaria comparando seis meses com doze meses. Por isso, vou deixar para fazer os gráficos para publicar no texto de dois anos de blog, quando poderei comparar dois intervalos iguais de 12 meses.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;text-justify:inter-ideograph"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  &gt;Então hoje vou simplesmente desejar a todos meus visitantes – os acidentais, os eventuais e os regulares – um feliz ano de 2011, em que tenhamos disposição de realizar nossos sonhos. Eu estarei sempre aqui, escrevendo e esperando pela visita, comentários e sugestões de vocês.&lt;/span&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/397518384120397677-7651607964292369479?l=monicadorin.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://monicadorin.blogspot.com/feeds/7651607964292369479/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://monicadorin.blogspot.com/2011/01/sejamos-bem-vindos-em-2011.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/397518384120397677/posts/default/7651607964292369479'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/397518384120397677/posts/default/7651607964292369479'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://monicadorin.blogspot.com/2011/01/sejamos-bem-vindos-em-2011.html' title='SEJAMOS BEM-VINDOS EM 2011!!'/><author><name>Mônica Cadorin</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12021522543152657816</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='28' src='http://3.bp.blogspot.com/_-LINuKBSmIM/Si5EaG8i_KI/AAAAAAAAAAY/5JmZW5M5kI0/S220/foto.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-397518384120397677.post-6388864023238737043</id><published>2010-12-21T21:38:00.004-02:00</published><updated>2011-04-11T11:30:27.341-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Perguntas'/><title type='text'>DE ONDE VÊM AS IDÉIAS?</title><content type='html'>&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;text-justify:inter-ideograph"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  &gt;Estava revendo minha listagem geral, onde estão registradas todas as 307 histórias criadas nos meus mais de 25 anos de carreira, e observei como as tramas são variadas, os locais de ambientação, as épocas escolhidas e eu mesma me perguntei: “caramba, de onde eu tiro tantas idéias diferentes?” Essa é uma pergunta que não é fácil responder. As idéias vêm de toda parte, e de lugar nenhum ao mesmo tempo. Elas parecem já estar dentro de mim e, de repente, com o estímulo certo, elas brotam, como se explodissem, chegam à tona e se tornam reais. Essa resposta na verdade não resolve a questão, que passa a ser “que tipo de estímulo é o certo?” O que me faz juntar certos elementos e construir com eles uma história?&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;text-justify:inter-ideograph"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  &gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;text-justify:inter-ideograph"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  &gt;Bem, algumas idéias me vêm em sonhos. São sonhos reais, vívidos, que me impressionam de alguma forma e já vêm prontos – as personagens, os temas, a trama básica, indicações de ambientação. Meu trabalho é só organizar a estrutura, completar eventuais lacunas do que foi dado, acrescentar elementos secundários e acessórios (por exemplo, personagens secundárias, estação do ano, outros temas relacionados) e o escrever propriamente dito, que é quando tudo se entrelaça e a história nasce de fato. Esse processo aconteceu com &lt;b&gt;&lt;i&gt;&lt;a href="http://romancesmonica.blogspot.com/search/label/O%20Aro%20de%20Ouro"&gt;O Aro de Ouro&lt;/a&gt;, &lt;a href="http://romancesmonica.blogspot.com/search/label/O%20maior%20de%20todos"&gt;O maior de todos&lt;/a&gt;, &lt;a href="http://romancesmonica.blogspot.com/search/label/Vingan%C3%A7a"&gt;Vingança&lt;/a&gt;, &lt;a href="http://romancesmonica.blogspot.com/search/label/Primeiro%20a%20honra"&gt;Primeiro a honra&lt;/a&gt;, &lt;a href="http://romancesmonica.blogspot.com/search/label/O%20cisne"&gt;O cisne&lt;/a&gt;, &lt;a href="http://romancesmonica.blogspot.com/search/label/Rosinha"&gt;Rosinha&lt;/a&gt;, &lt;a href="http://romancesmonica.blogspot.com/search/label/O%20processo%20de%20Ser"&gt;O processo de Ser&lt;/a&gt;, &lt;a href="http://romancesmonica.blogspot.com/search/label/O%20Al%C3%A9m"&gt;O Além&lt;/a&gt;.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;text-justify:inter-ideograph"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  &gt;Às vezes é uma experiência significativa, num momento determinado. Um exemplo é &lt;b&gt;&lt;i&gt;&lt;a href="http://romancesmonica.blogspot.com/search/label/Nem%20tudo%20que%20brilha..."&gt;Nem tudo que brilha...&lt;/a&gt;&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;, que nasceu quando, após ler o conto &lt;i&gt;O barril de amontilado&lt;/i&gt;, de Edgar Alan Poe, eu abri uma janela de madeira no prédio de aulas da Escola de Música da UFRJ e ela tinha sido fechada por fora com tijolos. Eu já estava envolvida com os emparedamentos de Poe, por isso foi muito impressionante para mim aquela janela emparedada. Então aconteceu a história do casal inocente que se envolve nos mistérios de uma casa, onde aconteceu um assassinato (eles não sabem). Aos poucos, eles vão se envolvendo com os fatos que descobrem e, de repente, a história da casa pode se repetir com eles. Como na Escola de Música, há pela casa janelas que não se abrem e estruturas misteriosas. Como em Poe, há, com as devidas adaptações, Montresor e Fortunato, claustrofobia, e uma espécie de vingança pelo não-feito.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;text-justify:inter-ideograph"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  &gt;Às vezes, a idéia vem porque fico pensando “como seria se”, ou “como teria sido para alguém viver tal situação”. Foi o que gerou, por exemplo, &lt;b&gt;&lt;i&gt;&lt;a href="http://romancesmonica.blogspot.com/search/label/Construir%20a%20terra%20conquistar%20a%20vida"&gt;Construir a terra, conquistar a vida&lt;/a&gt;&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;, que é a união de duas idéias. A primeira foi a conjectura “como teria sido a vida dos primeiros degredados portugueses que vieram para o Brasil?”A segunda idéia buscava imaginar “como deve ter sido para um europeu estar no Brasil, tão longe de sua terra e sua gente, com a perspectiva de nunca mais sair daqui?” Duarte nasceu para ter esses sentimentos e me dar as respostas às minhas indagações.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  &gt;E há também os testes de possibilidades de combinação, em que eu invento as personagens, uma situação para elas se encontrarem e vou ajustando a caracterização à medida que vou vendo aonde os elementos me levam. Não deixam de ser o tipo “como seria se”, só de uma forma mais aberta. São assim &lt;b&gt;&lt;i&gt;&lt;a href="http://romancesmonica.blogspot.com/search/label/A%20noiva%20trocada"&gt;A noiva trocada&lt;/a&gt;, &lt;a href="http://romancesmonica.blogspot.com/search/label/F%C3%A1brica"&gt;fábrica&lt;/a&gt;, &lt;a href="http://romancesmonica.blogspot.com/search/label/Pelo%20poder%20ou%20pela%20honra"&gt;Pelo poder ou pela honra&lt;/a&gt;, &lt;a href="http://romancesmonica.blogspot.com/search/label/%C3%80%20procura%20(romance)"&gt;À procura&lt;/a&gt;.&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  &gt;Tudo isso são estopins de coisas que estão sempre em formação dentro de mim. Os temas são recorrentes, as questões abordadas são sempre as mesmas, expressas de formas diferentes, com roupagens diferentes mas a mesma essência. Então, na verdade, mesmo fazendo um texto detalhado, essa questão sobre de onde vêm as idéias não tem de fato uma resposta. Minha escrita não é a aplicação de uma fórmula pronta, mas é processo, é amadurecimento, é a expressão do meu &lt;b&gt;eu&lt;/b&gt; e da minha vida.&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/397518384120397677-6388864023238737043?l=monicadorin.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://monicadorin.blogspot.com/feeds/6388864023238737043/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://monicadorin.blogspot.com/2010/12/de-onde-vem-as-ideias.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/397518384120397677/posts/default/6388864023238737043'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/397518384120397677/posts/default/6388864023238737043'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://monicadorin.blogspot.com/2010/12/de-onde-vem-as-ideias.html' title='DE ONDE VÊM AS IDÉIAS?'/><author><name>Mônica Cadorin</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12021522543152657816</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='28' src='http://3.bp.blogspot.com/_-LINuKBSmIM/Si5EaG8i_KI/AAAAAAAAAAY/5JmZW5M5kI0/S220/foto.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-397518384120397677.post-4160888820432390740</id><published>2010-12-11T13:22:00.001-02:00</published><updated>2010-12-11T13:32:50.535-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Organização'/><title type='text'>LÍNGUAS ARCAICAS / TU x VOCÊ</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: georgia; font-size: small; "&gt;Escrevo este texto a partir de uma pergunta que me foi feita no Fórum do &lt;a href="http://www.recantodasletras.com.br/"&gt;Recanto das Letras&lt;/a&gt;, sobre o uso do bantu num romance histórico ambientado no Brasil do século XVIII, com personagens africanas ou descendentes. Na resposta que eu dei, procurei focar nos aspectos mais objetivos, mas aqui posso me estender em exemplos e citações.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  &gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Em primeiro lugar, não acho que seja uma necessidade o autor contextualizar também a língua, para que a história esteja bem contextualizada. Por outro lado, é um fator facilitador para o autor, e uma espécie de brinde para o leitor, como uma cereja num doce. Usar formas antigas da língua requer uma pesquisa específica, de filologia histórica. E só vale para histórias ambientadas em países que têm a mesma língua em que a história será escrita. Ou seja, é inútil eu usar português arcaico numa história que se passa em local que não fala português. Não acrescenta nada em contextualização eu fazer &lt;a href="http://romancesmonica.blogspot.com/search/label/O%20canhoto"&gt;Nicolaas&lt;/a&gt; dizer “asinha”. Já &lt;a href="http://romancesmonica.blogspot.com/search/label/Construir%20a%20terra%20conquistar%20a%20vida"&gt;Duarte&lt;/a&gt; pedir que Fernão faça alguma coisa, acrescentando “asinha” faz todo sentido e dá à história o sabor de arcaísmo que eu estou tentando evocar (“asinha” quer dizer “rápido”). Quando o local escolhido é um país que não fala português, meu único cuidado lingüístico é não usar gírias nem expressões coloquiais, e assim a linguagem fica formal, talvez em excesso, considerando que eles deviam ter expressões coloquiais. Mas descobrir as expressões coloquiais de outros povos em outras épocas e como traduzi-las corretamente para o português, de forma que sejam a expressão original e façam sentido em português  é uma pesquisa muito específica e foge aos meus propósitos, que são apenas de contar uma história e contextualizá-la da forma mais verossímel possível. Não pretendo servir de fonte a pesquisas lingüísticas.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Quando fui escrever &lt;b&gt;&lt;i&gt;&lt;a href="http://romancesmonica.blogspot.com/search/label/Construir%20a%20terra%20conquistar%20a%20vida"&gt;Construir a terra, conquistar a vida&lt;/a&gt;&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;, resolvi que usaria a linguagem da época, tanto quanto não comprometesse a compreensão do leitor, sem que eu precisasse construir um glossário. A pesquisa foi mais longa do que a escrita e é algo que terei ainda que revisar. Aproveitei também a oportunidade para entrar em contato com o tupi, pois tenho Ayraci, uma personagem Tamuya (adoto a grafia registrada por José de Anchieta). Ela fala algumas palavras e frases em tupi, que são logo traduzidas, mas, quando precisei fazer um diálogo inteiro, preferi escrever em português, e apenas informar que o diálogo estava acontecendo em tupi, privilegiando a compreensão do leitor.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Acho que utilizar a língua como era na época ajuda o autor a contextualizar, e ajuda o leitor a entrar “no clima” da história, mas não é uma necessidade. O autor pode conseguir os mesmos objetivos sem utilizar a língua histórica. Tudo vai depender da habilidade dele, seja para usar a língua antiga, seja para dar clima de antiguidade sem usar a gramática e o vocabulário antigos. Quando eu estava escrevendo &lt;b&gt;&lt;i&gt;&lt;a href="http://romancesmonica.blogspot.com/search/label/Construir%20a%20terra%20conquistar%20a%20vida"&gt;Construir a terra, conquistar a vida&lt;/a&gt;&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;, toda hora eu consultava a parte de informação histórica do Dicionário Houaiss (que me foi gentilmente oferecido pela Gerente de Patrocínio da Petrobras à época). Eu queria escrever “garoto”, palavra que só aparece escrita no século XIX – portanto não me serve, pois não devia ser de uso corrente no século XVI. Então mudei para “moleque”, que tem registro escrito no século XVIII, mas é de origem africana, e os africanos estavam apenas chegando no Brasil, portanto ainda não influenciariam tanto a língua, a ponto de um português de Lisboa usar o neologismo. Fiquei então com “fedelho” que, embora tenha certa conotação pejorativa de imaturidade, é uma palavra da época (escrita desde o século XVI) e de origem portuguesa. Aí o tempo passou e eu quis escrever “prostituta”, que só começa a aparecer por escrito no século XIX, então fiquei mesmo com a antiga “meretriz” (do século XIV), que atendeu meus propósitos. Além disso, recolhi palavras e expressões especialmente de Gil Vicente, escritor para o povo, e também de Camões, e vou ver como acrescentar ao texto de forma que não prejudiquem a compreensão.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Sempre que vou escrever uma história ambientada no passado, paro para pensar se vou escrever os diálogos em segunda ou terceira pessoa (“tu” ou “você”). Como no Brasil é raro usarmos coloquialmente a segunda pessoa, às vezes opto por ela para caracterizar a antiguidade. Fiz isso em &lt;b&gt;&lt;i&gt;&lt;a href="http://romancesmonica.blogspot.com/search/label/O%20maior%20de%20todos"&gt;O maior de todos&lt;/a&gt;&lt;/i&gt;&lt;/b&gt; mas não nos outros publicados. Na época em que escrevi &lt;b&gt;&lt;i&gt;&lt;a href="http://romancesmonica.blogspot.com/search/label/O%20destino%20pelo%20vão%20de%20uma%20janela"&gt;O destino pelo vão de uma janela&lt;/a&gt;&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;, eu costumava alternar o uso da segunda e da terceira pessoa conforma o contexto da cena, usando a terceira nas situações normais e reservando a segunda para denotar intimidade. Meus romances ambientados no Brasil do século XIX são escritos em terceira pessoa, pois é justamente quando o Vossa Mercê estava se tornando você; mas nas conversas familiares às vezes uso a segunda pessoa, nessa idéia de denotar intimidade.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Na hora de re-escrever &lt;b&gt;&lt;i&gt;&lt;a href="http://romancesmonica.blogspot.com/search/label/O%20canhoto"&gt;O canhoto&lt;/a&gt;&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;, pensei em repetir o que fiz em &lt;b&gt;&lt;i&gt;&lt;a href="http://romancesmonica.blogspot.com/search/label/O%20maior%20de%20todos"&gt;O maior de todos&lt;/a&gt;&lt;/i&gt;&lt;/b&gt; e escrever tudo em segunda pessoa, mas uma das falas que eu queria aproveitar de &lt;b&gt;&lt;i&gt;&lt;a href="http://romancesmonica.blogspot.com/search/label/Mosteiro"&gt;Mosteiro&lt;/a&gt;&lt;/i&gt;&lt;/b&gt; era a despedida de Ester, quando ela diz “&lt;i&gt;amo você, quero você, preciso de você&lt;/i&gt;”. Achei que não teria a mesma força na segunda pessoa, então, por causa de uma frase, escrevi toda a história em terceira pessoa. Cheguei a pensar em fazer os monges usarem a segunda pessoa, mas achei que seria muito forçado, como se a pessoa deixasse de ser o que é, deixasse para trás seus hábitos só porque se tornou monge, então meus monges usam a terceira pessoa como todas as outras personagens.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Tudo fica mais fácil ao se ambientar uma história no Brasil atual, quando esse cuidado na escolha das palavras e expressões não é necessário, pois vou mesmo usar o português atual em terceira pessoa. Mas aí que graça tem?&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/397518384120397677-4160888820432390740?l=monicadorin.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://monicadorin.blogspot.com/feeds/4160888820432390740/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://monicadorin.blogspot.com/2010/12/linguas-arcaicas-tu-x-voce.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/397518384120397677/posts/default/4160888820432390740'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/397518384120397677/posts/default/4160888820432390740'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://monicadorin.blogspot.com/2010/12/linguas-arcaicas-tu-x-voce.html' title='LÍNGUAS ARCAICAS / TU x VOCÊ'/><author><name>Mônica Cadorin</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12021522543152657816</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='28' src='http://3.bp.blogspot.com/_-LINuKBSmIM/Si5EaG8i_KI/AAAAAAAAAAY/5JmZW5M5kI0/S220/foto.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-397518384120397677.post-2411568930309388024</id><published>2010-12-01T12:03:00.001-02:00</published><updated>2010-12-01T12:08:27.895-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Curiosidade'/><title type='text'>SEGREDOS NAS HISTÓRIAS</title><content type='html'>&lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;Às vezes eu me vejo em situações complicadas na hora de escrever esses textos que publico aqui. Percebi que cito mais umas histórias do que outras, e estou tentando equilibrar essas contas mas não é tão simples como pensei.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;É muito mais fácil falar de histórias longas, romances de mais de 200 páginas, pois são histórias com mais personagens, mais eventos, mais temas trabalhados, mais assunto para falar. Tratar de contos é difícil, pelas próprias características do conto: poucas personagens, trama simples, ambientação simples. Acabo não tendo muito o que dizer. Há histórias também que eu tenho que ter cuidado ao me referir, pois têm segredos que eu não gostaria de revelar antes da hora. É o caso de &lt;b&gt;&lt;i&gt;&lt;a href="http://romancesmonica.blogspot.com/search/label/O%20destino%20pelo%20vão%20de%20uma%20janela"&gt;O destino pelo vão de uma janela&lt;/a&gt;&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;, &lt;b&gt;&lt;i&gt;&lt;a href="http://romancesmonica.blogspot.com/search/label/Pelo%20poder%20ou%20pela%20honra"&gt;Pelo poder ou pela honra&lt;/a&gt;, &lt;a href="http://romancesmonica.blogspot.com/search/label/O%20Aro%20de%20Ouro"&gt;O aro de ouro&lt;/a&gt;, &lt;a href="http://romancesmonica.blogspot.com/search/label/Nem%20tudo%20que%20brilha..."&gt;Nem tudo que brilha...&lt;/a&gt;, &lt;a href="http://romancesmonica.blogspot.com/search/label/O%20cisne"&gt;O Cisne&lt;/a&gt;, &lt;a href="http://romancesmonica.blogspot.com/search/label/O%20maior%20de%20todos"&gt;O maior de todos&lt;/a&gt;, &lt;a href="http://romancesmonica.blogspot.com/search/label/Vingança"&gt;Vingança&lt;/a&gt;&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;. Mesmo quando a história não tem grandes segredos, os caminhos da trama não devem ser contados em detalhes para não tirar do leitor a surpresa de descobrir certas coisas junto (ou antes!) da personagem. Então também por isso eu cito mais umas histórias do que outras. &lt;b&gt;&lt;i&gt;&lt;a href="http://romancesmonica.blogspot.com/search/label/Pelo%20poder%20ou%20pela%20honra"&gt;Pelo poder ou pela honra&lt;/a&gt;&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;, por exemplo, é um problema para mim, pois há certos detalhes na caracterização das personagens que são decisivos na disputa entre os irmãos. Mantenho o mistério na página 1 mas começo a dar as informações a partir da página 2. Então, se eu for falar da história em geral, vou acabar revelando alguns segredos, e o trabalho que tive para ir entregando as informações em doses homeopáticas terá sido em vão. Então eu cito pouco essa história não por não gostar dela, mas porque eu não quero entregar os segredos que eu inventei para ela. O que posso dizer é que é uma história confusa, como o momento que eu estava vivendo. Consegui decifrar alguns símbolos, que me fizeram entender como o meu inconsciente sentiu aquele ano de 1993. E é só o que posso falar dela. O máximo de detalhes que posso contar já está na sinopse da história e no pequeno trecho que disponibilizei.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;Enquanto isso, fico eu aqui inventando textos genéricos, que falam mais do processo do que das histórias em si, para não contar os segredos que minhas personagens guardam com tanto empenho.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/397518384120397677-2411568930309388024?l=monicadorin.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://monicadorin.blogspot.com/feeds/2411568930309388024/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://monicadorin.blogspot.com/2010/12/segredos-nas-historias.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/397518384120397677/posts/default/2411568930309388024'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/397518384120397677/posts/default/2411568930309388024'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://monicadorin.blogspot.com/2010/12/segredos-nas-historias.html' title='SEGREDOS NAS HISTÓRIAS'/><author><name>Mônica Cadorin</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12021522543152657816</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='28' src='http://3.bp.blogspot.com/_-LINuKBSmIM/Si5EaG8i_KI/AAAAAAAAAAY/5JmZW5M5kI0/S220/foto.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-397518384120397677.post-6776908420729736328</id><published>2010-11-21T21:07:00.001-02:00</published><updated>2010-11-21T21:09:10.465-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Personagens'/><title type='text'>LORENZO</title><content type='html'>&lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;text-justify:inter-ideograph"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;Essa personagem foi um acidente de percurso no processo de re-escrita que resultou em &lt;b&gt;&lt;i&gt;&lt;a href="http://romancesmonica.blogspot.com/search/label/O%20canhoto"&gt;O Canhoto&lt;/a&gt;&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;. Diferente de Juan Miguel, que foi previsto e planejado, Lorenzo simplesmente aconteceu, apareceu, e de repente eu tive que decidir um destino para ele. Como hoje estou mais atenta a meu processo de criação, entendi o significado de Lorenzo quando ainda estava escrevendo a história.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;text-justify:inter-ideograph"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;Logo que ele apareceu, chamei-o de Giovanni, mas isso o colocaria a par dos três “joãos” da história, e essa não era minha intenção. Então considerei a devoção da cidade de Gênova a São Lourenço – tanto que a igreja matriz é dedicada a ele, e dei à personagem o nome de Lorenzo, que devia ser um nome bem comum na cidade.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;text-justify:inter-ideograph"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;Lorenzo é um homem de quase 40 anos (bastante maduro para a época em que a história está ambientada), solteiro, genovês, que mora na subida de um dos morros que cercam a cidade de Gênova. Ele é sustentado pela família, que o isolou ali porque a convivência dele com o resto do mundo era insuportável, pois Lorenzo tem deficiência no desenvolvimento mental, o que o faz ser comparado a uma criança de 5 anos.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;text-justify:inter-ideograph"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;Ele poderia ter passado toda a vida ali, na subida do morro, sem que ninguém soubesse dele. Mas ele entra na história quando Miguel precisa acomodar o cavalo de Nicolaas. Como o cavalo de Miguel é um guerreiro bem treinado, achei que não seria correto Miguel deixá-lo solto para se perder ou ser roubado. Na casa dele também não cabia. Então aparece essa figura que mora numa área não habitada da cidade e que faz o favor de tomar conta do cavalo de Miguel – e depois do cavalo de Nicolaas, que ele treina para a guerra como Miguel ensinou. Era uma necessidade da trama, sem dúvida, mas era também uma necessidade do meu inconsciente. Ele poderia ter qualquer conjunto de características – já que era uma personagem nova, sem importância, e que sairia da história antes do final. O que me fez decidir que ele teria uma deficiência?&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;text-justify:inter-ideograph"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;Lorenzo foi inventado para cuidar do cavalo de Miguel e continuar em Gênova quando Miguel e Nicolaas fossem para a Cruzada, saindo assim da história. De repente, percebi que ele tinha gostado de ser útil, e não se contentaria em continuar sendo apenas “um retardado que mora na subida do morro”. De repente eu vi Nicolaas considerando a possibilidade de levá-lo à Terra Santa, como escudeiro e treinador dos cavalos. Vi Nicolaas louvar Miguel por ter ensinado ao retardado um ofício (treinar cavalos de guerra), e argumentar que, embora lento, Lorenzo era capaz, sim, de aprender e fazer coisas bem feitas. Miguel não teve muita escolha senão levá-lo, dando a ele a chance de ter uma nova vida, integrado à sociedade, com um ofício útil e a esperança de construir uma família e de viver como qualquer pessoa.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;text-justify:inter-ideograph"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;Nossa sociedade atual ainda é muito exclusiva (no sentido de “que exclui”). Evita o que é diferente, não aceita o que não consegue compreender, tem medo do que não pode controlar. Pessoas com deficiência são diferentes, incompreendidas e, às vezes, incontroláveis. Por isso estão sujeitas a todo tipo de pré-conceito de uma sociedade que, se pudesse, muitas vezes os desejaria isolados “na subida do morro”, de forma que não atrapalhem o desenvolvimento das atividades das pessoas “normais”, não constranjam as pessoas próximas com suas atitudes “esquisitas”, “inexplicáveis”, e sua aparência “alienígena” e às vezes “dismórfica”.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;text-justify:inter-ideograph"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;Lorenzo é minha segunda personagem deficiente (a primeira era uma moça cega numa história descartada), considerando que ser canhoto hoje em dia é apenas ser diferente da maioria (embora Nicolaas se considere deficiente por ser canhoto), e aparece num momento importante da minha vida, em que eu enfrentava a aceitação do autismo da minha filha, na época com quatro anos. As questões pontuais são diferentes entre Lorenzo e Maria Clara, mas a atitude de Miguel é a minha: aceitar a diferença e estimular o desenvolvimento pleno da pessoa, oferecendo oportunidades de aprendizagem e experiências de amadurecimento. Como fez Miguel com Lorenzo, espero também conseguir ensinar Maria Clara a integrar-se na sociedade e ter uma vida independente, em que sonhos podem ser sonhados e, quem sabe, alcançados.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;span class="Apple-style-span" &gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;Será que terei outras personagens deficientes? Será que terei alguma personagem autista? Não sei. Isso é algo que só meu inconsciente saberá dizer, e eu (consciente) só vou saber quando acontecer. Por outro lado, Maria Clara pode vir representada em qualquer tipo de personagem, pois o que está em jogo, nessas alegorias simbólicas que meu inconsciente cria, não é a caracterização exata, mas algum tipo de atitude (no caso de Lorenzo, é a aceitação e os ensinamentos de Miguel), um papel social, um relacionamento, às vezes um simples gesto – é o que permite que uma mesma personagem represente diferentes pessoas e papéis sociais da minha vida real.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/397518384120397677-6776908420729736328?l=monicadorin.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://monicadorin.blogspot.com/feeds/6776908420729736328/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://monicadorin.blogspot.com/2010/11/lorenzo.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/397518384120397677/posts/default/6776908420729736328'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/397518384120397677/posts/default/6776908420729736328'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://monicadorin.blogspot.com/2010/11/lorenzo.html' title='LORENZO'/><author><name>Mônica Cadorin</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12021522543152657816</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='28' src='http://3.bp.blogspot.com/_-LINuKBSmIM/Si5EaG8i_KI/AAAAAAAAAAY/5JmZW5M5kI0/S220/foto.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-397518384120397677.post-4120389692857075142</id><published>2010-11-12T21:39:00.005-02:00</published><updated>2011-01-01T20:12:30.930-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='História da história'/><title type='text'>HISTÓRIA NOVA</title><content type='html'>&lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;text-justify:inter-ideograph"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;Eu sei que não tenho tempo para escrever. Eu não posso parar tudo para escrever. Mas está começando a ficar difícil me conter.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;text-justify:inter-ideograph"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;Meu trabalho no Patrimônio Nacional atualmente é a pesquisa do ecletismo em São Paulo, para embasar processos de tombamento já abertos de prédios com essa característica. Estou portanto lendo muito sobre o ecletismo na Europa, no Brasil e especialmente em São Paulo. E o ecletismo chegou a São Paulo junto com o café, nas fazendas do Vale do Paraíba, e depois do Vale do Tietê para, por fim, formar as casas da classe abastada da capital. É impossível não ver as minhas personagens caminhando pelo livro que acabei de ler (&lt;i&gt;A casa paulista&lt;/i&gt;, de Carlos A. C. Lemos), pois &lt;a href="http://romancesmonica.blogspot.com/search/label/Rosinha"&gt;&lt;b&gt;a história&lt;/b&gt;&lt;/a&gt; começa numa fazenda de café no interior do estado – provavelmente na região de Campinas – e migra para a capital, e boa parte dela acontece dentro de uma residência eclética. Acho que é a primeira vez que meu trabalho “de verdade” me ajuda nas pesquisas para uma história minha. Até nisso o Iphan é bom para mim.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;text-justify:inter-ideograph"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;Eu estava tendo dificuldade para escolher o nome da personagem principal masculina, como comentei &lt;i&gt;&lt;a href="http://monicadorin.blogspot.com/2010/10/nomes-e-sobrenomes-das-personagens.html"&gt;nesse texto&lt;/a&gt;&lt;/i&gt;. Mas, quando lembrei que a família dele é de descendentes de italianos – como eu mesma – eu pude pensar como é a vida dos meus parentes que vivem na colônia, e rapidamente compreendi como será a infância das personagens principais. E encontrei também uma oportunidade de homenagear meu &lt;i&gt;nonno&lt;/i&gt;, dando o nome e o apelido dele à minha personagem. Tenho que refazer as cenas usando o nome novo, para ver se funciona. As tentativas foram bem sucedidas até agora, mas é preciso testar as cenas mais densas. Se funcionar, o casal principal terá os nomes do meu &lt;i&gt;nonno&lt;/i&gt; e da minha &lt;i&gt;nonna&lt;/i&gt;. Embora sejam todos descendentes de italianos nascidos no Brasil – meus avós e minhas personagens – as histórias são muito diferentes.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;text-justify:inter-ideograph"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;Essa pesquisa que estou fazendo da arquitetura já me informa sobre aspectos da sociedade, da economia e da cultura da época. Depois terei que ler sobre a história de São Paulo, e ver alguns detalhes específicos, como imigração italiana e a industrialização na década de 1920. Já que a história deve acontecer em São Paulo no início do século XX, não resisto levar minhas personagens à Semana de Arte Moderna – e terei que rever toda a programação. É uma forma que tenho de também estar presente aos grandes momentos da história da arte, e participar das polêmicas e dos debates.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/397518384120397677-4120389692857075142?l=monicadorin.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://monicadorin.blogspot.com/feeds/4120389692857075142/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://monicadorin.blogspot.com/2010/11/historia-nova.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/397518384120397677/posts/default/4120389692857075142'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/397518384120397677/posts/default/4120389692857075142'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://monicadorin.blogspot.com/2010/11/historia-nova.html' title='HISTÓRIA NOVA'/><author><name>Mônica Cadorin</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12021522543152657816</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='28' src='http://3.bp.blogspot.com/_-LINuKBSmIM/Si5EaG8i_KI/AAAAAAAAAAY/5JmZW5M5kI0/S220/foto.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-397518384120397677.post-6891826380922896566</id><published>2010-11-01T20:08:00.002-02:00</published><updated>2010-11-01T20:10:22.625-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='História da história'/><title type='text'>O CISNE</title><content type='html'>&lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;text-justify:inter-ideograph"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;Esse conto é uma fábula, uma fantasia, um conto-de-fadas, sei lá. Não se parece com as coisas que eu escrevo, que têm o pé no chão, contexto histórico, tempo cronológico. Não. &lt;b&gt;&lt;i&gt;&lt;a href="http://romancesmonica.blogspot.com/search/label/O%20cisne"&gt;O cisne&lt;/a&gt;&lt;/i&gt;&lt;/b&gt; se passa em algum lugar, num tempo passado indefinido. Em dois parágrafos o menino vira homem e logo depois está cercado de filhos. É uma história cheia de símbolos. Alguns eu compreendo; outros, não. É uma história simples e ingênua, mas rica em significados.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;text-justify:inter-ideograph"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;Tudo começou com um sonho que eu não lembro mais. Havia um menino e cisnes voando. O menino era triste porque não conhecia sua mãe. Eu quis ajudá-lo e escrevi a história.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;text-justify:inter-ideograph"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;Há algum tempo atrás, eu tinha vários contos para publicar um livro. Mas eles vão morrendo com o passar dos anos, à medida que eu vou percebendo suas inconsistências (escrever contos não é o meu forte). &lt;b&gt;&lt;i&gt;&lt;a href="http://romancesmonica.blogspot.com/search/label/O%20cisne"&gt;O cisne&lt;/a&gt;&lt;/i&gt;&lt;/b&gt; vem sobrevivendo pois, por suas características de conto-de-fadas, não há nele inconsistências, apenas símbolos. Meu projeto de publicação para ele, hoje, agrupa-o com outro conto, os textos de prosa poética e as poesias – todos sobreviventes de um processo de seleção rígido.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;text-justify:inter-ideograph"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;É difícil falar das características de um conto sem estragar as surpresas da história. Então paro por aqui.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/397518384120397677-6891826380922896566?l=monicadorin.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://monicadorin.blogspot.com/feeds/6891826380922896566/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://monicadorin.blogspot.com/2010/11/o-cisne.html#comment-form' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/397518384120397677/posts/default/6891826380922896566'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/397518384120397677/posts/default/6891826380922896566'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://monicadorin.blogspot.com/2010/11/o-cisne.html' title='O CISNE'/><author><name>Mônica Cadorin</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12021522543152657816</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='28' src='http://3.bp.blogspot.com/_-LINuKBSmIM/Si5EaG8i_KI/AAAAAAAAAAY/5JmZW5M5kI0/S220/foto.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-397518384120397677.post-6843330943200156095</id><published>2010-11-01T20:06:00.001-02:00</published><updated>2010-11-01T20:11:55.362-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='História da história'/><title type='text'>LABIRINTO VITAL</title><content type='html'>&lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;text-justify:inter-ideograph"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;&lt;i&gt;&lt;a href="http://romancesmonica.blogspot.com/search/label/Labirinto%20vital"&gt;Este conto&lt;/a&gt;&lt;/i&gt; é uma alegoria. Fala simbolicamente da vida, da morte, dos relacionamentos interpessoais, da busca do sentido da vida, do papel da arte e do artista na construção do conhecimento humano. Não me lembro mais de onde veio a idéia de escrever um texto desses, pois não é o tipo de história característica do meu estilo. Talvez influência de Jorge Luís Borges, pelas falas aparentemente sem sentido, e encontros plenos de significado, quando as personagens concluem o que é óbvio para elas mas esse óbvio permanece obscuro para o leitor; pelos reflexos; pelo branco de diferentes tons; pelo final que se constrói somente na imaginação do leitor.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;text-justify:inter-ideograph"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;As personagens deste conto não têm nome, e o ambiente, por ser metafórico (labirinto), não existe no mundo em que nós vivemos. O tempo poderia ser psicológico, uma vez que absolutamente não é cronológico, se não fosse também totalmente simbólico.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;text-justify:inter-ideograph"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;Em resumo, é uma história bastante peculiar, em que não me importa o desenvolvimento das personagens, mas as idéias que pretendo transmitir.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/397518384120397677-6843330943200156095?l=monicadorin.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://monicadorin.blogspot.com/feeds/6843330943200156095/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://monicadorin.blogspot.com/2010/11/labirinto-vital.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/397518384120397677/posts/default/6843330943200156095'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/397518384120397677/posts/default/6843330943200156095'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://monicadorin.blogspot.com/2010/11/labirinto-vital.html' title='LABIRINTO VITAL'/><author><name>Mônica Cadorin</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12021522543152657816</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='28' src='http://3.bp.blogspot.com/_-LINuKBSmIM/Si5EaG8i_KI/AAAAAAAAAAY/5JmZW5M5kI0/S220/foto.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-397518384120397677.post-1914033388326379835</id><published>2010-10-21T11:11:00.003-02:00</published><updated>2010-10-21T11:24:40.166-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Atualidade'/><title type='text'>DESCARTEI</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;Resolvi finalmente descartar o conto &lt;b&gt;&lt;i&gt;&lt;a href="http://romancesmonica.blogspot.com/search/label/Hist%C3%B3ria%20do%20mundo"&gt;História do Mundo&lt;/a&gt;&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;. Passou bastante tempo suspenso e eu não encontrei como solucionar seus problemas estruturais. Descartar sempre dói, é uma espécie de última alternativa, quando nada mais funciona. Ao mesmo tempo que o clima é de morte, cabe a frase de Lavoisier: “nada se perde”. Os temas abordados permanecerão na minha mente e talvez venham a ser re-elaborados e retrabalhados em outra história.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;text-justify:inter-ideograph"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;Essas categorias “sobrevivente”, “suspensa”, “descartada” são muito flexíveis, e as histórias passam de uma a outra facilmente. Basta eu querer escrever para ser “sobrevivente”; basta eu desistir de escrever para ser “descartada”. Quando eu gosto mas há algo que não consigo resolver, fica “suspensa”. Se eu leio e gosto, é “sobrevivente”; se eu leio e não gosto, é “descartada”. Como estou sempre revendo meus textos e minhas listagens, as histórias têm muitas chances de movimentação até chegarem à publicação, quando se tornam de fato VIVAS.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;text-justify:inter-ideograph"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;Há uma outra história oscilando entre a vida e a morte: &lt;b&gt;&lt;i&gt;&lt;a href="http://romancesmonica.blogspot.com/search/label/Um%20dia%20depois"&gt;Um dia, depois&lt;/a&gt;&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;. Considerando meu espírito crítico atual, vou continuar concordando com o contista que me convenceu a parar de escrever contos, pois um conto precisa de uma trama – não basta uma cena, mesmo que esteja bem-feita – e vou manter essa história descartada. Desta forma, me restam apenas dois contos: &lt;b&gt;&lt;i&gt;&lt;a href="http://romancesmonica.blogspot.com/search/label/O%20cisne"&gt;O cisne&lt;/a&gt;&lt;/i&gt;&lt;/b&gt; e &lt;a href="http://romancesmonica.blogspot.com/search/label/Labirinto%20vital" style="font-weight: bold; font-style: italic; "&gt;Labirinto vital&lt;/a&gt;, já que &lt;b&gt;&lt;i&gt;&lt;a href="http://romancesmonica.blogspot.com/search/label/O%20Além"&gt;O Além&lt;/a&gt;&lt;/i&gt;&lt;/b&gt; terá tratamento diferenciado, sendo publicado com ilustrações. Pelas características deles, não devem ser descartados. Mas também não posso fazer um livro com apenas dois contos curtos. Por isso resolvi juntá-los aos poemas e a outros textos curtos em prosa, que eu chamo de “peças curtas”, porque não são poemas, não são contos, não são crônicas. Todos são narrativos e contam uma história curta, ou são o pensamento de alguma personagem, ou algum tipo de depoimento pessoal ou desabafo. Difícil descrever. Em geral, são escritos em primeira pessoa (“Eu agonizava sobre o leito”, “Eu nasci sob essa árvore”, “Nascemos no mesmo dia, na mesma hora”, etc) ou é alguém falando com esse “eu” (“Vá se despir de tudo e volte para mim”), ou ainda uma descrição de cena (“Cercada pelo fogo, a vida se faz fora daqui”, “Com que coragem tu te atira na aurora!”). Há também dois diálogos, duas cenas, portanto, mas que não configuram um conto por não haver enredo, nem tempo, nem espaço, nem caracterização das personagens. Utilizei a forma de diálogo para apresentar idéias minhas. Começam assim:&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;text-justify:inter-ideograph"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;1) “- Estou deprimida –ela diz ao companheiro.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;text-justify:inter-ideograph"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;- Por quê? –pergunta preocupado.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;text-justify:inter-ideograph"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;- Minha vida está no fim e eu não morri. Tanto que eu queria... Vou morrer frustrada por não ter morrido.”&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;text-justify:inter-ideograph"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;2) “- Trouxe seu chá.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;text-justify:inter-ideograph"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;- Tem gosto?&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;text-justify:inter-ideograph"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;- Provavelmente.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;text-justify:inter-ideograph"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;- Então não quero. Cansei desse prazer fútil. Agora descobri que o prazer que quero é o da cessação.”&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;text-justify:inter-ideograph"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;São idéias meio malucas, concordo, mas eu prefiro dizer que são cenas surrealistas, alegóricas, simbólicas. Expressam o que eu penso? Não, expressam o que eu pensei quando as criei. Nem sempre eu concordo com minhas personagens. Não preciso concordar. Não preciso acreditar nos sentimentos e nas idéias que eu ponho no papel. De fato, a única coisa em que eu realmente acredito é na existência real das minhas personagens fictícias. Quando eu digo “&lt;a href="http://romancesmonica.blogspot.com/search/label/Construir%20a%20terra%20conquistar%20a%20vida"&gt;Duarte&lt;/a&gt; morava aqui” ou “&lt;a href="http://romancesmonica.blogspot.com/search/label/O%20canhoto"&gt;Nicolaas&lt;/a&gt; passou por essa cidade”, eu preciso de alguns segundos para lembrar de que eles nunca viveram de verdade e que é por isso que os livros de História da Civilização não registram os nomes deles nem o que eles fizeram.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;text-justify:inter-ideograph"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;Descartar uma história, qualquer que seja, é doloroso e emocionalmente complicado, mas também é bom, porque é um peso que eu tiro da minha cabeça; é uma coisa a menos com que preciso me preocupar, um problema a menos para resolver. Sei que meu inconsciente continua trabalhando nos temas e, se for necessário, eles vão reaparecer em outra história, ou os problemas serão solucionados e eu saberei como re-escrever a mesma história. Não há dificuldade que meu inconsciente não saiba resolver, com sonhos e processos simbólicos, então é melhor deixar ele resolver sozinho, em vez de ficar tentando encontrar uma solução consciente e racional.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/397518384120397677-1914033388326379835?l=monicadorin.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://monicadorin.blogspot.com/feeds/1914033388326379835/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://monicadorin.blogspot.com/2010/10/descartei.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/397518384120397677/posts/default/1914033388326379835'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/397518384120397677/posts/default/1914033388326379835'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://monicadorin.blogspot.com/2010/10/descartei.html' title='DESCARTEI'/><author><name>Mônica Cadorin</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12021522543152657816</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='28' src='http://3.bp.blogspot.com/_-LINuKBSmIM/Si5EaG8i_KI/AAAAAAAAAAY/5JmZW5M5kI0/S220/foto.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-397518384120397677.post-3216059827699454231</id><published>2010-10-11T16:52:00.004-03:00</published><updated>2011-01-01T20:09:29.946-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Atualidade'/><title type='text'>NOVOS PROJETOS</title><content type='html'>&lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;text-justify:inter-ideograph"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;Este ano, estou envolvida com muita coisa ao mesmo tempo, e está difícil dar conta de tudo. Além do meu trabalho com o Patrimônio Nacional, meu ganha-pão, e da minha vida pessoal, em que me desdobro em atender a todos os meus papéis sociais dentro da família, tenho que cuidar da minha carreira literária. Estou inscrita em algumas comunidades e participo delas sempre que posso. Tenho também uma lista de blogs de amigos e de pessoas que conheci pela Internet e que eu gosto de acompanhar, além das redes sociais do &lt;/span&gt;&lt;i&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;Orkut, Facebook&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt; e &lt;/span&gt;&lt;i&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;Twitter&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;. É tanta coisa que acabo tendo que reduzir minha participação. Este mês de outubro, estou revendo todas essas minhas inserções na Internet e reduzindo ao essencial, para que eu possa ser mais ativa em menos coisas. Não adianta apenas estar inscrita, é preciso usar e tirar bom proveito.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;text-justify:inter-ideograph"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;Estou também, desde maio, cuidando da publicação do meu sétimo romance – &lt;/span&gt;&lt;b&gt;&lt;i&gt;&lt;a href="http://romancesmonica.blogspot.com/search/label/Primeiro%20a%20honra"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;Primeiro a honra&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;: finalizando o texto, cuidando dos registros, contato com editora, análise de custos, etc. Vamos ver se consigo lançar mês que vem (estou dizendo isso desde junho).&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;text-justify:inter-ideograph"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;E &lt;/span&gt;&lt;i&gt;&lt;a href="http://romancesmonica.blogspot.com/search/label/O%20canhoto"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;Nicolaas&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;/i&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;, que saiu da pasta em abril e eu ainda estou digitando, devagar, quando tenho tempo. Já consegui passar da página 100, mas são ao todo 376 páginas, então tenho ainda muito o que digitar. Quando eu acabar, provavelmente será hora de começar a digitar &lt;/span&gt;&lt;b&gt;&lt;i&gt;&lt;a href="http://romancesmonica.blogspot.com/search/label/%C3%80%20procura%20(romance)"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;À procura&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt; e &lt;/span&gt;&lt;b&gt;&lt;i&gt;&lt;a href="http://romancesmonica.blogspot.com/search/label/O%20Al%C3%A9m"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;O Além&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;text-justify:inter-ideograph"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;Tenho dois livros em ponto de fazer as pesquisas prévias e começar a escrever. Um é a &lt;/span&gt;&lt;i&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;história de Didier&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt; (ainda sem título), que vou fazer a quatro mãos com uma amiga. Estou esperando ela me passar as informações sobre as personagens e a estrutura da trama para estudar o contexto histórico e começar a escrever. Outro é &lt;/span&gt;&lt;b&gt;&lt;i&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;&lt;a href="http://romancesmonica.blogspot.com/search/label/Rosinha"&gt;Rosinha&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt; (também sem título), que já foi citada aqui. Falta-me pesquisar o contexto histórico para situar minha história dentro dele. Mas eu sei que, se eu começar a escrever, todo o resto se tornará secundário, então é algo que não posso fazer agora. A prioridade é a publicação, para que a fila ande – terminei de escrever &lt;/span&gt;&lt;b&gt;&lt;i&gt;&lt;a href="http://romancesmonica.blogspot.com/search/label/Construir%20a%20terra%20conquistar%20a%20vida"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;Construir a terra, conquistar a vida&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt; em 2002, e ainda não chegou a vez dela. Então, dada a escassez de tempo, tenho que adiar a minha escrita. Enquanto isso, vou repetindo as cenas-chave à exaustão, testando possibilidades diferentes, marcando gestos e falas que devem ser mantidos. &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;text-justify:inter-ideograph"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;É engraçado pensar que não tenho tempo para o que deveria ser minha atividade principal. Mas, dada a importância da literatura no país, e minhas circunstâncias financeiras pessoais, não tenho condições de terceirizar os serviços, então tenho que eu mesma revisar meus textos, diagramar, registrar, imprimir, divulgar, distribuir – coisas que, se eu fosse famosa, teria uma editora inteira para fazer para mim. Um parêntesis: perceberam que não inclui a digitação entre esses serviços que podem ser terceirizados? É que essa tarefa eu faço questão de fazer, como espaço para uma re-escrita possível.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;text-justify:inter-ideograph"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;Então, enquanto eu não esquematizar (e cumprir) minhas participações na Internet, enquanto a publicação de &lt;/span&gt;&lt;b&gt;&lt;i&gt;&lt;a href="http://romancesmonica.blogspot.com/search/label/Primeiro%20a%20honra"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;Primeiro a honra&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt; não sair e eu não acabar de digitar &lt;/span&gt;&lt;i&gt;&lt;a href="http://romancesmonica.blogspot.com/search/label/O%20canhoto"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;Nicolaas&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;/i&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;, não posso nem pensar em voltar a escrever. Bem, pelo menos a parte da criação eu estou exercitando...&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/397518384120397677-3216059827699454231?l=monicadorin.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://monicadorin.blogspot.com/feeds/3216059827699454231/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://monicadorin.blogspot.com/2010/10/novos-projetos.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/397518384120397677/posts/default/3216059827699454231'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/397518384120397677/posts/default/3216059827699454231'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://monicadorin.blogspot.com/2010/10/novos-projetos.html' title='NOVOS PROJETOS'/><author><name>Mônica Cadorin</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12021522543152657816</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='28' src='http://3.bp.blogspot.com/_-LINuKBSmIM/Si5EaG8i_KI/AAAAAAAAAAY/5JmZW5M5kI0/S220/foto.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-397518384120397677.post-1571512925825895440</id><published>2010-10-01T13:51:00.006-03:00</published><updated>2011-09-07T22:50:43.301-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Curiosidade'/><title type='text'>NOMES (E SOBRENOMES) DAS PERSONAGENS</title><content type='html'>&lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;text-justify:inter-ideograph"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;A escolha do nome – e sobrenome, quando necessário – das personagens principais é uma etapa importante do trabalho e às vezes me toma bastante tempo de pesquisa e reflexão até a decisão final. A grande maioria dos nomes não foi escolhida arbitrariamente, só porque é um nome que acho bonito – como em geral fazemos com nossos filhos de carne e osso. Meu sentimento quanto ao nome das personagens é o critério menos importante. Muitos são nomes que eu não daria a um filho de carne e osso mas que combinam perfeitamente com a personalidade, as atitudes e o destino de determinada personagem.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;text-justify:inter-ideograph"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;A questão óbvia deve ser: o que eu levo em consideração, quais meus critérios para escolher tal nome para tal personagem? Devo dizer que variam muito, de acordo com a trama, o ambiente, os objetivos traçados. Os nomes, para mim, estão relacionados à personalidade da personagem. Por exemplo, acho que Cecília é um nome mimoso, delicado; então, se tenho uma personagem com essas características, posso dar a ela o nome de Cecília. Às vezes penso na personagem e dou a ela o primeiro nome que me vem à cabeça (se combinar com ela, é claro). Muitas personagens têm nomes baseados em personagens de outros autores e pessoas reais, numa espécie de homenagem que eu gosto de fazer. Talvez já seja possível imaginar que tenho um arquivo onde registro as motivações que tive para os nomes-homenagem das personagens.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;text-justify:inter-ideograph"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;Por escrever muito romance histórico, eu tenho ainda que me preocupar em verificar se o nome escolhido existia na época, ou se pelo menos é passível de existência, se segue o padrão dos nomes que existiam – como Rudbert, Atilde, Archibald, Rosala, Ailan, do romance &lt;b&gt;&lt;i&gt;&lt;a href="http://romancesmonica.blogspot.com/search/label/Primeiro%20a%20honra"&gt;Primeiro a Honra&lt;/a&gt;&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;. São nomes que não necessariamente existiam, mas que contêm as partículas e seguem o padrão de sonoridade de nomes que existiam, e isso basta para que eu possa usá-los. Quando criei a história, o casal principal se chamava Philippe e Annelies mas, quando escolhi por ambiente o século V, tive que escolher nomes mais antigos, e o casal passou a se chamar Thierry e Rosala.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;text-justify:inter-ideograph"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;Quanto a sobrenomes, eu tenho o mesmo cuidado de escolher nomes tradicionais, pois têm mais chance de serem antigos. Procuro pessoas reais da época e, se precisar inventar, também procuro por partículas componentes (por exemplo, as formas de se dizer “filho de” nas diversas línguas), uso a procedência ou uma profissão, pois sei que os sobrenomes surgiram assim. Foi o que aconteceu em &lt;b&gt;&lt;i&gt;&lt;a href="http://romancesmonica.blogspot.com/search/label/Amor%20de%20reden%C3%A7%C3%A3o"&gt;Amor de redenção&lt;/a&gt;&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;: não encontrei referências a sobrenomes visigodos, então supus que eles não usavam – no máximo, devia ser Fulano Filho de Beltrano, então, minha personagem ficou sendo Ágila de Toledo (procedência).&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;text-justify:inter-ideograph"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;Em geral, tenho dificuldade para encontrar nomes de mulher, pois a História da Civilização não registra mais do que rainhas, santas e, quando muito, mulheres e mães de reis. E, numa história com muitas personagens, como &lt;b&gt;&lt;i&gt;&lt;a href="http://romancesmonica.blogspot.com/search/label/Construir%20a%20terra%20conquistar%20a%20vida"&gt;Construir a terra, conquistar a vida&lt;/a&gt;&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;, eu precisava de muitos nomes. Nem o livro “Conquistadores e povoadores do Rio de Janeiro”, de Elysio de Oliveira Belchior, que comprei para a pesquisa, me ajudou nesse ponto. Então acabei usando todos os nomes que encontrei, chegando a repetir alguns (Isabel, Teresa), e usei também outros, de que não encontrei referência, mas que são possíveis de existir, pois eram usados em outros países em séculos mais antigos (Beatriz, Juliana, Clara).&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;text-justify:inter-ideograph"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;Em &lt;b&gt;&lt;i&gt;&lt;a href="http://romancesmonica.blogspot.com/search/label/O%20maior%20de%20todos"&gt;O maior de todos&lt;/a&gt;&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;, além desse problema dos nomes das mulheres, ainda tive a questão dos sobrenomes. A origem dessa história foi um sonho que tive (a cena da queda, no meio da trama) que incluía o Conde Curt Graf. Ora, o nome da personagem me exigia situar a história na Alemanha (no caso, por causa da época, em algum reino germânico). Minha dificuldade é que não sei alemão, nem tenho familiaridade com a sonoridade e a estrutura da língua. A questão que se apresentou foi: onde vou arranjar nome e sobrenome para todo mundo? A saída que encontrei foi trazer o reino de Durpoin para a região onde hoje fica a Alsácia, e aproveitar que tenho um pouco de familiaridade com o francês para inventar sobrenomes em francês. Dessa forma, as personagens se tornaram franco-germânicas, com o prenome em alemão (Curt, Karl) e o sobrenome em um francês germanizado (Legrant, Durpoin). Recorri aos compositores eruditos alemães para a escolha dos prenomes, e ajudou-me bastante Johann Sebastian Bach, com seus muitos filhos, alguns com mais de um prenome (Karl Phillip Emannuel, Johann Christian, Wilhelm Friedmann), suas filhas (Catharina Dorothea, Elisabeth Juliana) e sua mulher Anna Magdalena. Além de Bach, aproveitei os nomes de Beethoven e da família Schumann. Por causa da carência, não me preocupei em averiguar se os nomes existiam no século XIV. Usei também nomes bíblicos, que sempre são uma boa alternativa quando se precisa de prova de antiguidade (Joseph, Jacob, Peter).&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;text-justify:inter-ideograph"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;Quando fui re-escrever &lt;b&gt;&lt;i&gt;&lt;a href="http://romancesmonica.blogspot.com/search/label/O%20canhoto"&gt;O canhoto&lt;/a&gt;&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;, precisei mudar o nome do protagonista, de Jean Michel Beauvans para Jan Nicolaas van de Linde. Já contei &lt;i&gt;&lt;u&gt;&lt;a href="http://monicadorin.blogspot.com/2009/07/o-canhoto.html"&gt;aqui&lt;/a&gt;&lt;/u&gt;&lt;/i&gt; como foi esse processo, e como o nome original ficou de herança para Juan Miguel Torres. Da composição dele também já tratei, neste &lt;i&gt;&lt;u&gt;&lt;a href="http://monicadorin.blogspot.com/2009/12/juan-miguel-torres.html"&gt;outro texto&lt;/a&gt;&lt;/u&gt;&lt;/i&gt;. E, quando eu pensava que tinha resolvido todos os problemas, Miguel decidiu contar a Nicolaas um certo episódio da Cruzada, de que seu fiel cavalo tomava parte. Para o Espadachim Espanhol (ou leonês, para ser mais exata), seu cavalo de guerra não é apenas um cavalo, mas um companheiro leal, quase uma pessoa. Ora, um amigo desse porte não poderia ser chamado simplesmente de “meu cavalo”, mas tem que ter, não apenas um nome, mas um nome de guerreiro valente. Passei semanas procurando uma palavra ou uma expressão que fosse digna de um cavalo tão importante, e que soasse harmoniosa em espanhol. Fiquei satisfeita com o nome que encontrei e Miguel pôde contar sua história a Nicolaas com todos os detalhes. Quando Miguel e Nicolaas moravam na Itália, Lorenzo cuidava dos cavalos e os chamava simplesmente de Uno (o cavalo de Miguel) e Due (o cavalo de Nicolaas que, para minha sorte, não precisou de um nome, pois teria que ser em flamengo).&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;text-justify:inter-ideograph"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;Estou agora trabalhando numa história ainda sem nome que chamo de &lt;b&gt;&lt;i&gt;&lt;a href="http://romancesmonica.blogspot.com/search/label/Rosinha"&gt;Rosinha&lt;/a&gt;&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;. O nome da personagem feminina está portanto definido, pois foi o nome que me veio no sonho e, em geral, eu não discuto com meus sonhos, apenas acrescento, melhoro, incremento, mas procuro aproveitar da forma mais pura possível o material que me foi dado pelo Inconsciente. Então, se no sonho, o nome da moça era Rosinha, esse será o nome da personagem. Mas o nome do par dela não me foi dado, e estou tendo dificuldade para decidir. Quero um nome curto e forte, pois ele terá decisões difíceis a tomar. Já tentei Marcos, André, Paulo, mas na hora dos diálogos, o nome me foge da memória, o que significa que ainda não cheguei à melhor possibilidade. Às vezes eu o chamo de Pedro, mas é um nome que eu procuro evitar, pois é o nome comum dos exercícios de criação (aquelas histórias que eu faço sem compromisso), baseado nas minhas bonecas de papel. Mas, se eu não encontrar outro nome que funcione, terá que ficar mesmo esse. Estou quase escrevendo essa história. Só me falta mesmo tempo de fazer a pesquisa de ambientação (São Paulo, década de 1920).&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/397518384120397677-1571512925825895440?l=monicadorin.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://monicadorin.blogspot.com/feeds/1571512925825895440/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://monicadorin.blogspot.com/2010/10/nomes-e-sobrenomes-das-personagens.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/397518384120397677/posts/default/1571512925825895440'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/397518384120397677/posts/default/1571512925825895440'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://monicadorin.blogspot.com/2010/10/nomes-e-sobrenomes-das-personagens.html' title='NOMES (E SOBRENOMES) DAS PERSONAGENS'/><author><name>Mônica Cadorin</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12021522543152657816</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='28' src='http://3.bp.blogspot.com/_-LINuKBSmIM/Si5EaG8i_KI/AAAAAAAAAAY/5JmZW5M5kI0/S220/foto.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-397518384120397677.post-9151183308130916425</id><published>2010-09-21T14:25:00.004-03:00</published><updated>2011-04-11T12:04:58.380-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Perguntas'/><title type='text'>QUANTO TEMPO ENTRE TERMINAR UMA HISTÓRIA E COMEÇAR OUTRA?</title><content type='html'>&lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;A resposta a essa pergunta é muito simples: algumas horas, não mais do que um dia. Sou viciada em criar, então, assim que termino uma história já começo a pensar em outra. Sou como aquele fumante que acende um cigarro no outro: não há intervalo nem pausa.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;Mas isso não quer dizer que escrevo todo o tempo. Esse intervalo de escrita tem sido maior, chegando a dois anos entre terminar de escrever uma história e começar a escrever outra. Nesse período de “descanso”, trabalho histórias novas mentalmente , retomo idéias antigas, procurando alguma que valha a pena escrever. Em março do ano passado, terminei de escrever &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;b&gt;&lt;i&gt;&lt;a href="http://romancesmonica.blogspot.com/search/label/O%20canhoto"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;O canhoto&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;. Em novembro, re-escrevi &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;b&gt;&lt;i&gt;&lt;a href="http://romancesmonica.blogspot.com/search/label/%C3%80%20procura%20(romance)"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;À procura&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;. Desde então, venho repassando duas histórias que acho boas: &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;b&gt;&lt;i&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;&lt;a href="http://romancesmonica.blogspot.com/search/label/Rosinha"&gt;Rosinha&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt; (1986), tentando acertar um final interessante dentro dos objetivos que quero; e &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;b&gt;&lt;i&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;Amnésia&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt; (2004), tentando estruturar os eventos, construir a trama e melhorar a caracterização das personagens. Como podem ver, vou me preocupar com o título depois. Caso eu resolva escrever alguma das duas, haverá ainda etapas de pesquisa e planejamento, especialmente no caso de &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;b&gt;&lt;i&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;Rosinha&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;, que se passa em São Paulo, no início do século XX – é preciso escolher uma data mais exata e ter informações para contextualizar.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;Há anos atrás, esse tempo de pausa me angustiava. Eu ficava especulando se seria capaz de escrever novamente. A seqüência &lt;i&gt;ponto final – assinatura – data&lt;/i&gt; me causava um vazio mental momentâneo, a sensação de “acabou”, que é ao mesmo tempo de alegria infinita pela conclusão e angústia de fim. Será que algum dia terei outra boa idéia? Será que conseguirei escrever com as melhores palavras? E se isso nunca mais acontecer, como vou viver sem criar e sem escrever? Eu considerava que tinha o compromisso de ter sempre boas idéias e escrever todas elas. Aos poucos, fui aprendendo que não é possível ser brilhante toda vez, e que é melhor não perder tempo escrevendo o que não é excelente. Desde então, tenho histórias que são meros passatempo, uma trama boba, cuja função é apenas me ajudar a dormir. Em geral, uso um conjunto fechado de personagens (inspiradas nas minhas velhas bonecas de papel), e mudo a caracterização, o ambiente e a trama. Chamo essas histórias de exercícios de criação, e não tenho pretensão de escrevê-las. São elas que preenchem meu tempo entre uma história boa e outra. Às vezes uma delas se desenvolve bem, chega ao fim, me agrada, e eu resolvo escrevê-la. Foi o que aconteceu com &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;b&gt;&lt;i&gt;&lt;a href="http://romancesmonica.blogspot.com/search/label/O%20destino%20pelo%20v%C3%A3o%20de%20uma%20janela"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;O destino pelo vão de uma janela&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;,&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;b&gt;&lt;i&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;i&gt;&lt;a href="http://romancesmonica.blogspot.com/search/label/Dif%C3%ADcil%20conquista"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;Difícil conquista&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt; (1991, descartada), &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;b&gt;&lt;i&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;a href="http://romancesmonica.blogspot.com/search/label/Um%20dia%20depois"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;Um dia, depois&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt; (1991, descartada),&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;  &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;b&gt;&lt;i&gt;&lt;a href="http://romancesmonica.blogspot.com/search/label/Amor%20maior%20que%20o%20amor"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;Amor maior que o amor&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;,&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;b&gt;&lt;i&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;i&gt;&lt;a href="http://romancesmonica.blogspot.com/search/label/Tudo%20que%20o%20dinheiro%20pode%20comprar"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;Tudo que o dinheiro pode comprar&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;,&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;b&gt;&lt;i&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;i&gt;&lt;a href="http://romancesmonica.blogspot.com/search/label/%C3%80%20procura%20(conto)"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;À procura&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;. Algumas são razoáveis, e talvez eu retome algum dia, para aperfeiçoá-las e escrevê-las, como &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;b&gt;&lt;i&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;Bonzinho mau-caráter&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt; (na versão de 2009), &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;b&gt;&lt;i&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;Um campo verde&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt; (1993), &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;b&gt;&lt;i&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;A Bela e a Fera&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt; (na versão de 1996).&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;Então atualmente estou curtindo também esse tempo de pausa de escrita, aproveitando para preparar as publicações, escrever textos para o blog, participar das comunidades de literatura. Considero que tudo isso é tão importante para minha carreira quanto criar e escrever. E hoje eu sei que eu vou conseguir criar novamente, e escrever como quero. Sei que meu inconsciente está trabalhando mesmo (e principalmente) sem eu sentir, e vai se manifestar quando estiver pronto, quando for a hora certa.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/397518384120397677-9151183308130916425?l=monicadorin.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://monicadorin.blogspot.com/feeds/9151183308130916425/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://monicadorin.blogspot.com/2010/09/quanto-tempo-entre-terminar-uma.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/397518384120397677/posts/default/9151183308130916425'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/397518384120397677/posts/default/9151183308130916425'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://monicadorin.blogspot.com/2010/09/quanto-tempo-entre-terminar-uma.html' title='QUANTO TEMPO ENTRE TERMINAR UMA HISTÓRIA E COMEÇAR OUTRA?'/><author><name>Mônica Cadorin</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12021522543152657816</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='28' src='http://3.bp.blogspot.com/_-LINuKBSmIM/Si5EaG8i_KI/AAAAAAAAAAY/5JmZW5M5kI0/S220/foto.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-397518384120397677.post-99877347257398533</id><published>2010-09-11T20:18:00.001-03:00</published><updated>2010-09-11T20:20:48.556-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Curiosidade'/><title type='text'>ASTROLOGIA, ACUPUNTURA E OUTROS “BICHOS”</title><content type='html'>&lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;text-justify:inter-ideograph"&gt;Sempre acho tentador tentar descobrir, pelas características, pelo comportamento e pelos gestos, qual o signo das minhas personagens. Nunca o resultado é satisfatório. Como não penso nisso ao construir as personagens, elas acabam tendo características de vários signos – ou de nenhum em especial. Como uma coisa leva a outra, minhas personagens não fazem aniversário. Melhor dizendo, elas envelhecem e fazem anos, sim, mas eu não conto o dia e o mês. Às vezes, eu digo apenas que alguém nasceu no verão ou no outono, mas isso significa pouco para determinar um signo. Uma pequena exceção pode ser feita às personagens que nascem durante as histórias, que às vezes têm uma data de nascimento mais exata. Até para o horóscopo chinês é difícil definir, pois o ano chinês é diferente do nosso ano ocidental. Minhas personagens em geral têm ano de nascimento mas, como não sei se nasceram no início, no meio ou no final do ano, não posso enquadrá-las corretamente no horóscopo chinês. Definir signos para as personagens é uma forma de classificá-las, além de caracterizá-las.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;text-justify:inter-ideograph"&gt;Jorge Luís Borges tem um conto chamado &lt;i style="mso-bidi-font-style:normal"&gt;Congresso do mundo&lt;/i&gt;, em que as personagens representam categorias de pessoas, e uma personagem pode representar mais de uma categoria ao mesmo tempo. É uma idéia que acho interessante, e que encaixa bem na minha maneira de pensar e organizar as informações por padrões. Assim, &lt;b&gt;&lt;a href="http://romancesmonica.blogspot.com/search/label/Construir%20a%20terra%20conquistar%20a%20vida"&gt;Duarte&lt;/a&gt;&lt;/b&gt;, por exemplo, representa os portugueses que vivem no Brasil, os degredados, os que se casam com índias, os que têm filhos mestiços, os que vivem no Rio de Janeiro, os que moram no Morro do Castelo, os que lutaram com Estácio de Sá em 1567, e tantas outras categorias que expressam suas características e seus feitos.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;text-justify:inter-ideograph"&gt;Nos últimos três anos, venho me envolvendo com a medicina tradicional chinesa (MTC), pois resolvi tratar meus problemas de saúde com acupuntura. Como eu gosto de perguntar e meu acupunturista gosta de explicar, venho aprendendo muito com ele, e por minha conta, fazendo leituras complementares. Tenho usado a MTC para auto-conhecimento, compreendendo como meus problemas de saúde física e emocional estão entrelaçados, o que se torna chave para resolvê-los (pela acupuntura). Levo para meu acupunturista auto-análises de personalidade que o ajudam a escolher os pontos para o tratamento. Minhas análises se baseiam muito nos aspectos emocionais e psicológicos, e eu gosto de analisar também familiares próximos, e chego a conclusões de “tratamento”: Fulana precisa tonificar o rim para melhorar a auto-estima. Beltrano é muito ansioso, é preciso dispersar a energia do baço. Cicrano está com excesso de yang no fígado, por isso está tão nervoso. Então, há algumas semanas, meu acupunturista me emprestou o livro &lt;i style="mso-bidi-font-style:normal"&gt;Acupuntura e psicologia&lt;/i&gt;, de Yves Requena, que traz, entre outras explicações, uma descrição das cinco constituições e dos seis temperamentos da MTC. Achei muito interessante confirmar que tenho constituição Metal, com um pouco de Terra e de Água. Agora estou lendo sobre os temperamentos e, sem sentir, comecei a associar características dos temperamentos a minhas personagens. Então pensei que posso usar essas características na hora de compor as personagens. Assim, a classificação não será óbvia – como é atribuir às personagens um signo – e eu terei um parâmetro de comportamento físico, intelectual, emocional e psicológico para me guiar, além de algumas características físicas, o que pode até facilitar meu trabalho de composição. É algo que vou experimentar na próxima história que eu criar, quando partir do zero em todos os aspectos. Até lá, já terei organizado as informações e terei estudado-as e compreendido a estrutura principal de cada temperamento, para conseguir criar personagens que se encaixem bem (não pretendo fazer personagens-protótipos) nas características. Ou será que todas as minhas personagens, passadas e futuras, estão para sempre fadadas a ter temperamento Yang Ming como eu?&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/397518384120397677-99877347257398533?l=monicadorin.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://monicadorin.blogspot.com/feeds/99877347257398533/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://monicadorin.blogspot.com/2010/09/astrologia-acupuntura-e-outros-bichos.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/397518384120397677/posts/default/99877347257398533'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/397518384120397677/posts/default/99877347257398533'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://monicadorin.blogspot.com/2010/09/astrologia-acupuntura-e-outros-bichos.html' title='ASTROLOGIA, ACUPUNTURA E OUTROS “BICHOS”'/><author><name>Mônica Cadorin</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12021522543152657816</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='28' src='http://3.bp.blogspot.com/_-LINuKBSmIM/Si5EaG8i_KI/AAAAAAAAAAY/5JmZW5M5kI0/S220/foto.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-397518384120397677.post-6256955049568227629</id><published>2010-08-21T22:53:00.003-03:00</published><updated>2010-08-21T23:02:04.419-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Curiosidade'/><title type='text'>RELEITURAS</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:georgia;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;É preciso reconhecer que muitas vezes não é possível ter todas as idéias originais. Muitas vezes, faço releituras de obras que já existem – livros, músicas, filmes, tele-novelas. Naturalmente não pretendo imitar as obras originais, mas justamente experimentar finais diferentes, mudar o ambiente, alterar aspectos de caracterização das personagens. É algo que comecei a fazer ainda em 1986, e é uma prática que me rendeu 28 histórias, das quais são sobreviventes &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;b&gt;&lt;i&gt;&lt;a href="http://romancesmonica.blogspot.com/search/label/Nem%20tudo%20que%20brilha..."&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:georgia;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;Nem tudo que brilha...&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:georgia;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;, &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;b&gt;&lt;i&gt;&lt;a href="http://romancesmonica.blogspot.com/search/label/Amor%20de%20redenção"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:georgia;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;Amor de redenção&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:georgia;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt; e o &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;b&gt;&lt;i&gt;&lt;a href="http://romancesmonica.blogspot.com/search/label/Biblioteca%20de%20Kerdeor"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:georgia;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;Ciclo de Kerdeor&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:georgia;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt; (&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;b&gt;&lt;i&gt;&lt;a href="http://romancesmonica.blogspot.com/search/label/Romance%20em%20prosa%20do%20Cavaleiro%20de%20Nova%20Gália"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:georgia;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;Romance em prosa do Cavaleiro de Nova Gália&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:georgia;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;, &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;b&gt;&lt;i&gt;&lt;a href="http://romancesmonica.blogspot.com/search/label/História%20da%20vingança%20do%20cavaleiro%20bretão"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:georgia;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;História da vingança do bretão&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:georgia;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;, &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;b&gt;&lt;i&gt;&lt;a href="http://romancesmonica.blogspot.com/search/label/Aventuras%20dos%20Cavaleiros%20Cantores"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:georgia;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;Aventuras dos Cavaleiros Cantores&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:georgia;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;). É interessante que muitas vezes o nome da história é também o nome da obra em que foi inspirada – sinal de que quis manter a referência com o original. Vou citar aqui apenas as histórias descartadas, uma vez que a explicação das histórias sobreviventes já foi feita em textos próprios.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;text-justify:inter-ideograph"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:georgia;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;Baseadas em filmes, tenho: 1) &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;b&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:georgia;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;Viagem à lenda da concha&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:georgia;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;, de 1986, como os filmes juvenis da época, em que grupos de crianças e adolescentes vivem aventuras. Há também uma certa inspiração no livro &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;i&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:georgia;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;Viagem ao centro da terra&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:georgia;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;, de Jules Verne; 2) &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;b&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:georgia;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;O circo&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:georgia;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;, de 1987, inspirado em &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;i&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:georgia;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;Trapézio&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:georgia;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;, de Carol Reed; 3) &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;b&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:georgia;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;Luzes da cidade&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:georgia;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;, de 1995, como a de Charles Chaplin; 4) &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;b&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:georgia;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;Nunca te vi&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:georgia;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;, de 1988, como o filme de David Hugh Jones; 5) &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;b&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:georgia;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;Simultaneidade&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:georgia;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;, de 1995, é baseada em &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;i&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:georgia;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;Uma noite alucinante&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:georgia;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;, de Sam Raimi, que eu gravei por engano e assisti em FastForward, procurando o filme que eu queria ter gravado, e baseada em &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;i&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:georgia;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;Alone in the Dark&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:georgia;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;, jogo para computador, numa versão para DOS ou Windows 3.1, que eu conheci em 1993.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;text-justify:inter-ideograph"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:georgia;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;Baseada em livros, tenho: 1) &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;b&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:georgia;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;Alan e as sete brancas-de-neve&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:georgia;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;, de 1986, numa inversão subversiva do conto infantil; 2) &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;b&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:georgia;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;Gêmeos&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:georgia;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;, de 1987, inspirado em &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;i&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:georgia;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;Os irmãos corsos&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:georgia;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;, de Alexandre Dumas; 3) &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;b&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:georgia;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;Rebecca&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:georgia;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;, de 1987, inspirada no livro homônimo de Daphne du Maurier; 4) &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;b&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:georgia;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;Crime e Castigo&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:georgia;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;, de 1991, com um final diferente para a trama de Fiodor Dostoiewsky; 5) &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;b&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:georgia;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;Senhora&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:georgia;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;, de 1993, como a de José de Alencar; 6) &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;b&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:georgia;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;A megera domada&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:georgia;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;, de 1996, baseada em William Shakespeare; 7) &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;b&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:georgia;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;A Bela e a Fera&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:georgia;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt; me rendeu duas versões, uma em 1996 e outra em 1997. Alterei a caracterização da Fera e a ambientação da história. Gosto do resultado, mas ainda não o bastante para escrever; 8) &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;b&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:georgia;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;Europe&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:georgia;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt; também tem duas versões, uma de 1994 e outra de 2003, e a fonte é o conto &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;i&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:georgia;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;Europe&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:georgia;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt; (falta-me o nome do autor!), com uma pitada do filme &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;i&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:georgia;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;Como água para chocolate&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:georgia;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;, de Alfonso Arau; 9) &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;b&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:georgia;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;Solitário&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:georgia;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;, de 2003, é inspirada na história de &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;i&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:georgia;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;Santo Onofre&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:georgia;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;, contada por Eça de Queiroz; 10) &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;b&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:georgia;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;Luz&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:georgia;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;, de 1988, se inspirava em &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;i&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:georgia;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;David Copperfield&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:georgia;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;, de Charles Dickens; 11) &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;b&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:georgia;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;A casa bem assombrada&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:georgia;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;, de 1989; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;b&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:georgia;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;Chuva&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:georgia;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;, de 1986 e &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;b&gt;&lt;a href="http://romancesmonica.blogspot.com/search/label/A%20morte%20não%20basta"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:georgia;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;A morte não basta&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;/b&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:georgia;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;, de 1992 são todas baseadas em &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;i&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:georgia;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;O morro dos ventos uivantes&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:georgia;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;, de Emily Brontë.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;text-justify:inter-ideograph"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:georgia;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;Baseadas em música, tenho 1) &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;b&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:georgia;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;Virgem do templo&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:georgia;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;, de 1996, baseada na ópera &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;i&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:georgia;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;Norma&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:georgia;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;, de Vincenzo Bellini; 2) &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;b&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:georgia;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;I drove all night&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:georgia;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;, de 1994, como o clipe da música de Roy Orbison; 3) &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;b&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:georgia;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;Dona&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:georgia;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;, de 1994, inspirada na canção do grupo Roupa Nova.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;text-justify:inter-ideograph"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:georgia;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;Baseadas em arte, tenho 1) &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;b&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:georgia;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;Desastres da guerra&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:georgia;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;, de 1997, inspirada na série de gravuras de Francisco de Goya y Lucientes.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;text-justify:inter-ideograph"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:georgia;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;Muitas vezes, faço essa opção de utilizar uma idéia de outra pessoa para passar o tempo, como uma brincadeira; outras vezes, estou mesmo testando se consigo fazer diferente com a mesma qualidade do que já foi feito (e consagrado). A verdade é que eu invento muito mas escrevo pouco: sou muito crítica com o que faço. Se não fico 100% satisfeita, a história acaba descartada ou, com sorte, fica suspensa, esperando eu modificar até considerar boa.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/397518384120397677-6256955049568227629?l=monicadorin.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://monicadorin.blogspot.com/feeds/6256955049568227629/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://monicadorin.blogspot.com/2010/08/releituras.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/397518384120397677/posts/default/6256955049568227629'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/397518384120397677/posts/default/6256955049568227629'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://monicadorin.blogspot.com/2010/08/releituras.html' title='RELEITURAS'/><author><name>Mônica Cadorin</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12021522543152657816</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='28' src='http://3.bp.blogspot.com/_-LINuKBSmIM/Si5EaG8i_KI/AAAAAAAAAAY/5JmZW5M5kI0/S220/foto.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-397518384120397677.post-120935894746106705</id><published>2010-08-11T19:38:00.003-03:00</published><updated>2010-08-11T19:49:18.950-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Curiosidade'/><title type='text'>LITERATURA E ARTE</title><content type='html'>&lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;text-justify:inter-ideograph"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:georgia;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;Esta é uma associação que eu sempre faço, não fosse eu historiadora da arte. Então, sempre que posso, incluo aspectos formais e estilísticos de construções arquitetônicas, cito artistas que eram ativos na época da história, quando não faço minhas personagens terem contato com as obras e os artistas. Aproveito também para situar as principais questões artísticas da época e o status social dos artistas. É também uma forma bem confortável que tenho de contextualizar a minha história.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;text-justify:inter-ideograph"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:georgia;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;A primeira história em que essa relação entre literatura e arte acontece é &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;b&gt;&lt;i&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:georgia;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;Tudo por causa de um quadro&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:georgia;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;, de 1986. Como o próprio nome diz, tudo acontece porque o rapaz viu um quadro com o retrato da moça, apaixonou-se e pretende conquistá-la. Era uma história baseada num sonho, e não consegui dar-lhe muita consistência, por isso descartei. Cheguei a fazer uma segunda versão, que também não se sustentou. Em &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;b&gt;&lt;i&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:georgia;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;uma história sem nome&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:georgia;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt; de 1987, uma artista plástica pretende testar se a observação tátil do modelo funciona tão bem quanto a observação visual. Em &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;b&gt;&lt;i&gt;&lt;a href="http://romancesmonica.blogspot.com/search/label/Nem%20tudo%20que%20brilha..."&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:georgia;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;Nem tudo que brilha...&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;/i&gt;&lt;i&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:georgia;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:georgia;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;há um quadro, mas não o inseri na história da arte. Em &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;b&gt;&lt;i&gt;&lt;a href="http://romancesmonica.blogspot.com/search/label/O%20canhoto"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:georgia;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;O canhoto&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:georgia;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;, também cuidei de descrever bem a estrutura e a decoração do mosteiro, que o caracterizam como cisterciense. Foi muito divertido, quando Nicolaas viaja pela Itália (perdido no mundo) e passa por Florença, "pátria" do Renascimento italiano porque, quando ele passou por lá, simplesmente não havia nada de renascentista para ele visitar, como turista. Olhando com olhos de hoje, é absurdo pensar que ele passou apenas meio dia na cidade porque "não há nada de interessante para se ver em Firenze". E há também &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;b&gt;&lt;i&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:georgia;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;uma outra história sem nome&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:georgia;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;, de 1998, em que um órfão pobre de repente descobre que tem um dom excepcional e se torna um grande artista. Pensei em situar essa história no século XIV e de alguma forma relacionar minha personagem a Giotto: como aluno, como concorrente, mas não desenvolvi a idéia e deixei essa história suspensa.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;text-justify:inter-ideograph"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:georgia;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;Uma história em que usei bastante os aspectos artísticos na contextualização foi &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;b&gt;&lt;i&gt;&lt;a href="http://romancesmonica.blogspot.com/search/label/Tudo%20que%20o%20dinheiro%20pode%20comprar"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:georgia;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;Tudo que o dinheiro pode comprar&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;/i&gt;&lt;i&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:georgia;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:georgia;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt; Tenho, por exemplo, uma cena em que Miguel diz querer encomendar um retrato do filho. É a brecha para eu falar em Augusto Mueller, um dos maiores retratistas da primeira metade do século XIX, e a polêmica do gosto entre Vítor Meireles, requisitado retratista da segunda metade do século XIX, famoso por suas pinturas históricas e panoramas, e Pedro Américo, pintor histórico. Na hora de situar essa história no tempo, eu queria o final do século XIX, então não resisti e fiz parte dela acontecer em 1879, ano da Exposição Geral de Belas Artes em que foram apresentados dois dos quadros mais famosos da arte brasileira até o século XIX: a “Batalha dos Guararapes”, de Vítor Meireles, e a “Batalha do Avaí”, de Pedro Américo. Minhas personagens, como o público da época, tomaram partido, atacaram e defenderam as obras e os artistas.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;text-justify:inter-ideograph"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:georgia;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;Acho que a relação mais intensa está em &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;b&gt;&lt;i&gt;&lt;a href="http://romancesmonica.blogspot.com/search/label/Construir%20a%20terra%20conquistar%20a%20vida"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:georgia;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;Construir a terra, conquistar a vida&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:georgia;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;, em que um dos meninos desenha bem mas percebe que não pode seguir carreira devido à importância dada às artes plásticas na colônia (nenhuma importância). Prefiro não contar aqui nem quem é o menino, nem que solução encontrei para ele. Assim, não estrago a leitura do livro, quando eu o publicar. Foi muito interessante contrastar o Renascimento italiano – um dos momentos mais deslumbrantes da história da arte, quando o artista assume lugar de gênio e deixa de ser um artesão competente – e o ambiente cultural do Brasil na mesma época, em que os poucos artistas eram monges ou padres; as artes possíveis eram a arquitetura e, quando muito, a escultura devocional; as pinturas eram raras e se resumiam a retratos do rei e histórias de santos; as casas de pau-a-pique não eram decoradas artisticamente, então o único cliente era a Igreja, que tinha seus próprios artistas. “Quem vai querer comprar um desenho, mesmo que esteja bem feito?” –pergunta o artista, desconsolado, resignando-se a seguir outra profissão. Ele é meu único artista plástico e, por coincidência, houve um “mestre em artes” no Rio de Janeiro no início do século XVII com o mesmo nome. Mestre em artes, na época, não significava artista plástico, mas englobava várias habilidades manuais, inclusive o trabalho artesanal que hoje chamamos de arte colonial brasileira.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/397518384120397677-120935894746106705?l=monicadorin.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://monicadorin.blogspot.com/feeds/120935894746106705/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://monicadorin.blogspot.com/2010/08/literatura-e-arte.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/397518384120397677/posts/default/120935894746106705'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/397518384120397677/posts/default/120935894746106705'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://monicadorin.blogspot.com/2010/08/literatura-e-arte.html' title='LITERATURA E ARTE'/><author><name>Mônica Cadorin</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12021522543152657816</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='28' src='http://3.bp.blogspot.com/_-LINuKBSmIM/Si5EaG8i_KI/AAAAAAAAAAY/5JmZW5M5kI0/S220/foto.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-397518384120397677.post-1117269326097702970</id><published>2010-08-03T15:01:00.001-03:00</published><updated>2010-08-03T15:02:14.399-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Curiosidade'/><title type='text'>LITERATURA E MÚSICA</title><content type='html'>&lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:georgia;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;Algumas pessoas escrevem ouvindo música, outras preferem o silêncio completo para criar. Alguns textos são inspirados por alguma música; alguns textos têm trilha sonora. Eu estou em todos os casos.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:georgia;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;Ouvir música não me ajuda nem atrapalha, na maioria das vezes. Na verdade, qualquer ambiente me é propício à criação, uma vez que consigo, se necessário, ativar meu silêncio interior – que, às vezes, funciona como ruído interior, quando as cenas que estou criando se apossam da minha mente.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:georgia;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;Quando comecei a escrever, tentava dar a cada história uma música que lhe pudesse servir de trilha sonora, como se o texto fosse um filme, com imagens e sons. É o caso da história nomeada &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;b&gt;&lt;i&gt;&lt;a href="http://romancesmonica.blogspot.com/search/label/Cheia%20de%20Charme"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:georgia;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;Cheia de Charme&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;/i&gt;&lt;i&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:georgia;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:georgia;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;e que, evidentemente, tem como trilha sonora a música “Cheia de charme”, de Guilherme Arantes. Neste caso, a comunhão história/música foi tão intensa e tão perfeita que a história acabou ficando com o mesmo nome que a música, ainda por cima porque nunca lhe dei um título. Há outros casos em que eu encontrei músicas que encaixavam bem nas histórias, mas acabei desistindo da prática, pois percebi que era uma informação inútil, já que eu não me referia à música durante a história, nem informava em lugar nenhum que tinha escolhido aquela música como trilha sonora para aquela história.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:georgia;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;Algumas relações e associações, entretanto, acabam sendo inevitáveis, mesmo eu não procurando mais. Foi o que aconteceu, por exemplo, em &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;b&gt;&lt;i&gt;&lt;a href="http://romancesmonica.blogspot.com/search/label/Amor%20de%20redenção"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:georgia;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;Amor de Redenção&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:georgia;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;. Na época, uma colega de trabalho assistiu a uma audição de “Concerto de Aranjuez”, de Joaquim Rodrigo, e me contou como ficou emocionada. Fiquei com vontade de ouvir a música em meu CD. E eis que eu comecei a ver as minhas personagens no segundo movimento! Ágila cavalgando ferozmente pelos planaltos espanhóis, e a chuva caindo fria sobre a pobre Alana. Então, toda vez que eu tinha uma cena difícil à frente, ou que não sabia muito bem como continuar, eu ouvia o “Concerto de Aranjuez” como uma forma de me impregnar com o clima da história e buscar “inspiração”. Mas não citei em lugar nenhum que a música tem relação com a história.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/397518384120397677-1117269326097702970?l=monicadorin.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://monicadorin.blogspot.com/feeds/1117269326097702970/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://monicadorin.blogspot.com/2010/08/literatura-e-musica.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/397518384120397677/posts/default/1117269326097702970'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/397518384120397677/posts/default/1117269326097702970'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://monicadorin.blogspot.com/2010/08/literatura-e-musica.html' title='LITERATURA E MÚSICA'/><author><name>Mônica Cadorin</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12021522543152657816</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='28' src='http://3.bp.blogspot.com/_-LINuKBSmIM/Si5EaG8i_KI/AAAAAAAAAAY/5JmZW5M5kI0/S220/foto.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-397518384120397677.post-7669705122834490446</id><published>2010-07-21T16:51:00.002-03:00</published><updated>2011-03-29T22:12:39.796-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='História da história'/><title type='text'>ROMANCE EM PROSA DO CAVALEIRO DE NOVA GÁLIA</title><content type='html'>&lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;text-justify:inter-ideograph"&gt;Quando eu era criança, gostava de colecionar figurinhas. Sempre gostei de ver imagens (não me admira ter estudado história da arte). Cansado de gastar dinheiro com álbuns que nunca se completavam e que muitas vezes não acrescentavam nada à minha formação, meu pai me deu todos os selos repetidos dele, para que eu os soltasse do papel, organizasse e começasse a minha própria coleção. Passei alguns meses nessas atividades e, além de uma coleção para mim, ainda separei uma coleção para meu irmão mais novo. Depois desse tempo, perdi o interesse nas coleções de figurinhas, como meu pai tinha calculado. Eram muitos selos repetidos, tanto em diversidade como em quantidade. De um mesmo selo comum, às vezes havia mais de cem. Eram agora todos meus, repetidos, que eu podia trocar e aumentar minha coleção, que não se limitava mais a um livro ilustrado mas abrangia o mundo.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;text-justify:inter-ideograph"&gt;Mas para que estou contando essa historinha? É que foi um selo que me ensinou o alfabeto cirílico russo. Era um selo comemorativo e o mesmo texto vinha escrito em inglês e em russo: “visita do general-secretário Leonid Ilytch Brejnev aos EUA”. Ajudou-me o fato de que, em russo, as palavras visita, general e secretário têm raiz latina, então são muito parecidas com as palavras em português. Assim eu aprendi o que significam as letras cirílicas. Depois conheci uma moça que estudava russo e ela me deu uma cópia da correspondência entre as letras romanas e russas, confirmando muito do que eu já sabia e ensinando letras que eu não conhecia.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;text-justify:inter-ideograph"&gt;Tudo isso para contar que, em julho de 1989, quando comecei a escrever meu primeiro romance de cavalaria, eu estava ansiosa para praticar o alfabeto russo que eu tinha acabado de aprender. Então &lt;b&gt;&lt;i&gt;&lt;a href="http://romancesmonica.blogspot.com/search/label/Romance%20em%20prosa%20do%20Cavaleiro%20de%20Nova%20G%C3%A1lia"&gt;Romance em Prosa&lt;/a&gt;&lt;/i&gt;&lt;/b&gt; foi toda escrita em português, mas com o alfabeto russo. Desta forma, nem um russo consegue lê-la, pois não entende as palavras nem a gramática, nem um brasileiro consegue lê-la, pois não consegue decifrar o código e chegar às palavras e à gramática. Na época, eu morava no bairro de Santa Teresa, e sempre subia de bonde. Na estação terminal da Carioca, os passageiros se organizam em fila para subirem nos bondes, e é uma fila para cada banco. Ficamos, portanto, muito próximos uns dos outros e a indiscrição é inevitável. Era muito engraçado estar na fila, ver as pessoas olhando para o papel escrito sem conseguir entender nada. As pessoas me olhavam com estranheza ao me verem escrever aqueles signos esquisitos com naturalidade e destreza, mas nunca ninguém me interpelou para perguntar ou comentar o assunto.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;text-justify:inter-ideograph"&gt;Não me lembro o motivo, mas o fato é que a escrevi em papel pequeno de caderno, frente e verso, o que contraria a metodologia que eu vinha construindo. E a outra curiosidade foi em relação à caneta. Como eu sempre usei a mesma caneta para todos os fins, é comum a carga acabar no meio de uma história, pelo menos uma vez. Isso é um transtorno, porque nem sempre tenho uma caneta de reserva para tirar da cartola, assim de repente, E às vezes fico com a impressão de que gastei três ou quatro canetas com a história, quando na verdade uma inteira teria dado conta. Então separei uma caneta Faber Castel só para escrever a história. Por dentro dela coloquei um papel escrito “só para Haliwain” (Haliwain é o nome da personagem principal), naturalmente escrito em cirílico, para que não houvesse risco de que eu confundisse canetas e usos. Como eu supunha, a mesma caneta escreveu toda a história e ainda sobrou. Está guardada na minha coleção de canetas acabadas, como se fosse uma bonita caneta de carga ou com algum diferencial estético, quando seu único valor reside no uso que lhe foi dado.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;text-justify:inter-ideograph"&gt;Cheguei a pensar em fazer uma continuação para Haliwain, mas não consigo nem terminar de escrever &lt;b&gt;&lt;i&gt;&lt;a href="http://romancesmonica.blogspot.com/search/label/Aventuras%20dos%20Cavaleiros%20Cantores"&gt;Aventuras dos Cavaleiros Cantores&lt;/a&gt;&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;, então é melhor não inventar moda.&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/397518384120397677-7669705122834490446?l=monicadorin.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://monicadorin.blogspot.com/feeds/7669705122834490446/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://monicadorin.blogspot.com/2010/07/romance-em-prosa-do-cavaleiro-de-nova.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/397518384120397677/posts/default/7669705122834490446'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/397518384120397677/posts/default/7669705122834490446'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://monicadorin.blogspot.com/2010/07/romance-em-prosa-do-cavaleiro-de-nova.html' title='ROMANCE EM PROSA DO CAVALEIRO DE NOVA GÁLIA'/><author><name>Mônica Cadorin</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12021522543152657816</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='28' src='http://3.bp.blogspot.com/_-LINuKBSmIM/Si5EaG8i_KI/AAAAAAAAAAY/5JmZW5M5kI0/S220/foto.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-397518384120397677.post-4942013350401487122</id><published>2010-07-11T21:57:00.003-03:00</published><updated>2011-04-11T11:28:34.647-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Perguntas'/><title type='text'>Os romances que estão na fila de impressão estão prontos para serem publicados?</title><content type='html'>&lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;text-justify:inter-ideograph"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;Na verdade, não. Eles estão apenas escritos e aprovados em avaliações sucessivas. Somente quando chega a vez daquele texto ser publicado é que eu dou a ele a forma definitiva. É quando verifico principalmente se a contextualização foi feita a contento, e se as descrições de personagens e locais existem e aparecem na hora certa. Nessa fase do trabalho com o texto, ainda posso retirar falas – e até cenas inteiras que me incomodam, e acrescentar detalhes, falas e cenas inteiras. Só o que não está mais sujeito a mudança é a estrutura da história e a caracterização das personagens. Também não costumo nem incluir nem retirar personagens.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;text-justify:inter-ideograph"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;As personagens de &lt;b&gt;&lt;i&gt;&lt;a href="http://romancesmonica.blogspot.com/search/label/Primeiro%20a%20honra"&gt;Primeiro a honra&lt;/a&gt;&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;, por exemplo, só foram descritas agora, enquanto preparo a publicação. Já percebi também (e até já disse &lt;b&gt;&lt;i&gt;&lt;a href="http://monicadorin.blogspot.com/2010/01/algumas-questoes-de-estilo.html"&gt;aqui&lt;/a&gt;&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;) que terei o mesmo trabalho quando for a vez de &lt;b&gt;&lt;i&gt;&lt;a href="http://romancesmonica.blogspot.com/search/label/O%20canhoto"&gt;O canhoto&lt;/a&gt;&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;. Outro dia, reli trechos de &lt;b&gt;&lt;i&gt;&lt;a href="http://romancesmonica.blogspot.com/search/label/F%C3%A1brica"&gt;Fábrica&lt;/a&gt;&lt;/i&gt;&lt;/b&gt; e me assustei ao encontrar uma observação de que, em certo ponto, deve entrar o trecho com a descrição da fábrica. A fábrica é o cenário principal da história e eu não o descrevi! Preciso voltar a esse texto, porque também não lembro se descrevi direito as personagens. Além disso, falta-lhe um título. São todas questões que eu resolverei quando for a hora de publicar essa história.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;text-justify:inter-ideograph"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;Às vezes, a complementação necessária consiste em apenas acrescentar um parágrafo para situar o local e a época, como aconteceu em &lt;b&gt;&lt;i&gt;&lt;a href="http://romancesmonica.blogspot.com/search/label/O%20maior%20de%20todos"&gt;O maior de todos&lt;/a&gt;&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;. Às vezes, é necessário dar mais consistência às personagens e suas questões pessoais, como foi com &lt;b&gt;&lt;i&gt;&lt;a href="http://romancesmonica.blogspot.com/search/label/O%20destino%20pelo%20v%C3%A3o%20de%20uma%20janela"&gt;O destino pelo vão de uma janela&lt;/a&gt;&lt;/i&gt;&lt;i&gt;.&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;text-justify:inter-ideograph"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;A história que mais mudou nessa fase de preparação para publicação foi &lt;b&gt;&lt;i&gt;&lt;a href="http://romancesmonica.blogspot.com/search/label/O%20processo%20de%20Ser"&gt;O processo de Ser&lt;/a&gt;&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;. Em 1986, quando a inventei, eu tive acesso a pouco material sobre a cidade e a região, como são as pessoas e a vida naquele canto do mundo. Então, quando fui publicar, fiz nova pesquisa e consegui mais informações, que me permitiram fazer alterações importantes que enriqueceram a história. Troquei a religiosidade ortodoxa russa por expressões folclóricas do local: a festa do verão, em vez de ser a Páscoa, passou a ser o Ysyakh. Acentuei a questão do frio com informações sobre a luz. Considerei também que o sentimento de gratidão de Piotr não estava bem explicado, então praticamente acrescentei uma cena inteira após uma cena que já existia, em que esse assunto era abordado de forma muito superficial. Mudei também umas falas e gestos aqui e ali, por falas e gestos mais maduros – em 2003, quando publiquei, eu não tinha mais os 16 anos de quando criei, nem os 19 anos de quando escrevi.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;text-justify:inter-ideograph"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;Então, de fato, minhas histórias só estão realmente prontas quando se tornam livros. E, mesmo assim, às vezes acontece de eu lembrar de uma cena e pensar em algo para melhorá-la. Aí eu lembro “Ah, já publiquei, deixa pra lá”. Enquanto a gráfica não liga as máquinas, eu me dou o direito de ainda tentar melhorar os meus textos.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;text-justify:inter-ideograph"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/397518384120397677-4942013350401487122?l=monicadorin.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://monicadorin.blogspot.com/feeds/4942013350401487122/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://monicadorin.blogspot.com/2010/07/os-romances-que-estao-na-fila-de.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/397518384120397677/posts/default/4942013350401487122'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/397518384120397677/posts/default/4942013350401487122'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://monicadorin.blogspot.com/2010/07/os-romances-que-estao-na-fila-de.html' title='Os romances que estão na fila de impressão estão prontos para serem publicados?'/><author><name>Mônica Cadorin</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12021522543152657816</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='28' src='http://3.bp.blogspot.com/_-LINuKBSmIM/Si5EaG8i_KI/AAAAAAAAAAY/5JmZW5M5kI0/S220/foto.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-397518384120397677.post-4279548011942127739</id><published>2010-07-02T09:44:00.003-03:00</published><updated>2011-04-11T11:07:11.187-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Perguntas'/><title type='text'>COMO SE FAZ UM ROMANCE HISTÓRICO?</title><content type='html'>&lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;text-justify:inter-ideograph"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family:georgia;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;A meu ver, todos os romances são históricos. É claro que são exceção aqueles ambientados fora do tempo/espaço, os romances de ficção e os de fantasia.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;text-justify:inter-ideograph"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family:georgia;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;Quando se fala em romance histórico, a primeira impressão é de que se trata de uma história ambientada no passado. Mas as histórias do presente também expressam a realidade de uma época, de uma visão de mundo e de um modo de pensar.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;text-justify:inter-ideograph"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family:georgia;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;À primeira vista também, é mais fácil escrever ambientando a história no tempo presente, pois a contextualização é mais simples, uma vez que se considera que conhecemos a época que estamos vivendo. Ah, sim, conhecemos, mas quanto do que sabemos colocamos no romance? Muitas vezes, pelo contexto ser natural tanto para o escritor como para o leitor, deixamos os detalhes de fora, escondidos, mal-explicados só nas entrelinhas. Precisamos sempre pensar como fizeram os romancistas do século XIX, que nos deixaram um panorama bem delineado e detalhado da época em que viveram. Até mesmo a pesquisa histórica científica pode se basear nos livros da época para reconstruir o que foi o século XIX.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;text-justify:inter-ideograph"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family:georgia;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;O cuidado para se escrever uma história ambientada no presente ou no passado deve ser o mesmo: contextualizar bem. Para isso, é importante que o autor tenha bom conhecimento de aspectos da época escolhida: sociedade, economia, filosofia, política, religião, arte, literatura, e que considere que o leitor não tem conhecimento específico nenhum, e aprenderá o que é aquela época lendo o livro. É preciso, no entanto, cuidado para não transformar a obra literária num livro didático escolar. Deve-se evitar explicação durante a narração. Ao invés disso, é melhor fazer as personagens agirem com naturalidade naquele ambiente. Em vez de dizer que a sociedade era patriarcal, construa uma cena em que o desejo do patriarca prevalece sobre todos os outros, e um filho indignado contendo a raiva e submetendo-se à vontade do pai. Outro artifício interessante é juntar duas pessoas de grupos diferentes, e uma explicar à outra certos aspectos. O cuidado aqui é para que a explicação não se torne uma aula, nem tenha tom didático. As comparações são maçantes: “você é um guelfo e por isso pensa assim. Eu sou um gibelino e por isso penso assado” e também é melhor que sejam evitadas.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;text-justify:inter-ideograph"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family:georgia;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;Em &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;b&gt;&lt;i&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family:georgia;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;&lt;a href="http://romancesmonica.blogspot.com/search/label/Construir%20a%20terra%20conquistar%20a%20vida"&gt;Construir a terra, conquistar a vida&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family:georgia;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;, o caráter guerreiro da cultura de Ayraci é expresso na atitude dela, quando ela reclama por Duarte prezar a paz; no critério de escolha dos nomes dos filhos deles; no que ela decide que quer como prova de amor; em tudo o que Duarte faz para agradá-la e viver bem com ela.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;text-justify:inter-ideograph"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family:georgia;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;Gostei de como contextualizei o caráter mercador de Nicolaas, em &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;b&gt;&lt;i&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family:georgia;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;&lt;a href="http://romancesmonica.blogspot.com/search/label/O%20canhoto"&gt;O canhoto&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family:georgia;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;. No século XII, época da história, os mercadores não eram mais uma escória de aproveitadores, como no início do século XI, mas também não eram todos comerciantes respeitáveis. Um centro mercantil importante como era Bruges (em Flandres, atual Bélgica) não teria certamente só um tipo de mercador. Havia, provavelmente, os honestos e os desonestos, e os honestos por certo seriam bastante respeitáveis – como eu queria que fosse a família e o próprio Nicolaas. Então, quando ele encontra Miguel, o espadachim, vemos a situação dos mercadores do século XII por um outro ponto de vista – o dos guerreiros, e vemos como o limite entre honestidade e desonestidade ainda era bem tênue. Nesse mesmo encontro, tive a oportunidade de explicar a situação dos heróis guerreiros pelo ponto de vista de um mercador que dá mais valor ao dinheiro do que ao orgulho, para mostrar que o limite entre a honra e a arrogância também era muito tênue. Esses encontros de culturas e visões de mundo diferentes são perfeitos para desenvolver a contextualização sem cair no didatismo óbvio e maçante. Enquanto cada um defende seu ponto de vista, eu aproveito para explicar tudo o que eu quero.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;text-justify:inter-ideograph"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family:georgia;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;A construção do romance histórico é igual à construção de qualquer outro romance. A diferença é que as personagens do passado agem de forma diferente de nós e, estranhamente, acham isso muito natural...&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/397518384120397677-4279548011942127739?l=monicadorin.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://monicadorin.blogspot.com/feeds/4279548011942127739/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://monicadorin.blogspot.com/2010/07/como-se-faz-um-romance-historico.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/397518384120397677/posts/default/4279548011942127739'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/397518384120397677/posts/default/4279548011942127739'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://monicadorin.blogspot.com/2010/07/como-se-faz-um-romance-historico.html' title='COMO SE FAZ UM ROMANCE HISTÓRICO?'/><author><name>Mônica Cadorin</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12021522543152657816</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='28' src='http://3.bp.blogspot.com/_-LINuKBSmIM/Si5EaG8i_KI/AAAAAAAAAAY/5JmZW5M5kI0/S220/foto.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-397518384120397677.post-7631212798730317255</id><published>2010-06-21T20:24:00.000-03:00</published><updated>2010-06-21T20:25:05.588-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Curiosidade'/><title type='text'>SÍMBOLOS</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:georgia;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;Desde as mitologias antigas, a literatura é carregada de simbologias. Personagens representam forças da natureza, acontecimentos são eventos cósmicos. Minhas histórias não são mitologias mas também são cheias de símbolos. Alguns eu acrescento conscientemente mas a grande maioria é de símbolos inconscientes. Todas as histórias têm alguma relação com o momento que estou vivendo, com meus dramas pessoais e problemas que tenho que resolver. Hoje, depois de alguns anos de análise psicológica, sou capaz de identificar alguns símbolos logo depois que eles aparecem mas outros eu só compreendo anos depois, com muita análise da estrutura da história e caracterização das personagens, e compreendendo muito bem o momento que eu estava vivendo quando escrevi. Um grande número de símbolos permanecem inacessíveis a mim, mesmo depois de todo esse trabalho. Algumas vezes eu consigo identificar que tal elemento é um símbolo, mas não consigo compreender o que ele significa.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;text-justify:inter-ideograph"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:georgia;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;É importante destacar que os símbolos não são óbvios. Casar não significa casar; matar não significa matar; personagens masculinas não são necessariamente homens reais; personagens femininas não são necessariamente mulheres reais. A troca de sexo, inclusive, é muito comum, além da mudança de papel social. Dessa forma, meu pai pode se tornar o patrão, minha prima pode se tornar o irmão, meu irmão pode se tornar a mãe, e também meu pai pode se tornar o pai, minha avó pode se tornar a irmã, e todas as possibilidades imagináveis. Eu mesma posso ser a personagem principal masculina ou feminina – às vezes alternadamente, ou simultaneamente as duas – além de estar diluída em todas as outras personagens, sejam homens, mulheres ou crianças.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;text-justify:inter-ideograph"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:georgia;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;Há casos também em que uma personagem simboliza várias coisas ao mesmo tempo. Em relação a uma personagem, representa uma pessoa; em relação a outra personagem, representa outra pessoa. Cada função e/ou cada papel da personagem se refere a uma pessoa real diferente, aglutinadas numa personagem que tem papéis sociais diferentes e se relaciona com várias outras personagens.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;text-justify:inter-ideograph"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:georgia;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;Fiz este texto propositadamente sem citar nenhum exemplo, fosse de personagem, situação ou história. Essa é a graça de escrever: despejo no papel meu inconsciente sob disfarces simbólicos tão complexos que o leitor só percebe a construção, a literatura, e não tem acesso pleno ao meu EU. Explicar aqui algumas simbologias retiraria delas a magia, e considero exposição excessiva. Seria não apenas me despir mas despir minha alma das máscaras que ela usa para se proteger, e isso é algo que não posso fazer publicamente. Contente-se o leitor em observar pela rótula da porta. Penetrar meu inconsciente é privilégio exclusivo de amigos muito próximos.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/397518384120397677-7631212798730317255?l=monicadorin.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://monicadorin.blogspot.com/feeds/7631212798730317255/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://monicadorin.blogspot.com/2010/06/simbolos.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/397518384120397677/posts/default/7631212798730317255'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/397518384120397677/posts/default/7631212798730317255'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://monicadorin.blogspot.com/2010/06/simbolos.html' title='SÍMBOLOS'/><author><name>Mônica Cadorin</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12021522543152657816</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='28' src='http://3.bp.blogspot.com/_-LINuKBSmIM/Si5EaG8i_KI/AAAAAAAAAAY/5JmZW5M5kI0/S220/foto.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-397518384120397677.post-4370908839689959675</id><published>2010-06-12T11:01:00.002-03:00</published><updated>2010-06-12T11:07:43.753-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Personagens'/><title type='text'>DUARTE CORREIA</title><content type='html'>&lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;text-justify:inter-ideograph"&gt;Para compor a personagem principal de &lt;b&gt;&lt;i&gt;&lt;a href="http://romancesmonica.blogspot.com/search/label/Construir%20a%20terra%20conquistar%20a%20vida"&gt;Construir a terra, conquistar a vida&lt;/a&gt;&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;, achei por bem começar aproveitando o que fosse possível da caracterização das personagens de &lt;b style="mso-bidi-font-weight:normal"&gt;&lt;i style="mso-bidi-font-style: normal"&gt;Gerações &lt;/i&gt;&lt;/b&gt;e &lt;b style="mso-bidi-font-weight:normal"&gt;&lt;i style="mso-bidi-font-style:normal"&gt;Franceses no MA&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;, já que a nova história retomava temas e intenções das anteriores, como contei aqui em &lt;a href="http://monicadorin.blogspot.com/2009/09/construir-terra-conquistar-vida.html"&gt;21/9/2009&lt;/a&gt;. Duarte, porém, nascia sob nova inspiração. Degredado, sim, mas não criminoso – pelo menos nada que pusesse maldade em seu coração. Teria, então, que ser pobre, e poderia ser condenado ao degredo por uma série de pequenos crimes mais inofensivos. Então o fiz um ladrão “de galinhas”, que vivia sendo preso e, por isso, tinha sido degredado de Portugal. Diante disso, o destino dele no Brasil seria certamente a cidade de Salvador. Para chegar ao Rio de Janeiro, local escolhido para a história, ele pegaria uma carona com a frota de Mem de Sá, e chegaria aqui em tempo de participar da expulsão definitiva dos franceses em 1567.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;text-justify:inter-ideograph"&gt;Enquanto elaborava as características físicas e psicológicas, ia pensando no nome. Gostei da idéia de usar um nome que era comum na época mas não se usa mais no Brasil – a ponto de ter virado sobrenome: Duarte. Pesquisando, descobri que o nome medieval Duarte evoluiu e hoje é Eduardo. Antes de se chamar Duarte, o nome era Fernando. Como Duarte soa mais antigo, e as chances de eu ter outra oportunidade para usar são remotas, preferi. Passei o Fernando para o sobrenome mas, como havia uma grande família Fernandes no Rio de Janeiro na época, troquei para Correia, sobrenome de um amigo português que tenho.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;text-justify:inter-ideograph"&gt;Precisava também definir o local de nascimento, com mais detalhes do que “Portugal, século XVI” (a primeira anotação que fiz). Escolhi a cidade de Lisboa, e que ele deveria ter perto de 30 anos em 1567, quando a história começa. Eu mesma tinha 26, então o fiz ter 27 anos, tendo nascido em 1540.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;text-justify:inter-ideograph"&gt;Foi difícil escolher a profissão e o motivo que o traria aqui. Ele podia ser soldado ou degredado, ou algum outro tipo de pobre que vinha acabar por aqui. Quando me decidi pela característica de degredado por ser ladrão de galinhas, pensei que ele poderia ter roubado um anel de bacharel e posar como tal. Mas, em algum momento, ele teria que provar suas habilidades de letrado, e a mentira viria a público. Achei melhor manter a nobreza de caráter e deixá-lo ser pobre assumido e honesto. Pela necessidade de conseguir para ele um emprego no Brasil, achei que ele poderia saber fazer contas. Decidi também, pelas datas dos eventos, que ele veio para o Brasil com Mem de Sá, em 1558 e depois para o Rio de Janeiro em 1567, para expulsar os franceses e se estabelecer aqui.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;text-justify:inter-ideograph"&gt;Pensei que ele poderia ter habilidade literária de criar versos, pois, como explicou a professora do curso que eu fazia na ECO/UFRJ na época, a literatura é a expressão artística mais difundida nas colônias porque não precisa de suporte para existir. Mas eu não sou boa em fazer versos, então ele nunca poderia divulgar suas composições, e isso empobreceria essa característica. Achei melhor tirar logo, e ele ficou mesmo sendo um pobre analfabeto sem maiores habilidades.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;text-justify:inter-ideograph"&gt;Logo percebi que a nobreza de caráter que eu esperava dele não condizia com uma pessoa que sempre viveu na pobreza, sustentando-se com furtos, pois isso o faria ter uma esperteza que eu mesma não tenho, por não ter tido uma vida assim. Então resolvi que o pai dele era rico, e ele teve uma infância confortável – quando a nobreza de caráter foi construída – mas ficou órfão e pobre na adolescência, e foi quando se tornou ladrão.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;text-justify:inter-ideograph"&gt;Listei também os temas que queria trabalhar, alguns provenientes das idéias antigas: solidão; nova vida na nova terra; luta e conquista da terra, que implica em tomar posse e defender; construção da pátria, numa espécie de nacionalismo incipiente.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;text-justify:inter-ideograph"&gt;Caberia a Duarte Correia, além de sustentar e conduzir toda a trama, ser o português deslumbrado com a natureza grandiosa do Brasil – e isso ficaria mais evidente por escolher uma índia para ser sua mulher. O encontro dos povos, quando selvagem e civilizado se encontram e se influenciam. Ao mesmo tempo em que ele a civiliza, ensinando-lhe seus valores, ele também se barbariza, na medida em que compreende – e até adota – valores da cultura dela. Assim foi se formando a cultura genuinamente brasileira, com costumes e valores próprios, inspirados mas diferentes dos costumes e valores dos povos formadores. No plano original, a índia morria ou o abandonava, para que ele se casasse com uma portuguesa e tivesse uma vida “normal”. Mas o amor deles foi tão verdadeiro que eu comecei a sofrer quando chegou a hora de separá-los. Então mudei os planos e deixei-os continuar juntos até o fim, enfrentando juntos todos os problemas que um casamento interracial gera, incluindo o destino dos filhos mestiços. Achei que era mais coerente coma personalidade dele ficar com ela a vida toda. E achei também que ela merecia viver esse amor até o fim da história. Não tem jeito: sou romântica e o amor tem que vencer. Nesse caso, o amor venceu até mesmo o projeto de desenvolvimento da história, e os desígnios da escritora-deusa, aquela que direciona os eventos, e a quem compete dar a vida e a morte.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;text-justify:inter-ideograph"&gt;Quando Duarte estava quase pronto, quis criar uma segunda personagem, que fosse, de alguma forma, um contraponto a Duarte. Tinha que ser brasileiro – de Salvador, provavelmente – para apresentar o ponto de vista do português deste lado do mar. Mas Fernão Lopes é assunto para outro texto.&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/397518384120397677-4370908839689959675?l=monicadorin.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://monicadorin.blogspot.com/feeds/4370908839689959675/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://monicadorin.blogspot.com/2010/06/duarte-correia.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/397518384120397677/posts/default/4370908839689959675'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/397518384120397677/posts/default/4370908839689959675'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://monicadorin.blogspot.com/2010/06/duarte-correia.html' title='DUARTE CORREIA'/><author><name>Mônica Cadorin</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12021522543152657816</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='28' src='http://3.bp.blogspot.com/_-LINuKBSmIM/Si5EaG8i_KI/AAAAAAAAAAY/5JmZW5M5kI0/S220/foto.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-397518384120397677.post-370232830092156765</id><published>2010-06-01T19:29:00.003-03:00</published><updated>2011-07-28T21:43:28.442-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Comemoração'/><title type='text'>EDIÇÃO DE ANIVERSÁRIO – 1 ANO</title><content type='html'>&lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;text-justify:inter-ideograph"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family:georgia;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size:small;"&gt;Hoje faz exatamente um ano que comecei este blog. Em um ano, muita coisa mudou, idéias tomaram corpo, mas a essência continuou a mesma, e o Blog continua sendo um espaço para eu expor meu modo de trabalho, histórias das minhas histórias, como funciona meu processo de criação e construção dos elementos dos romances, e curiosidades em geral relacionadas a esses itens.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;text-justify:inter-ideograph"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family:georgia;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size:small;"&gt;No meio do caminho, criei um &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;a href="http://www.romancesmonica.blogspot.com/"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family:georgia;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size:small;"&gt;segundo espaço&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family:georgia;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size:small;"&gt;, para conter informações básicas sobre as histórias, de forma que eu não precisasse repetir tudo cada vez que citasse a história. E recentemente ocupei um &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;a href="http://www.livrosdemonica.blogspot.com/"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family:georgia;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size:small;"&gt;terceiro espaço&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family:georgia;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size:small;"&gt; para fazer a divulgação (e a venda) dos livros que tenho publicados. Os preços informados cobrem meus custos. Acho que não vou ficar rica vendendo livros...&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;text-justify:inter-ideograph"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family:georgia;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size:small;"&gt;Quando comecei com o blog, escrevia dois ou três textos por semana, o que me deixava sempre com uma boa reserva, caso alguma semana ficasse sem assunto. Mas no final de 2009, enquanto re-escrevia &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;b&gt;&lt;i&gt;&lt;a href="http://romancesmonica.blogspot.com/search/label/%C3%80%20procura%20(romance)"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family:georgia;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size:small;"&gt;À procura&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family:georgia;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size:small;"&gt;, parei de produzir textos para o Blog – mas não parei de publicá-los – de maneira que minhas reservas se esgotaram e tenho que confessar que minhas idéias para novos textos também estão mais escassas. Portanto, se alguém tiver alguma sugestão a dar, alguma pergunta a fazer, não se acanhe.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;text-justify:inter-ideograph"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family:georgia;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size:small;"&gt;Nas próximas semanas, pretendo criar mais vínculos entre os três blogs, para que eles se intercomuniquem mais, e o leitor tenha mais facilidade em passear por todos eles, envolvendo-se mais profundamente com a minha obra e o meu mundo pessoal. Assim, poderá ir do texto à sinopse, ao livro, ler um trecho da história, ver outros textos que se referem a essa história, tudo de forma simples e integrada.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;text-justify:inter-ideograph"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family:georgia;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size:small;"&gt;Agradeço a meus leitores habituais, aos leitores esporádicos e a todos que em algum momento andaram por aqui, lendo, comentando, aproveitando de alguma forma o que eu tenho a dizer. &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/397518384120397677-370232830092156765?l=monicadorin.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://monicadorin.blogspot.com/feeds/370232830092156765/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://monicadorin.blogspot.com/2010/06/edicao-de-aniversario-1-ano.html#comment-form' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/397518384120397677/posts/default/370232830092156765'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/397518384120397677/posts/default/370232830092156765'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://monicadorin.blogspot.com/2010/06/edicao-de-aniversario-1-ano.html' title='EDIÇÃO DE ANIVERSÁRIO – 1 ANO'/><author><name>Mônica Cadorin</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12021522543152657816</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='28' src='http://3.bp.blogspot.com/_-LINuKBSmIM/Si5EaG8i_KI/AAAAAAAAAAY/5JmZW5M5kI0/S220/foto.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-397518384120397677.post-7506096339394466813</id><published>2010-05-21T17:04:00.002-03:00</published><updated>2010-05-21T17:10:20.502-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Curiosidade'/><title type='text'>NASCIMENTOS</title><content type='html'>&lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;text-justify:inter-ideograph"&gt;Já que falei nas mortes, vou falar também nos nascimentos que acontecem durante as histórias. São em bom número e, para fazer este texto, incluí essa coluna de informação na mesma tabela em que contabilizei o número de mortes, e descobri que há 41 histórias em que não nasce ninguém e 10 histórias em que nasce pelo menos uma pessoa. Ao total, são 44 personagens que nascem durante as histórias. Em seis casos, a história acabou antes que a criança nascesse, sendo que, em &lt;b&gt;&lt;i&gt;&lt;a href="http://romancesmonica.blogspot.com/search/label/Tudo%20que%20o%20dinheiro%20pode%20comprar"&gt;Tudo que o dinheiro pode comprar&lt;/a&gt;&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;, outras crianças já tinham nascido, então ela aparece entre os 10 casos de nascimentos e entre os seis casos de crianças por nascer. Há apenas um caso de gestação perdida (é claro que não vou dizer em que história). A história com maior número de nascimentos é &lt;b&gt;&lt;i&gt;&lt;a href="http://romancesmonica.blogspot.com/search/label/Construir%20a%20terra%20conquistar%20a%20vida"&gt;Construir a terra, conquistar a vida&lt;/a&gt;&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;, em que nascem 17 pessoas. É interessante notar que não fazem parte de minhas histórias o nascimento de pessoas reais, mas só conto o nascimento das minhas personagens.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;text-justify:inter-ideograph"&gt;A primeira criança que nasceu numa história minha foi André, de uma história sem nome descartada que eu chamo de &lt;b style="mso-bidi-font-weight:normal"&gt;&lt;i style="mso-bidi-font-style:normal"&gt;Juliana&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;, o nome da personagem principal. Nas histórias sobreviventes, o primeiro bebê foi Clare Neville, em &lt;b&gt;&lt;i&gt;&lt;a href="http://romancesmonica.blogspot.com/search/label/O%20destino%20pelo%20vão%20de%20uma%20janela"&gt;O destino pelo vão de uma janela&lt;/a&gt;&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;. Meu “caçula” é Karl Günter, que nasceu em &lt;b&gt;&lt;i&gt;&lt;a href="http://romancesmonica.blogspot.com/search/label/O%20canhoto"&gt;O canhoto&lt;/a&gt;&lt;/i&gt;&lt;/b&gt; (a história mais recente).&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;text-justify:inter-ideograph"&gt;A certa altura do processo, desenvolvi uma espécie de “mania” com relação aos nomes das personagens nascidas no Brasil: o nome do bebê é sempre o mesmo da personagem principal do romance anterior. Curiosamente, os primogênitos vêm sendo sempre meninos. Acho que começou em &lt;b&gt;&lt;i&gt;&lt;a href="http://romancesmonica.blogspot.com/search/label/Uma%20antiga%20história%20de%20amor%20no%20Largo%20do%20Machado"&gt;Uma antiga história de amor no Largo do Machado&lt;/a&gt;&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;, quando o descendente de Ricardo também se chama Ricardo. A história seguinte passada no Rio de Janeiro foi &lt;b&gt;&lt;i&gt;&lt;a href="http://romancesmonica.blogspot.com/search/label/Tudo%20que%20o%20dinheiro%20pode%20comprar"&gt;Tudo que o dinheiro pode comprar&lt;/a&gt;&lt;/i&gt;&lt;/b&gt; e eu resolvi homenagear a personagem principal da história anterior. O nascimento seguinte no Brasil foi em &lt;b&gt;&lt;i&gt;&lt;a href="http://romancesmonica.blogspot.com/search/label/Construir%20a%20terra%20conquistar%20a%20vida"&gt;Construir a terra, conquistar a vida&lt;/a&gt;&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;, então o primeiro filho de Duarte se chama Miguel. Desde então, não nasceu mais nenhum brasileiro, mas eu já sei que o próximo que nascer se chamará Duarte – ou Eduardo, a forma moderna do nome. A escolha dos nomes das personagens é sempre muito bem pensada, e eu analiso a sonoridade, se é um nome forte ou fraco, doce ou rude, de forma que combine com a personalidade que estou construindo, mas os nomes das crianças é de certa forma exceção, porque, como as pessoas, as crianças das minhas histórias vão formando a personalidade à medida que crescem.&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/397518384120397677-7506096339394466813?l=monicadorin.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://monicadorin.blogspot.com/feeds/7506096339394466813/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://monicadorin.blogspot.com/2010/05/nascimentos.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/397518384120397677/posts/default/7506096339394466813'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/397518384120397677/posts/default/7506096339394466813'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://monicadorin.blogspot.com/2010/05/nascimentos.html' title='NASCIMENTOS'/><author><name>Mônica Cadorin</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12021522543152657816</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='28' src='http://3.bp.blogspot.com/_-LINuKBSmIM/Si5EaG8i_KI/AAAAAAAAAAY/5JmZW5M5kI0/S220/foto.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-397518384120397677.post-7495095552360658082</id><published>2010-05-21T16:57:00.001-03:00</published><updated>2010-05-21T17:04:00.549-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Perguntas'/><title type='text'>COMO TER UM ESTILO DE ESCRITA PRÓPRIO?</title><content type='html'>&lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;text-justify:inter-ideograph"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:georgia;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;Este é um tema sugerido por pessoas que chegam ao blog utilizando ferramentas de busca.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;text-justify:inter-ideograph"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:georgia;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;Acho muito difícil alguém que escreve não ter um estilo próprio. Cada pessoa tem seu jeito de contar uma história – ou então está fazendo pastiche. É claro que somos influenciados pelos autores que gostamos de ler mas estilo é a forma como cada um se expressa, desde a escolha dos temas, a composição das personagens, a estrutura da história, até as palavras que escolhe escrever, o tamanho das frases, a linguagem. Então, para ter seu próprio estilo, um escritor precisa escrever bastante.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;text-justify:inter-ideograph"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:georgia;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;Num segundo momento, está o desenvolvimento do estilo: aprimorar a forma de escrever. Para conseguir isso, o escritor precisa ter consciência de seu estilo (por exemplo, os aspectos que eu destaquei aqui em &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;b&gt;&lt;i&gt;&lt;a href="http://monicadorin.blogspot.com/2010/01/algumas-questoes-de-estilo.html"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:georgia;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;13/1/2010&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:georgia;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;). Sabendo como cada item é construído, torna-se possível trabalhar melhor cada um. Também é possível perceber como outros autores fazem, e avaliar se é uma característica desejável.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;text-justify:inter-ideograph"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:georgia;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;É preciso analisar os próprios textos, entender como foram construídos e como se dá seu processo pessoal de criação. É preciso auto-crítica para perceber o que se faz bem e o que é preciso melhorar. Nessa hora, pode ser boa a opinião de um escritor mais experiente, que terá mais facilidade em perceber e apontar esses aspectos. Assim, um texto com problemas pode ser corrigido e até mesmo re-escrito – eu faço isso o tempo todo, como contei aqui em &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;b&gt;&lt;i&gt;&lt;a href="http://monicadorin.blogspot.com/2009/10/reescrever-reinventar.html"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:georgia;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;21/10/2009&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:georgia;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt; e também recentemente, com todo o &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;a href="http://monicadorin.blogspot.com/2009/12/transformar-contos-em-romances.html"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:georgia;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;processo de transformação&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:georgia;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt; de &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;b&gt;&lt;i&gt;&lt;a href="http://romancesmonica.blogspot.com/search/label/À%20procura%20(romance)"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:georgia;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;À procura&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:georgia;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt; e &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;b&gt;&lt;i&gt;&lt;a href="http://romancesmonica.blogspot.com/search/label/História%20do%20mundo"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:georgia;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;História do Mundo&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:georgia;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;text-justify:inter-ideograph"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:georgia;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;O desenvolvimento do estilo é um processo contínuo, infinito, pois o autor sempre pode encontrar algo que queira melhorar e investir nisso.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/397518384120397677-7495095552360658082?l=monicadorin.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://monicadorin.blogspot.com/feeds/7495095552360658082/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://monicadorin.blogspot.com/2010/05/como-ter-um-estilo-de-escrita-proprio.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/397518384120397677/posts/default/7495095552360658082'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/397518384120397677/posts/default/7495095552360658082'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://monicadorin.blogspot.com/2010/05/como-ter-um-estilo-de-escrita-proprio.html' title='COMO TER UM ESTILO DE ESCRITA PRÓPRIO?'/><author><name>Mônica Cadorin</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12021522543152657816</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='28' src='http://3.bp.blogspot.com/_-LINuKBSmIM/Si5EaG8i_KI/AAAAAAAAAAY/5JmZW5M5kI0/S220/foto.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-397518384120397677.post-5469969226902137405</id><published>2010-05-11T20:17:00.004-03:00</published><updated>2011-03-29T22:26:13.603-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Curiosidade'/><title type='text'>PROTAGONISTAS E ANTAGONISTAS</title><content type='html'>&lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;text-justify:inter-ideograph"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family:georgia;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;Pela definição, protagonista é a personagem principal, o “mocinho”, o “herói”, o “bonzinho”, quem carrega a trama e conduz a história. É por ele que o leitor torce, para que ele chegue ao final feliz esperado. Antagonista é a personagem que se contrapõe à protagonista, criando empecilhos ao final feliz que a protagonista busca. É o “bandido”, o “vilão&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: georgia; font-size: small; "&gt;”&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: georgia; font-size: small; "&gt;, o “malvado”.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;text-justify:inter-ideograph"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family:georgia;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;Nas minhas histórias, em geral tenho um casal protagonista (o mocinho e seu par ou a mocinha e seu par). Às vezes tenho dois casais, quando são dois mocinhos (&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;a href="http://romancesmonica.blogspot.com/search/label/Construir%20a%20terra%20conquistar%20a%20vida"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family:georgia;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;Duarte e Fernão&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family:georgia;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;a href="http://romancesmonica.blogspot.com/search/label/O%20maior%20de%20todos"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family:georgia;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;Curt e Karl&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family:georgia;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;) &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: georgia; font-size: small; "&gt;e seus pares&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family:georgia;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;. Mas o que posso dizer de meus antagonistas além de que não são óbvios? Muitas vezes os papéis se confundem, se invertem, se alternam. Minhas personagens vão além do rótulo de “bonzinho” e “malvado”. Em &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;i&gt;&lt;b&gt;&lt;a href="http://romancesmonica.blogspot.com/search/label/Pelo%20poder%20ou%20pela%20honra"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family:georgia;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;Pelo poder ou pela honra&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;/b&gt;&lt;/i&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family:georgia;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;, Estienne e Fréderic são alternadamente o problema e a solução da disputa. Qual dos dois será o verdadeiro antagonista de Ninette?&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;text-justify:inter-ideograph"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family:georgia;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;Em &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;b&gt;&lt;i&gt;&lt;a href="http://romancesmonica.blogspot.com/search/label/O%20maior%20de%20todos"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family:georgia;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;O maior de todos&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family:georgia;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;, Curt e Karl são antagonistas um do outro, mas os dois juntos são os protagonistas da história. Nenhum dos dois é totalmente bom nem totalmente mau, nem sempre certos, nem sempre errados – como tudo na vida.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;text-justify:inter-ideograph"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family:georgia;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;Achei bom o trabalho que fiz em &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;b&gt;&lt;i&gt;&lt;a href="http://romancesmonica.blogspot.com/search/label/O%20canhoto"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family:georgia;"&
